Listas de mais vendidos – a que vem o digital?


Confesso que sempre tive profunda descrença nas listas de mais vendidos. Até hoje não me convenci com nenhum método de coleta desses dados por uma razão muito simples: não podem ser aferidos por terceiros. É um axioma do método científico que uma observação só é válida se puder ser repetida independentemente por outro pesquisador. Mas, vá lá, serve como indicador de tendências.
O Prosa e Verso d’O Globo publica já faz algum tempo uma lista dos “mais vendidos” em formato digital, com base nas informações da Cultura, Saraiva e Gato Sabido. Entusiasta que sou dos livros digitais, considero essa iniciativa mais uma “força” que o jornal dá para a ampliação do uso do formato que um indicador real de preferências.
O Kindle da Amazon é, também no Brasil, o e-reader mais usado, se não contarmos o acesso às publicações acadêmicas disponibilizadas pela CAPES/CNPQ e FAPESP nas universidades federais e paulistas. E nada disso é considerado. Mas tudo bem, força ao Globo pelo esforço de difusão do formato digital.

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