{"id":685,"date":"2011-12-13T13:34:07","date_gmt":"2011-12-13T16:34:07","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=685"},"modified":"2011-12-13T20:21:15","modified_gmt":"2011-12-13T23:21:15","slug":"preco-fixo-agenciamento-e-direitos-autorais-e-as-livrarias-no-meio","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=685","title":{"rendered":"Pre\u00e7o fixo, agenciamento e direitos autorais. E as livrarias no meio"},"content":{"rendered":"<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=686\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D686','Capturar')\" rel=\"attachment wp-att-686\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/Capturar1.jpg\" alt=\"\" title=\"Capturar\" width=\"858\" height=\"433\" class=\"aligncenter size-full wp-image-686\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/Capturar1.jpg 858w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/12\/Capturar1-300x151.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><\/a><\/p>\n<p>Recentemente foi publicada a not\u00edcia de que a Comiss\u00e3o Europeia estaria iniciando um procedimento investigativo para verificar se o modelo de \u201cagenciamento\u201d na venda de e-books estaria ou n\u00e3o infringindo a legisla\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria que protege a livre concorr\u00eancia. A investiga\u00e7\u00e3o da CE abrangeria inclusive a possibilidade de um \u201cconluio\u201d entre a Apple a as grandes editoras americanas (algumas das quais, hoje, pertencem a conglomerados europeus) para controlar o pre\u00e7o dos livros. Em resumo, a acusa\u00e7\u00e3o era de carteliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>J\u00e1 tratei algumas vezes de certos aspectos da comercializa\u00e7\u00e3o de livros f\u00edsicos, notando como os descontos cada vez maiores (al\u00e9m de vantagens adicionais) exigidos pelas grandes cadeias tende a puxar o pre\u00e7o dos livros para cima, disfar\u00e7ando esse fen\u00f4meno com os descontos oferecidos no varejo \u2013 pelas grandes cadeias \u2013 e efetivamente jogando para fora da competi\u00e7\u00e3o as livrarias independentes, incapazes de competir nesse jogo, particularmente no caso dos livros que entram na lista dos best-sellers (ou que j\u00e1 s\u00e3o \u201cdesenhados\u201d para a lista).<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Com a entrada dos e-books na equa\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia pode permitir uma revis\u00e3o geral do assunto.<\/p>\n<p>R\u00e1pido repasse da situa\u00e7\u00e3o aqui, no que diz respeito a pre\u00e7o e direitos autorais. <\/p>\n<p>O autor e a editora negociam o percentual de direitos autorais. Embora eu diga \u201cnegociam\u201d, essa rela\u00e7\u00e3o se d\u00e1 em bases mais ou menos preestabelecidas. Para os livros vendidos em livrarias, a porcentagem geralmente \u00e9 de 10%  sobre o \u201cpre\u00e7o de capa\u201d, o \u201cpre\u00e7o oficial do livro\u201d. Para edi\u00e7\u00f5es especiais, o que geralmente significa vendas governamentais, os direitos autorais oscilam entre 6% e 10% do valor bruto recebido pela editora. \u00c0s vezes existem escalas progressivas relacionadas com a quantidade de exemplares vendidos.<\/p>\n<p>A rela\u00e7\u00e3o entre editora e livrarias se d\u00e1 atrav\u00e9s do desconto sobre o \u201cpre\u00e7o de capa\u201d. Digamos que em m\u00e9dia esse desconto seja de 50% sobre o pre\u00e7o de capa. A livraria pode vender o exemplar pelo pre\u00e7o que desejar, repassando ou n\u00e3o parte desse desconto para o consumidor final. O jogo entre editoras e grandes cadeias \u00e9 outro caso, sobre o qual falei em outras ocasi\u00f5es e n\u00e3o vou voltar aqui.