Amazon no Brasil. Perguntas pendentes


A chegada da Amazon – êta parto dolorido que foi esse, coincidente com a venda do Kobo em parceria com a Cultura e a chegada da loja da Google – ainda exige algumas respostas.

Ao entrar no site www.amazon.com.br, se já se for cliente da Amazon, o login é redirecionado para a loja brasileira, com a pergunta se o cliente deseja mudar a localização da conta. Nas explicações, fica claro que as subscrições de revistas serão terminadas, com o reembolso proporcional da assinatura, e que os serviços de música e vídeo não serão oferecidos no Brasil. Até aí, sem novidades, pois mesmo quem tem conta kindle nos EUA só consegue baixar música e vídeo se estiver lá ou usar um proxy. Para Internautas experientes isso é possível, mas o usuário comum está bloqueado de conteúdos específicos.

A loja brasileira tem o mesmo jeitão da matriz, inclusive com “mais vendidos”. Cáspite: como a Amazon já tem “mais vendidos” na estreia?

A Apple também não disponibiliza todos os produtos da iTunes americana na versão brasileira, de modo que isso não é novidade. A justificativa, sempre, é que os contratos de distribuição sempre incluem – ou não – clausulas de territorialidade.

Essa política já me causou problemas com a Amazon. Passei meses usando um celular com Windows 7.5 e o app do kindle não estava disponível para o Brasil, embora estivesse para outros países. Mandei vários e-mails reclamando uma solução para isso, tanto para o Widman aqui no Brasil quanto para Seattle. As respostas – quando as houve – desmentiam essa história da Amazon ser assim tão “consumer centric”. Não me deram bola. Mas, aí por agosto/setembro, o app foi disponibilizado para o Brasil.

No site Amazon.com.br, entretanto, fiquei com algumas dúvidas:

1 – O cartão de crédito será faturado no Brasil ou nos EUA. Isso de dizer que a venda será em reais não significa nada. Quando o cartão é faturado nos EUA, tudo é transformado em US$ e depois cobrado nos eu cartão de crédito brasileiro. Com o acréscimo do IOF. É o caso das compras no iBook da Apple. Carlo Carrenho, do PublishNews, já fez gozação dizendo que a Apple conseguiu reinstaurar a cobrança de impostos na venda de livros no Brasil… É de morrer de rir. A Amazon não esclarece esse ponto.

2 – Também não esclarece o que acontece se o cliente for subscritor do programa Prime, que dá algumas vantagens de frete nos EUA. O Prime continuará vigente? Será cancelado e a diferença reembolsada?

Seguindo sua prática habitual, a Amazon joga oferecendo o Kindle touch básico por R$ 299,00 (com ou sem IOF?), contra o aparelho da Kobo vendido a R$ 399,00. O curioso é que o anúncio fala de “preço sugerido” para o Kindle. O que isso significa, não se sabe, pelo menos por enquanto.

Sem saber os detalhes do faturamento no cartão, fica difícil também comparar os preços de livros vendidos através de ePub(Kobo e similares) e os do ecossistema Amazon.

Bom, já mandei e-mail com minhas perguntas para o suporte da Amazon (e com cópia para o Widman). Vamos ver quando respondem…

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