{"id":491,"date":"2011-10-06T17:34:21","date_gmt":"2011-10-06T20:34:21","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=491"},"modified":"2011-10-06T17:34:21","modified_gmt":"2011-10-06T20:34:21","slug":"o-brasil-em-frankfurt-em-1994-%e2%80%93-4-%e2%80%93-autores-antes-da-feira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=491","title":{"rendered":"O Brasil em Frankfurt em 1994 \u2013 4 \u2013 Autores antes da Feira"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_492\" aria-describedby=\"caption-attachment-492\" style=\"width: 209px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=492\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D492','cartaz+palmengarten')\" rel=\"attachment wp-att-492\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-medium wp-image-492\" title=\"cartaz palmengarten\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/cartaz-palmengarten-209x300.jpg\" alt=\"\" width=\"209\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/cartaz-palmengarten-209x300.jpg 209w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/cartaz-palmengarten-716x1024.jpg 716w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/cartaz-palmengarten.jpg 1454w\" sizes=\"(max-width: 209px) 100vw, 209px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-492\" class=\"wp-caption-text\">Como Burle Marx n\u00e3o \u00e9 autor, teve quem reclamasse dessa exposi\u00e7\u00e3o...<\/figcaption><\/figure>\n<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do Brasil em Frankfurt em 1994 era a de ampliar da melhor maneira poss\u00edvel o esfor\u00e7o que culminaria em outubro, a data da Feira. A Feira do Livro de Frankfurt \u00e9 um evento profissional e de car\u00e1ter internacional. As pessoas sabem disso, falam disso, mas tirar todas as consequ\u00eancias do significado desse fato n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o simples.<\/p>\n<p>Os cinco dias de funcionamento da feira s\u00e3o uma m\u00e1quina de moer. Os encontros acontecem a cada quinze minutos ou meia-hora, e s\u00e3o marcados com meses de anteced\u00eancia, e \u00e0s vezes \u00e9 preciso andar muito, mas muito mesmo, de um encontro para o outro. O tamanho dos pavilh\u00f5es e a dist\u00e2ncia entre eles torna extremamente exaustiva a atividade dos profissionais que a frequentam.<\/p>\n<p>Por outro lado, o burburinho em torno do pa\u00eds convidado come\u00e7a bem antes, realmente. Mas s\u00f3 se alcan\u00e7am efeitos pr\u00e1ticos do ponto de vista profissional \u2013 isto \u00e9, de venda de direitos autorais para a tradu\u00e7\u00e3o \u2013 se o trabalho come\u00e7a a ser feito bem antes, para que editores e agentes se interessem pelos autores.<\/p>\n<p>Por essa raz\u00e3o \u00e9 que o programa de apoio \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o tem tanta import\u00e2ncia. Um idioma como o portugu\u00eas, insular, competindo com o espanhol e o franc\u00eas (dentre outros), tem que facilitar o acesso dos editores e agentes internacionais ao conte\u00fado dispon\u00edvel.<br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>Mas existem outras raz\u00f5es pelas quais o trabalho antes da Feira \u00e9 importante.<\/p>\n<p>A primeira delas \u00e9 que a Feira de Frankfurt \u2013 como todas as outras, ali\u00e1s \u2013 \u00e9 um evento, com data predeterminada. Em um evento se consegue um m\u00e1ximo de exposi\u00e7\u00e3o durante um per\u00edodo curto de tempo, e \u00e9 necess\u00e1rio desenvolver a\u00e7\u00f5es pr\u00e9vias de prepara\u00e7\u00e3o para que a popula\u00e7\u00e3o em geral seja receptiva quanto manter a continuidade das a\u00e7\u00f5es. A tristeza do desperd\u00edcio do esfor\u00e7o na realiza\u00e7\u00e3o de grandes eventos \u00e9 a falta de continuidade de pol\u00edticas p\u00fablicas de divulga\u00e7\u00e3o da nossa literatura e da nossa cultura.<\/p>\n<p>A segunda \u00e9 que os autores e os livros s\u00e3o a porta de entrada n\u00e3o apenas para as demais manifesta\u00e7\u00f5es culturais do pa\u00eds, como para o conhecimento do pr\u00f3prio pa\u00eds. E, mais uma vez, n\u00e3o se pode focar exclusivamente no evento para conseguir o maior impacto.<br \/>\nFinalmente, sendo a Feira de Frankfurt um evento profissional, com o p\u00fablico basicamente de editores, livreiros e agentes liter\u00e1rios, consideramos importante abrir um espa\u00e7o fora e antes da Feira para os autores brasileiros.<\/p>\n<p>A <strong><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.hkw.de\/en\/hkw\/selbstdarstellung\/Ueber_uns.php');\"  href=\"http:\/\/www.hkw.de\/en\/hkw\/selbstdarstellung\/Ueber_uns.php\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.hkw.de%2Fen%2Fhkw%2Fselbstdarstellung%2FUeber_uns.php','Haus+der+Kulturen+der+Welt+%E2%80%93+Casa+das+Culturas+do+Mundo')\" target=\"_blank\">Haus der Kulturen der Welt \u2013 Casa das Culturas do Mundo<\/a><\/strong> \u00e9 uma institui\u00e7\u00e3o de Berlim que tem como miss\u00e3o apresentar e divulgar a produ\u00e7\u00e3o art\u00edstica do mundo, com especial \u00eanfase para as culturas n\u00e3o europeias, incluindo artes visuais, m\u00fasica, literatura, teatro, cinema, discuss\u00f5es acad\u00eamicas e as m\u00eddias digitais, em uma perspectiva multidisciplinar.