<\/p>\n<p>Sobre esse desconto de 50% a editora deve cobrir todos seus custos fixos e vari\u00e1veis e eventualmente ter seu lucro. \u00c9 bom lembrar que desses 50% recebidos por cada exemplar vendido, 40% correspondem aos direitos autorais (10% de 100 correspondem a 20% de 50, ou seja, 40% do bruto recebido pela editora)<strong>ATEN\u00c7\u00c3O, VER NOTA\/COMENT\u00c1RIO MEU NO FINAL DO POST<\/strong>. O resto inclui os custos de editora\u00e7\u00e3o (que inclui tradu\u00e7\u00e3o, se for o caso), impress\u00e3o e acabamento, log\u00edstica (armazenamento e distribui\u00e7\u00e3o), e custos administrativos. Nem vou tratar aqui da quest\u00e3o eventual de adiantamentos, sempre presentes nas tradu\u00e7\u00f5es, e cada vez mais presentes  (mas ainda n\u00e3o como regra geral) na edi\u00e7\u00e3o de autores nacionais. <\/p>\n<p>Ou seja, no mercado brasileiro, autores e editores lidam basicamente com duas faixas de pre\u00e7os e porcentagens diferentes de direitos autorais, a saber, nas vendas para o mercado em geral e vendas para o governo. Evidentemente, no caso dos livros did\u00e1ticos, a segunda equa\u00e7\u00e3o \u00e9 predominante.<\/p>\n<p>Na Europa a nos Estados Unidos (principalmente nesse \u00faltimo), a equa\u00e7\u00e3o \u00e9 mais complicada por uma segmenta\u00e7\u00e3o do mercado muito mais complexa. Os t\u00edtulos geralmente s\u00e3o lan\u00e7ados como hardcovers (capa dura), em edi\u00e7\u00f5es que se destinam ao p\u00fablico em geral e tamb\u00e9m para o mercado de bibliotecas p\u00fablicas, por l\u00e1 muito mais significativo que aqui. Depois de certo tempo, o editor produz nova edi\u00e7\u00e3o em paperpack, os livros de bolso, com pre\u00e7o inferior. Finalmente, existe a possibilidade de lan\u00e7amento de um terceiro formato, o mass market, com papel inferior, mancha maior e corpo eventualmente menor. E pre\u00e7o menor, \u00e9 claro. Eventualmente os tr\u00eas tipos de edi\u00e7\u00e3o podem coexistir, principalmente no caso de grandes best-sellers e aqueles que se transformaram em filmes de sucesso.<\/p>\n<p>O esquema de comercializa\u00e7\u00e3o \u00e9 muito semelhante ao daqui: as editoras vendem com desconto para as livrarias e outros pontos de venda, que decidem qual o pre\u00e7o que cobrar\u00e3o dos clientes finais. A grande diferen\u00e7a est\u00e1 nos tipos de pontos de venda: hardcovers s\u00e3o vendidos nas livrarias tradicionais, f\u00edsicas, e pelo com\u00e9rcio eletr\u00f4nico; paperbacks, al\u00e9m de vendidos em algumas livrarias, s\u00e3o comercializados em livrarias de aeroporto, supermercados e discount stores. O \u00faltimo segmento \u00e9 vendido essencialmente em quiosques de jornais e supermercados e grandes lojas.<\/p>\n<p>O escalonamento no tempo dos lan\u00e7amentos de diferentes formatos \u00e9 acompanhado pela diminui\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o de capa. De certa forma pode-se dizer que o leitor de hardcover paga, al\u00e9m do livro de qualidade melhor, tamb\u00e9m um pr\u00eamio por ter acesso mais r\u00e1pido ao t\u00edtulo lan\u00e7ado. Quem n\u00e3o tem pressa espera o livro de bolso.<\/p>\n<p>Existem outros fatores na composi\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o e nas expectativas dos editores que n\u00e3o vou levar em considera\u00e7\u00e3o aqui, em prol da simplifica\u00e7\u00e3o, embora sejam importantes: custos de marketing diferenciados, \u00edndice de devolu\u00e7\u00e3o dos livros, etc.<\/p>\n<p>Chegam os e-books.<\/p>\n<p>O sistema de comercializa\u00e7\u00e3o de e-books, no in\u00edcio, se deu de modo muito semelhante aos dos livros f\u00edsicos. Os editores obviamente estabeleciam o pre\u00e7o dos e-books levando em considera\u00e7\u00e3o a diminui\u00e7\u00e3o dos custos de impress\u00e3o e armazenamento, devolu\u00e7\u00e3o de exemplares, log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o, etc. Mas entregavam os livros do mesmo modo: a partir do seu pre\u00e7o de capa (geralmente mais pr\u00f3ximo da vers\u00e3o paperback que da vers\u00e3o hardcover) e o vendedor vendia pelo pre\u00e7o que desejasse.<\/p>\n<p>Mas a expans\u00e3o dos e-books, nos Estados Unidos principalmente, se deu com a interven\u00e7\u00e3o de uma empresa gigantesca, a Amazon. Esta j\u00e1 era a maior vendedora de livros de papel dos EUA. Quando lan\u00e7ou seu e-reader, o Kindle, \u00e9 que o fen\u00f4meno do livro eletr\u00f4nico efetivamente come\u00e7ou a deslanchar.<\/p>\n<p>E a Amazon usou o Kindle com uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica em duas dire\u00e7\u00f5es: a) queria que seu \u201cleitor\u201d fosse o meio predominante de acesso aos livros eletr\u00f4nicos; b) queria que o com\u00e9rcio de livros eletr\u00f4nicos fosse feito predominantemente atrav\u00e9s da pr\u00f3pria Amazon. O Kindle, com um formato propriet\u00e1rio, levava necessariamente a que as compras fossem feitas na Amazon. O resultado foi a decis\u00e3o de vender e-books com pre\u00e7os muito baixos (em alguns casos at\u00e9 com preju\u00edzo), para alavancar a venda do Kindle e, circularmente, aumentar a fatia da Amazon no com\u00e9rcio de e-books.