Ao comentar o livro de Peter Weidhaas – “See You in Frankfurt!” – assinalei como a resposta encontrada para as acusações de que a Feira de Frankfurt só se preocupava com os best-sellers foi a de organizá-la em torno de “Temas”. Primeiro foram temas mais genéricos: Ano da Mulher, Literatura Latino-americana, Livro Infantil, África. Depois vieram os países Tema, entre os quais o Brasil, em 1994, agora novamente convidado para 2013.
Por outro lado, no post do dia 8 de julho, comentando a FLIP, a Jornada de Passo Fundo e as feiras de livro em geral, mostrei como foram progressivamente implantados os eventos culturais em nossas feiras. Sem dúvida, essa dinâmica representou um enorme avanço diante do que existia até o final dos anos 90, quando os “eventos paralelos” nas Bienais do Livro se transformaram em Salão de Ideias (S. Paulo) e Café Literário (Rio de Janeiro), e como esses foram se multiplicando dentro dessas feiras e nas outras que foram surgindo Brasil afora.
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Arquivo mensais:agosto 2011
“See you in Frankfurt!”
Era assim que amigos, conhecidos ou quem estivesse envolvido com a presença de sua editora (ou do país) na maior feira de livros de mundo se despediam de Peter Weidhaas que, por 25 anos, foi o diretor da Austellungs und Messe, a empresa de propriedade dos editores e livreiros alemães. É também o título do livro em que ele relembra essa experiência.
Quando conheci Weidhaas, no processo de preparação para a participação do Brasil como tema da Feira de Frankfurt de 1994 (em 1992), ele era, para mim, uma espécie de “todo-poderoso” do evento. O que Peter decidisse, estava decidido. Já fora à Feira antes, mas não o conhecia pessoalmente.
O livro lança luz sobre a trajetória que o levou a essa posição e o que estava subjacente à sua concepção das feiras de livro e de sua importância para a difusão do livro e da leitura.
Qual a vantagem de ir para um Congresso do livro digital?
Nos dias 26 e 27 de julho passado aconteceu o 2º. Congresso Internacional CBL do Livro Digital. Foram doze eventos, entre palestras e mesas-redondas, além da apresentação de trabalhos científicos em uma sala anexa. Boa frequência, apesar do preço salgado. Poucas perguntas e ainda menos discussões. A plateia permaneceu passiva depois da maior parte das palestras/mesas redondas, e mesmo as perguntas feitas não provocaram grandes discussões.
Não pretendo comentar todas as palestras ou discussões. Quero apenas chamar atenção para alguns tópicos que me pareceram os mais interessantes.
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Listas de mais vendidos – a que vem o digital?

Confesso que sempre tive profunda descrença nas listas de mais vendidos. Até hoje não me convenci com nenhum método de coleta desses dados por uma razão muito simples: não podem ser aferidos por terceiros. É um axioma do método científico que uma observação só é válida se puder ser repetida independentemente por outro pesquisador. Mas, vá lá, serve como indicador de tendências.
O Prosa e Verso d’O Globo publica já faz algum tempo uma lista dos “mais vendidos” em formato digital, com base nas informações da Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Entusiasta que sou dos livros digitais, considero essa iniciativa mais uma “força” que o jornal dá para a ampliação do uso do formato que um indicador real de preferências.
O Kindle da Amazon é, também no Brasil, o e-reader mais usado, se não contarmos o acesso às publicações acadêmicas disponibilizadas pela CAPES/CNPQ e FAPESP nas universidades federais e paulistas. E nada disso é considerado. Mas tudo bem, força ao Globo pelo esforço de difusão do formato digital.

