Todos os posts de Felipe Lindoso

Felipe Lindoso é jornalista, tradutor, editor e consultor de políticas públicas para o livro e leitura. Foi sócio da Editora Marco Zero, Diretor da Câmara Brasileira do Livro e consultor do CERLALC – Centro Regional para o Livro na América Latina e Caribe, órgão da UNESCO. Publicou, em 2004, O Brasil Pode Ser um País de Leitores? Política para a Cultura, Política para o Livro, pela Summus Editorial.

BIENAL DO LIVRO SP 2014 – E ENTREVISTA COM KARINE PANSA

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Passei pela Bienal nas tardes de três dias: segunda, terça e quarta-feira passadas. Era evidente a diminuição da área vendida aos expositores, com muitos estandes de cessão gratuita de tamanho maior que o usual, corredores bem mais largos.

Ouvi poucas queixas de expositores quanto ao volume de vendas. No geral, pareciam satisfeitos com os resultados, embora os cariocas sempre ressaltassem que no evento do Rio de Janeiro se vende mais.

Gostei muito da programação cultural, coordenada pelo SESC-SP. Foi diversificada e bem dinâmica. Evidentemente os momentos de maior presença do público foram aqueles que astros pop apareciam, fossem ou não escritores. Mas sem dúvida alguma, foi um avanço muito significativo. O SESC não apenas organizou a programação cultural, como gastou um bom dinheiro com os convidados e com o estande de sua editora. A Federação do Comércio contribuiu adicionalmente com o estande da Editora SENAC-SP.

Mesmo assim, mantenho, sem vacilação, duas de minhas críticas principais.

A primeira diz respeito ao barulho provocado pela circulação da meninada, que vagueia pela feira sem uma organização de eventos estruturada para atendê-los de maneira produtiva. Desde a última vez que visitei a Feira de Guadalajara, virei um entusiasta do formato que eles acharam. Lá, o recinto da feira está dividido fisicamente em dois. As crianças entram para sua área, onde estão também os estandes dos expositores voltados especificamente para esse público, e uma série de atividades estruturadas para a garotada. As editoras que também atendem ao público adulto, podem comprar outro espaço na área geral. Quem entra – adultos – pela área geral, pode ir visitar a área infantil, mas o vice-versa não acontece. É, até hoje, o melhor arranjo que conheci. Perguntei sobre o assunto na entrevista com a presidente da CBL, Karine Pansa, logo abaixo.

Mas, antes da entrevista, outro ponto negativo que acho importante. Os estandes de saldos e promoções. Desde logo declaro que sou um defensor desse segmento do mercado, que oferece novamente ao público, a preços promocionais, livros que deixaram de ser exibidos nas livrarias. Mas não na Bienal. Acho que ali não é o lugar para isso.

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OREN TEICHER, DA ABA, EM ENTREVISTA EXCLUSIVA

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Oren Teicher, o CEO da ABA – American Booksellers Association esteve no Congresso da ANL e fez palestra no 5º. Congresso do Livro Digital da CBL, nos dias 20 e 21 de agosto passado.

Oren Teicher, CEO da American Booksellers Association, no V Congresso do Livro Digital, em São Paulo.
Oren Teicher, CEO da American Booksellers Association, no V Congresso do Livro Digital, em São Paulo.

Em um dos intervalos do Congresso, Oren Teicher concedeu uma entrevista exclusiva ao blog O Xis do Problema, que compartilhamos nesta coluna do PublishNews.

A ABA – American Booksellers Association, é a associação profissional dos livreiros independentes dos Estados Unidos. Independentes, para a ABA, são aquelas livrarias que não estão listadas em bolsas de valores, ou seja, não são “corporações”.  A ABA tem como missão proteger e promover os interesses desses livreiros, e também a liberdade de expressão de todos os cidadãos.