<\/p>\n<p>A estrat\u00e9gia foi estrondosamente vitoriosa durante mais de um ano, e s\u00f3 come\u00e7ou a ser contestada com a entrada da Apple \u2013 i.e., do iPad \u2013 no mercado.<\/p>\n<p>Mas voltemos um pouco atr\u00e1s, para ver o que aconteceu nesse per\u00edodo com a quest\u00e3o dos direitos autorais.<\/p>\n<p>Assim como as editoras eliminaram v\u00e1rios custos \u2013 e diminu\u00edram o pre\u00e7o de venda dos e-books \u2013 os autores come\u00e7aram a se inquietar e a exigir modifica\u00e7\u00f5es nas porcentagens de direitos autorais das vendas de livros eletr\u00f4nicos. Uma disputa pesada, que teve no meio a tentativa do Google de digitalizar todos os livros anteriormente impressos, com uma proposta de acordo coletivo com a Associa\u00e7\u00e3o dos Autores dos EUA, que sofreu muitas cr\u00edticas e acabou rejeitada e bloqueada pela justi\u00e7a americana. O Google continua digitalizando e se prepara para entrar com for\u00e7a no mercado de e-books (por enquanto \u00e9 s\u00f3 um ensaio).<\/p>\n<p>O resultado que parece estar se cristalizando \u00e9 o de fixar os direitos autorais devidos em torno de 25%. Mas, vinte e cinco por cento de qu\u00ea? A ideia original era manter o mesmo esquema do livro impresso: 25% do \u201cpre\u00e7o de capa\u201d definido pela editora, seja l\u00e1 qual fosse o pre\u00e7o ao consumidor oferecido pelo varejista. Logo depois os editores foram for\u00e7ando as condi\u00e7\u00f5es para que fosse 25% sobre o bruto recebido por eles. Com grande parte dos novos contratos assim negociados, abriu-se o espa\u00e7o para contra-atacar a Amazon: o \u201cmodelo de licenciamento\u201d.<\/p>\n<p>Como j\u00e1 escrevi aqui, esse modelo \u00e9, na verdade, uma volta \u00e0 no\u00e7\u00e3o de pre\u00e7o fixo, usada em v\u00e1rios pa\u00edses europeus e nunca aplicada efetivamente nos Estados Unidos. As semelhan\u00e7as entre o pre\u00e7o fixo e o modelo de agenciamento se d\u00e3o principalmente na limita\u00e7\u00e3o da capacidade do varejista determinar o pre\u00e7o. No primeiro caso, por exig\u00eancia legal (na Fran\u00e7a, por exemplo, o m\u00e1ximo de 5% sobre o pre\u00e7o de capa no primeiro ano depois do lan\u00e7amento) e, no segundo, por exig\u00eancia contratual. Na pr\u00e1tica o sistema do pre\u00e7o fixo mant\u00e9m o desconto das editoras para o canal seguinte por volta de 40% do pre\u00e7o de capa. No pre\u00e7o fixo, o varejista recebe uma \u201ccomiss\u00e3o\u201d de 30% sobre o pre\u00e7o de venda fixado pelo editor.<\/p>\n<p>Quanto aos direitos autorais, o modelo de agenciamento aparentemente melhorou a posi\u00e7\u00e3o dos autores. Para um e-book de US 10, a comiss\u00e3o de tr\u00eas d\u00f3lares para o varejista e direitos autorais de US$ 1,75 para o autor. Se fosse mantida a porcentagem de 25% sobre o l\u00edquido recebido com 50% de desconto para o varejista, o autor receberia apenas US $ 1 por livro eletr\u00f4nico vendido.<\/p>\n<p>Mas o grande objetivo das editoras, conforme foi explicitado por John Sargent, CEO da Macmillan, \u00e9 o de manter nas m\u00e3os dos editores a escala de pre\u00e7os. Assim, para evitar a \u201cjanela\u201d entre o lan\u00e7amento do hardcover e o e-book, o pre\u00e7o de lan\u00e7amento, ou pre\u00e7o inicial dos e-books, \u00e9 mais alto do que os livros do fundo de cat\u00e1logo, e diminui na medida em que seja lan\u00e7ado o formato paperback. Segundo Sargent, o outro objetivo dessa pol\u00edtica de pre\u00e7os \u00e9 manter a possibilidade de vida das livrarias e das edi\u00e7\u00f5es em papel. Se houvesse uma \u201ccanibaliza\u00e7\u00e3o\u201d do pre\u00e7o no momento do lan\u00e7amento, o decl\u00ednio das vendas de livros em papel seria mais acentuado, e a extin\u00e7\u00e3o das livrarias f\u00edsicas mais r\u00e1pida. Os editores acreditam que, a curto e m\u00e9dio prazo, poder\u00e3o desenvolver modelos de neg\u00f3cios com e-books que envolvam as livrarias, livrando-os assim do fantasma do monop\u00f3lio virtual da Amazon.