Comunidades de leitores ligadas a editoras estão explodindo

Jane Tappuni Jane Tappuni, PublishingPerspectives

Mês passado, a Publishing Technology encomendou um estudo baseado nas tendências que notamos crescer entre editores acadêmicos e de livros gerais. Anteriormente, as ações de marketing estavam focadas principalmente nas bibliotecas e livrarias, fazendo delas divulgadores de revistas acadêmicas e livros. Mas diante do declínio de compras de bibliotecas e o fechamento de livrarias nos últimos anos, editores passaram a devotar parcelas maiores de seus orçamentos de marketing para construir um relacionamento direto com seus clientes. A criação de comunidades online vem sendo central nesse esforço.

Com a recente venda do site de networking social de livros GoodReads para a Amazon, pela quantia divulgada de US$ 150 milhões, está claro que uma comunidade online em torno de livros e narrativas é uma mercadoria valiosa que pode ajudar os editores a reagir melhor aos interesses dos leitores. Mas vale a pena para os editores investir na criação de suas próprias comunidades online de marca? Os editores acham que sim. Segundo nosso estudo, feito pela Bowker Market Research, o número de comunidades online de propriedade de editoras deve mais que dobrar nos próximos dois anos. O estudo, focado nos editores dos EUA e do Reino Unido, tanto dos segmentos de mercado de obras gerais e livros acadêmicos, revelou que dois terços dos editores que responderam ao questionário atualmente hospedam comunidades de leitores, e que esse número deve aumentar em 90% nos próximos dois anos.

Algumas das comunidades online mais populares estão focadas em um gênero em particular, ou algum interesse que atrai uma audiência selecionada – a editora de história militar Osprey Publishing usa as abundantes opiniões de seus leitores para definir prioridades na encomenda de novos textos de história militar; a editora de livros românticos Mills & Boon apresenta discussões de destaques que encorajam seus leitores a compartilhar histórias, conselhos e questões sobre amor e vida; Pottermore dá vida às histórias de fundo dos personagens e aspectos do mundo de Harry Potter, que não foram apresentados nem nos livros nem nos filmes.

Dos editores que já têm comunidades online, 64% estavam convencidos de que seu investimento nesse mercado já se pagava, e continuarão a fazer isso ao proporcionar um bom suporte de marketing para os canais de venda. Com esse sucesso, um quarto dos editores esperam ter sete ou mais redes de pé e funcionando em 2015, com muitos outros participantes da pesquisa predizendo um enorme crescimento no número de comunidades online para suas empresas, desde a média atual de 2,1 para mais de 5 nos próximos dois anos.

Apesar de ser um estudo focado nos editores dos EUA e do Reino Unido, a tendência é internacional. O Cloudary, da China, (nome reformulado da Shanda Literature, parte do Shanda Interactive, uma empresa de jogos online) foi lançado em 2008, e cresceu virando uma vibrante comunidade tanto de leitores como de escritores. Qualquer um pode subir suas histórias e usar o site como uma plataforma para construir uma base de fãs, ou escritores de sucesso podem testar uma história com os leitores. O site alega ter 800.000 escritores. O Shanda Network opera através de três portais conhecidos e controla mais de 90% do mercado chinês de leitura online, com a maior parte do conteúdo se situando entre ficção científica e gêneros de fantasia. E é tão popular que está se preparando para lançar ações públicas.

O que nosso estudo revelou é que o apoio dos editores para as comunidades online, tanto as suas como as outras, está agora na linha de frente de sua transformação em organizações diante dos consumidores, e os consumidores estão ávidos por participar disso.

Jane Tappuni é Vice-Presidente Executiva, Desenvolvimento de Negócios, da Publishing Technology. Para mais informações sobre o estudo das comunidades online, visite.

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Amanhã, em novo post, comentários sobre esse assunto.

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