A associação é sem fins lucrativos, mas vários programas e benefícios disponíveis a seus membros são administrados por uma empresa, a Booksellers Order Services, Inc. (BOS), que é de propriedade da ABA. A BOS, por sua vez, opera duas empresas subsidiárias, a BookSense, Inc, que administra o programa IndieCommerce,  que proporciona a infraestrutura de comércio eletrônico (inclusive promoções) dos livreiros associados. Também é proprietária da LIBRIS,  empresa de seguro que administra uma série de serviços para os livreiros.

A ABA existe para prestar serviços aos seus associados, e tem uma mentalidade bastante empresarial quanto às fontes de recursos. O pagamento dos sócios cobre as despesas básicas, mas a associação possui também uma boa quantidade de cursos de formação, que são pagos e lucrativos. Possui também uma companhia de seguros, que presta serviços aos associados por um preço mínimo, mas também é lucrativa, além de ter participação nos resultados na BookExpo America (a operação da feira foi vendida para a Reed faz alguns anos).

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A Guerra “amazônica” e as justificativas “econômicas” da varejista

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Quem já assistiu a uma apresentação feita por executivos ou porta-vozes da Amazon geralmente fica impactado com os números apresentados. Números? Na verdade, os números nunca são mostrados. São sempre gráficos com porcentagens e mais porcentagens, todas demonstrando os enormes benefícios para todos, editores e autores, do sistema de vendas da Amazon.

Mas, antes de discutir especificamente isso, é preciso olhar um pouco para trás e ver o processo de crescimento da Amazon no mercado de livros e quais seus fundamentos.

Todos que trabalhamos no mercado editorial, sabemos que as editoras desde sempre são as grandes financiadoras do processo. No processo normal – e vamos, por enquanto, deixar de lado a auto-publicação – as editoras contratam a publicação das obras como passo inicial. Mesmo que não paguem adiantamento, assumem de imediato uma série de compromissos relacionados com a produção: tratamento editorial (que, no caso de livros didáticos, por exemplo, podem levar anos e ser extremamente dispendioso), composição, revisão, tradução (quando é o caso), encomenda das capas, prefácios, orelhas e demais textos da capa, editoração eletrônica e todo o processo de pré-impressão, como custos fixos e independentes da tiragem e, finalmente, impressão (com todos os custos que podem variar segundo o processo e a própria tiragem), armazenamento, manuseio, etc. etc. Tudo isso com recursos próprios ou assumidos pela editora, e com pagamentos muitas vezes feitos antes do livro ficar pronto.

Produzido o livro, as editoras necessariamente financiam o processo de comercialização, com os prazos concedidos a distribuidores e livreiros. Continuam administrando estoques, consignações, devoluções, pagamento de direitos autorais e demais custos relacionados.

Ora, pode-se afirmar que isso acontece com todas as indústrias: é preciso produzir antes de vender.

Com uma pequena, mas crucial diferença: o giro no mercado editorial é muito mais lento que o de qualquer outra indústria.

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Lições e observações do Ed Nawotka

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No dia 6 de agosto passado, o jornalista Ed Nawotka, editor da  newsletter Publishing Perspectives  participou de evento organizado pela nossa PublishNews, com o apoio da Nielsen e da Livraria Martins Fontes. O tema original do seminário era “Estratégias Globais para Editores Brasileiros”. E, de fato, Ed Nawotka expôs várias ideias sobre as possibilidades de expansão global de negócios para editores brasileiros.

Assisti à palestra e não pretendo resumi-la aqui, pois isso já foi feito na newsletter do dia seguinte ao seminário.

Entretanto, quero aproveitar a oportunidade para destacar alguns assuntos tratados por ele que, para mim, foram muito interessantes.