<\/p>\n<p>Esse modelo s\u00f3 foi poss\u00edvel se estabelecer com a for\u00e7a da Apple. De passagem, deu vida tamb\u00e9m \u00e0 possibilidade de novos modelos de e-readers entrarem no mercado, como o Nook, da Barnes &#038; Noble, e o Kobo, al\u00e9m da manuten\u00e7\u00e3o do Sony Reader. E, talvez, de outros modelos desenvolvidos por livrarias ou cadeias de livrarias em outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>\u00c9 uma discuss\u00e3o que est\u00e1 longe de terminar. Os modelos de comercializa\u00e7\u00e3o de livros eletr\u00f4nicos est\u00e3o ainda muito longe de se estabilizar. A modela\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica \u00e9 mais complicada do que parece \u00e0 primeira vista, como pode ser visto em um artigo j\u00e1 h\u00e1 muito publicado no New York Times, <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.nytimes.com\/2010\/03\/01\/business\/media\/01ebooks.html');\"  href=\"http:\/\/www.nytimes.com\/2010\/03\/01\/business\/media\/01ebooks.html\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.nytimes.com%2F2010%2F03%2F01%2Fbusiness%2Fmedia%2F01ebooks.html','Math+of+Publishing+Meets+the+E-Book')\" target=\"_blank\">Math of Publishing Meets the E-Book<\/a>, por Motoko Rich, publicado em fevereiro do ano passado.<\/p>\n<p>Essa movimenta\u00e7\u00e3o toda se deu em rea\u00e7\u00e3o ao movimento da Amazon, pelas chamadas \u201cSeis Grandes\u201d, do mercado editorial norte-americano. Ou, melhor dito, que atuam nos Estados Unidos, j\u00e1 que a maioria \u00e9 de conglomerados internacionais com capitais europeus, a saber: Hachette Book Group (controlado pelo grupo Lagard\u00e8re, que entre outras coisas \u00e9 dono tamb\u00e9m de f\u00e1bricas de avi\u00f5es e armamentos); HaperCollins, que \u00e9 controlada pelo News Corp, do gente fin\u00edssima Robert Murdoch; Macmillan Publishers, controlada pela alem\u00e3 Holtzbrink; Penguin Group, controlada pela inglesa Pearson, que \u00e9 o maior grupo editorial do mundo, gra\u00e7as aos livros did\u00e1ticos e t\u00e9cnico-cient\u00edficos; Random House, que \u00e9 controlada pela alem\u00e3 Bertelsmann; Simon &#038; Schuster, a \u00fanica que \u00e9 controlada por outra empresa americana, a CBS.<\/p>\n<p>Eu n\u00e3o tenho d\u00favidas de que o \u201cmodelo de agenciamento\u201d foi inspirado pelo \u201cpre\u00e7o fixo\u201d europeu. E, no Velho Continente, apesar de quase todos os pa\u00edses terem abandonado o sistema do pre\u00e7o fixo, inclusive por press\u00e3o da Comiss\u00e3o Europeia, os dois gigantes do mercado editorial, Alemanha e Fran\u00e7a, mant\u00eam o sistema firme, forte e funcionando.<\/p>\n<p>Quem vai levar essa cana de bra\u00e7o \u00e9 algo completamente em aberto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Recentemente foi publicada a not\u00edcia de que a Comiss\u00e3o Europeia estaria iniciando um procedimento investigativo para verificar se o modelo de \u201cagenciamento\u201d na venda de e-books estaria ou n\u00e3o infringindo a legisla\u00e7\u00e3o comunit\u00e1ria que protege a livre concorr\u00eancia. A investiga\u00e7\u00e3o da CE abrangeria inclusive a possibilidade de um \u201cconluio\u201d entre a Apple a as grandes &hellip; <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=685\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D685','Continue+lendo+Pre%C3%A7o+fixo%2C+agenciamento+e+direitos+autorais.+E+as+livrarias+no+meio+%26rarr%3B')\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Pre\u00e7o fixo, agenciamento e direitos autorais. E as livrarias no meio<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[178],"tags":[103,226,176,225,224,184],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/685"}],"collection":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=685"}],"version-history":[{"count":9,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/685\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":696,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/685\/revisions\/696"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=685"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=685"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=685"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}