A Maria José, no seu blog, faz reminiscências sobre a editora que fundamos, juntamente com o Márcio Souza, a Marco Zero.
Arquivo mensais:julho 2011
Feiras de Livros e Festivais de Literatura – Para Quê?
Na semana em que a FLIP ocupa muitas páginas dos jornais, espaço na Internet e nas conversas, vale a pena pensar um pouco sobre esses mecanismos de promoção do livro e da leitura: feiras de livros e festivais de literatura.
As bienais do livro (a de S. Paulo primeiro e depois a do Rio de Janeiro) costumavam ter, desde há muito tempo, o que se chamava de “atividades paralelas”. Paralelas por serem quase “marginais” ao objetivo principal desses eventos, que era apresentar ao público uma amostra do conjunto da produção editorial. Muitos títulos que sumiam rapidamente das livrarias eram garimpados nesses eventos, que por muito tempo estiveram circunscritos às duas cidades. A exceção era a Feira do Livro de Porto Alegre – a mais antiga, aliás – que se diferia das bienais por ser um evento montado ao ar livre.
Continue lendo Feiras de Livros e Festivais de Literatura – Para Quê?
Livro eletrônico – resenha eletrônica
A chegada dos e-books mexe não apenas no mercado editorial. Mexe também com a percepção que os leitores possam ter do que acontece, e de onde acontecem as coisas.
A Amazon há muito abriu um espaço para resenhas – positivas e negativas – postadas pelos leitores dos livros vendidos pelo Kindle. E posso garantir que há coisas muito interessantes ali. Gente que se deu ao trabalho de refletir sobre o que leu e compartilha com outros possíveis leitores. Tem muita abobrinha também, é claro. Faz parte.
O Marcelino Freire, contista da minha maior admiração, fundou uma editora, a Edith onde publicou seu último livro, Amar é Crime, que saiu primeiro disponível nos e-readers da Gato Sabido e da Amazon (para os atrasados: não se preocupem, vai ter edição impressa também – vejam no link acima a data do lançamento. Dia 13 de Julho no Sarau da Cooperifa, do grande Sérgio Vaz) e já ganhou uma resenha eletrônica, em blog. Pode ser vista neste link a resenha do Eduardo S. Nasi.
Parabéns para o Marcelino.
A Literatura Brasileira no Exterior
Aqui está a coluna publicada no Publish News de hoje.
Em 1994 fui um dos organizadores da participação do Brasil como “País Tema” da Feira de Livros de Frankfurt, assunto sobre o qual ainda voltarei a falar. Mas hoje quero compartilhar com os leitores algumas reflexões decorrentes da minha participação atual no projeto Conexões – mapeamento Internacional da Literatura Brasileira, do Itaú Cultural, do qual sou consultor.
A menção à Feira de Frankfurt não foi casual. O fato é que, depois dela, o número de traduções e o reconhecimento da literatura em português produzida no Brasil aumentou substancialmente. As estatísticas internacionais são tão ou mais precárias que as brasileiras, mas os dados do mercado editorial alemão mostram que os livros dos nossos autores eram os mais traduzidos entre os provenientes do chamado “Terceiro Mundo”, na Alemanha.
Esse enorme esforço não teve a continuidade merecida, em termos de políticas públicas de promoção da literatura. Os programas de apoio à tradução foram interrompidos várias vezes, e as ações se resumiram quase que à presença das editoras brasileiras nas feiras internacionais.
Continue lendo A Literatura Brasileira no Exterior