Um preâmbulo. Altair Brasil, que foi presidente da CBL e, antes de adquirir com outros sócios, a operação da Bertrand Brasil (hoje selo da Record), trabalhou em vendas do setor gráfico e no segmento de porta-a-porta. Altair comentou comigo, várias vezes, que “quem vendia livros em quantidade eram as gráficas; livreiro vende um exemplar de cada vez”. Essa é uma lição bem clara do segmento de vendas porta-a-porta. Não deixam passar nenhuma venda, e vão atrás do cliente onde quer que ele esteja. Só para ilustrar, uma historinha que o Hamilton Terni Costa conta. Quando era diretor da gráfica da Melhoramentos, antes da unidade ser vendida, Hamilton convidou um grupo de editores e distribuidores do porta-a-porta para conhecer as instalações. No final da visita, na hora do cafezinho, quando Hamilton colocava as vantagens para que eles imprimissem na Melhoramentos, um ou dois dos visitantes revelou: haviam feito vendas de coleções para os funcionários da gráfica, durante a visita. No papo. Na hora.

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AUTOPUBLICAÇÃO – SERÁ MESMO UMA “REVOLUÇÃO” NO MERCADO EDITORIAL

publishnews cabeça

 

Certamente um dos fenômenos mais impactantes dos últimos anos na indústria editorial foi o desenvolvimento do mercado de e-books. Apesar de várias tentativas anteriores, esse mercado começou a existir de fato e a se desenvolver a partir do momento em que a Amazon lançou seu e-reader Kindle, em 2007.

O sucesso do Kindle se deveu, certamente, à pressão que a Amazon desenvolveu, nos meses prévios ao seu lançamento, para que as editoras disponibilizassem versões eletrônicas de seus títulos. A digitalização dos livros dos acervos editoriais não começou ali, entretanto. Há vários anos as editoras já vinham digitalizando os livros em função de dois fatores: a) facilidade de produção editorial. Era muito mais fácil e prático desenvolver a produção editorial a partir de arquivos eletrônicos, principalmente com o lançamento de softwares específicos para isso; 2) Os sistemas de print-on-demand. Desde meados dos anos 1990 o mercado editorial dos EUA, principalmente, e também os europeus, já vinham usando os sistemas de POD para otimizar seus estoques e revitalizar o fundo de catálogo. A McGraw Hill foi pioneira nisso, e foi logo seguida pelas outras grandes indústrias.

O lançamento do Kindle e dos livros eletrônicos também deveram muito do sucesso à oferta de conteúdo com preços de capa substancialmente inferiores aos dos hard-covers, ou mesmo das edições de bolso, de capa mole e mais populares. A razão disso, evidentemente, era a eliminação dos custos de impressão e a substancial redução dos custos de logística. Para distribuir e-books, não era mais necessário ter caminhões atravessando o país, carregados de livros. Note-se, também, que o Kindle usa um formato específico. Na verdade, o que é particular é o tipo de DRM que a Amazon usa, que foi desenhado especificamente para facilitar o engajamento dos clientes dentro do seu ecossistema. O formato é o Mobi (que havia sido desenvolvido pela Palm e adquirido pela Amazon). A empresa se recusou a usar o formato e-Pub, desenvolvido por um consórcio, o International Digital Publishing Forum,  e usado por todos os demais leitores.

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VALE CULTURA E MERCADO EDITORIAL

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A Ministra Marta Suplicy divulgou semana passada os primeiros dados da movimentação financeira do Vale Cultura, dizendo “que há um consumo muito maior de livros e revistas”, e acrescentando que as editoras e livrarias haviam saído na frente e se preparado.

vale cultura

Bom, os números não mentem e informam que 88,09% dos gastos com o Vale Cultura foram feitos em empresas cujo CNAE as coloca na categoria de “Comércio Varejista de livros, jornais, revistas e papelarias” (4761-01).  O cinema veio em seguida, e depois a venda de instrumentos musicais, o segmento de CDs, as artes cênicas, com “outras atividades culturais” no fim da fila.  Ou seja, dos R$ 13,7 milhões consumidos em seis meses, R$ 12,112 milhões foram para livros, jornais, revistas e papelarias.

O que pensar disso tudo?

A primeira constatação, claro, é que isso é ótimo. Na verdade, o que todas as pesquisas sobre hábito de leitura indicam, sempre, é que a leitura é muitíssimo bem considerada pelos brasileiros. Para formação, informação, cultura, educação e lazer. E para a religião também (a esmagadora maioria dos leitores coloca a leitura da Bíblia como sua atividade preferida na área). O que atrapalha a leitura é realmente a dificuldade de acesso. Além dos que declaram não conseguir ler corretamente, ou que preferem outras atividades.

Outra informação importante da notícia que veiculou os números do Vale Cultura é que a Ministra anunciou esses resultados em um evento na Federação dos Sindicatos de Metalúrgicos da CUT, em S. Bernardo. A Ministra foi lá – e tem feito atividades semelhantes em outros segmentos – para estimular os sindicatos a incluir o Vale Cultura na pauta das reivindicações nas campanhas salariais.

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Amazon: ataques e defesas; mitos e realidade

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Semana passada a polêmica acerca do comportamento da Amazon em relação à disputa com a Hachette (prólogo para as próximas negociações com as grandes editoras) teve novas movimentações. Na Europa, dois lances colocaram a varejista em cheque e nos EUA, provocou novas manifestações, desta vez da própria Amazon e de autores.

Tentemos examinar um pouco esses desdobramentos, e também desmistificar alguns discursos.

Na Europa, a Amazon sofreu dois reveses importantes. O primeiro foi a aprovação final da extensão da “Lei do Preço Fixo – Lei Lang” ao comércio eletrônico, inclusive de e-books. Como sabemos, a legislação francesa já há décadas protege as livrarias independentes, estabelecendo um limite de descontos nos meses iniciais após o lançamento de um livro, a 5% sobre o preço de capa.

A legislação aprovada estendeu esse limite de descontos ao comércio eletrônico em geral, incluindo os e-books. Dito seja, o limite de 5% inclui também o custo do frete. Ou seja, o total do custo do chamado “frete grátis” – uma das grandes armas da Amazon – deve ser computado. Evidentemente a legislação não afeta tão somente a Amazon, como os demais varejistas do comércio eletrônico.

A segunda medida foi a demanda formal de explicações, por parte da Comissão Europeia junto ao governo de Luxemburgo, do nível de impostos pagos pela Amazon, que tem ali sua “sede” europeia oficial. A Amazon tem armazéns espalhados por vários países – e se aproveita inclusive de incentivos específicos para instalar esses armazéns de distribuição, como o que a Escócia concedeu. Mas paga o IVA segundo a altamente complacente legislação luxemburguesa, por volta de 2%, com o pretexto de que as vendas são feitas, faturadas e computadas pela filial luxemburguesa. Esse é um dos pontos contenciosos mais fortes das livrarias de outros países onde o livro não tem isenção, em particular no Reino Unido. A Comissão Europeia pode impor restrições a essa operação, tornando homogênea a tributação “amazonian”, que não vai gostar nada disso.

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TRÊS NOTAS

Depois do jogo do Brasil, quando não achei a moqueca lá muito bem temperada, só deu para o gasto, vão três notas de atualidade do mercado editorial, para não perder o ritmo.

LUCIANA VILLAS BOAS – FICÇÃO HOJE NA VISÃO DE UMA AGENTE LITERÁRIA

Nelson de Oliveira – assinando como Luís Brás – vem publicando, no Jornal Rascunho, uma série de artigos que solicita aos mais diferentes personagens do cenário editorial brasileiro. Do cenário editorial, não exclusivamente da literatura. Até eu já fiz um texto para o Nelson – ops, Luís Brás – nessa série.

No número 170 do jornal curitibano foi a vez da agente literária Luciana Villas Boas. Como todos sabemos, Luciana foi durante muitos anos diretora editorial da Record, e lá publicou muitos autores brasileiros. Depois de sair da editora, casou-se, mas não mudou. Com seu marido americano, Moss, vive entre o Rio, Atlanta e Nova York, administrando uma agência que já conta com um plantel importante de autores brasileiros.

Uma revelação: a iniciativa da Luciana de mandar traduzir trechos dos autores da Record que ela considerava possíveis de serem colocados no mercado internacional foi o que me inspirou a sugerir à Biblioteca Nacional, na administração do Galeno Amorim – uma publicação semelhante, a hoje Machado de Assis Magazine – para publicar excertos de autores para apresentação no mercado internacional de direitos de autor.
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PROJEÇÃO INTERNACIONAL DA CULTURA BRASILEIRA

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A política cultural do Estado brasileiro – responsabilidade basicamente do Itamaraty – é, para usar um adjetivo caridoso, simplesmente insuficiente. Os números, a estrutura disponível para suas ações demonstram isso, e a comparação com outros países chega a ser humilhante. A pretensão de assumir um papel mais relevante através de mecanismos de “soft-power” – entre os quais a cultura é muito importante – fica assim comprometida.

Comecemos por uma breve análise descritiva dos instrumentos institucionais disponíveis na estrutura do Itamaraty.

A estrutura do Departamento Cultural do Itamaraty, o órgão da Chancelaria encarregado de administrar as ações de política externa na área, revela alguns pontos interessantes.

A estrutura do DC está conformada por cinco divisões e uma Coordenação de Divulgação. As Divisões são: 1) Promoção do Audiovisual (DAV); 2) Acordos e Assuntos Multilaterais Culturais (DAMC); 3) Operações de Difusão Cultural (DODC); 4) Temas Educacionais (DCE) e 5) Promoção da Língua Portuguesa (DPLP).

A própria estrutura evidencia que, no âmbito operacional, os instrumentos de ação são setorizados e incluem ações institucionalizadas (acordos culturais, organismos internacionais multilaterais, cooperação na área de educação, programa de estudantes-convênio, negociação e administração da execução dos acordos culturais bilaterais, etc.), sob a responsabilidade de duas divisões, a DAMC e a DCE, além de incluir parte das ações da DPLP.
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Experiências no interior do país

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Em vários posts venho criticando os problemas de distribuição no país, e as bibliotecas – públicas e escolares – são uma preocupação constante.
Há alguns dias estive em Jaraguá, cidade do interior de Goiás. Maria José Silveira nasceu lá e o município a homenageou dentro da programação de um mês dedicado à literatura. Várias atividades programadas em torno do livro, da poesia e da leitura. Bela iniciativa.

As questões começaram antes da viagem. O funcionário da Secretaria de Cultura queria comprar pelo menos uma coleção dos livros da autora, tanto os romances quanto os livros para jovens. Tentou na Saraiva, filial de Goiânia. Não havia nada. Nem uma coleção editada pela Formato, que é um selo da Saraiva. Entrega? Pior que a Amazon com a Hachette.

Resultado: tivemos que achar por aqui os exemplares que conseguimos para levar alguns.

A programação teve suas cerimônias homenageando a filha da terra na sede da Casa da Cultura, construção do século XIX restaurada com muito cuidado. Foi programada também visitas a duas escolas de ensino fundamental da cidade. Escolas arrumadas, com professoras motivadas. As duas tinham pequenos acervos de livros, que fui ver. Achei poucos exemplares de livros dos programas de Biblioteca na Escola, do MEC. A Secretária de Educação do município me disse que o MEC, quando enviava, o fazia diretamente para as escolas. Só comunicava para a Secretaria os acervos e quantidades do PNLD, até porque eventualmente o primeiro nível de trocas ou complementações (naturais diante da variação de matriculados declarados no Censo Escolar do ano anterior e os efetivamente matriculados no ano) eram feitos diretamente pela Secretaria Municipal. Só no caso em que esses ajustes não fossem possíveis era que se apelava para a Secretaria de Educação do Estado.
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