<\/p>\n<p>A \u00e1rea de literatura da HKW era ent\u00e3o dirigida pelo Dr. Kurt Scharf, estudioso e tradutor da literatura brasileira, que nos ajudou a montar um programa muito interessante para fazer circular autores brasileiros na Alemanha antes da Feira de Frankfurt.<\/p>\n<p>Era um esquema muito simples. O Dr. Scharf contratou um jovem administrador alem\u00e3o que havia morado no Brasil e era casado com uma brasileira, Carl Peter Rees, que se encarregaria de entrar em contato com as institui\u00e7\u00f5es culturais das cidades alem\u00e3s para estimul\u00e1-las a receber escritores brasileiros em sua programa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O Projeto Frankfurt 1994 pagaria a passagem dos autores at\u00e9 Berlim, onde participariam de leituras e encontros na sede da HKW. Dali em diante, cada cidade pagava a passagem de trem, reservava e pagava a hospedagem do autor, pagava um cach\u00ea ao pr\u00f3prio e preparava uma programa\u00e7\u00e3o de encontro deste com o p\u00fablico, seja em uma biblioteca, escola, livraria. Enfim, onde achasse interessante.<\/p>\n<p>O autor n\u00e3o precisava ter livros traduzidos para o alem\u00e3o. Uma das caracter\u00edsticas mais interessantes e simp\u00e1ticas do p\u00fablico alem\u00e3o que gosta de literatura \u00e9 o interesse que tem em ouvir a voz do autor lendo seus textos. Querem sentir a modula\u00e7\u00e3o, as \u00eanfases, etc., mesmo que n\u00e3o entendam o texto. Obviamente, em todos os casos, a cidade providenciava um tradutor. Se o autor j\u00e1 tivesse algum livro traduzido, o trecho escolhido era tamb\u00e9m lido pelo int\u00e9rprete.<\/p>\n<p>O autor fazia sua apresenta\u00e7\u00e3o, geralmente no final da tarde ou come\u00e7o da noite (ou durante o dia, no caso dos autores de livros infantis), jantava, dormia e no dia seguinte era levado ao trem (com a passagem comprada pela cidade seguinte), para continuar o programa. No final do p\u00e9riplo, em Berlim ou Frankfurt, pegava o avi\u00e3o de volta para casa.<br \/>\nA quest\u00e3o era: que autores enviar para a Alemanha?<\/p>\n<p>As pessoas da comiss\u00e3o organizadora vinculadas ao mercado editorial, Alfredo Weiszflog, Regina Bilac Pinto e eu, tinham o maior cuidado para evitar que as prefer\u00eancias pessoais pesassem na defini\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o de autores. Esse era um terreno minado \u2013 eu voltarei a falar sobre isso \u2013 e a isen\u00e7\u00e3o, mais do que nunca, se fazia necess\u00e1ria.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_505\" aria-describedby=\"caption-attachment-505\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=505\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D505','presidente+da+Alemanha')\" rel=\"attachment wp-att-505\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/presidente-da-Alemanha1-300x207.jpg\" alt=\"\" title=\"presidente da Alemanha\" width=\"300\" height=\"207\" class=\"size-medium wp-image-505\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/presidente-da-Alemanha1-300x207.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/presidente-da-Alemanha1-1024x707.jpg 1024w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2011\/10\/presidente-da-Alemanha1.jpg 1843w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-505\" class=\"wp-caption-text\">Roman Herzog, Presidente da Alemanha, inaugurou a exposi\u00e7\u00e3o e conversa aqui com Alfredo Weiszflog. O Ministro da Cultura do Brasil presta aten\u00e7\u00e3o.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nResolvemos adotar um m\u00e9todo similar ao da escolha das exposi\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Com a ajuda do M\u00e1rcio Souza, ent\u00e3o diretor do Departamento Nacional do Livro da Biblioteca Nacional, organizamos uma lista de aproximadamente trezentos (eu disse t-r-e-z-e-n-t-o-s) nomes de autores que inclu\u00eda, obviamente, todos os que sab\u00edamos ter livros traduzidos para o alem\u00e3o e mais autores de todos os g\u00eaneros liter\u00e1rios, de todos os sexos (sem discrimina\u00e7\u00e3o!), de todos os estados brasileiros. Foi preparado um resumo biobibliogr\u00e1fico do autor \u2013 trajet\u00f3ria, g\u00eaneros publicados, t\u00edtulos editados, minibiografia, etc. \u2013 traduzidos para o alem\u00e3o e enviados para a HKW.<\/p>\n<p>Certamente n\u00e3o esper\u00e1vamos levar trezentos autores para a Alemanha. A Feira do Livro de Frankfurt \u00e9 apenas uma oportunidade para se lan\u00e7ar cartas no jogo do mercado internacional de tradu\u00e7\u00f5es. Ir \u00e0 Frankfurt n\u00e3o \u00e9 garantia de ter livros traduzidos. A experi\u00eancia que tenho tido no projeto <strong><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.conexoesitaucultural.org.br');\"  href=\"http:\/\/www.conexoesitaucultural.org.br\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.conexoesitaucultural.org.br','Conex%C3%B5es+%E2%80%93+Mapeamento+Internacional+da+Literatura+Brasileira')\" target=\"_blank\">Conex\u00f5es \u2013 Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira<\/a><\/strong>, no Ita\u00fa Cultural, j\u00e1 mostrou v\u00e1rias surpresas. Quem poderia imaginar, por exemplo, que Jos\u00e9 Mauro Vasconcelos \u00e9 um dos autores brasileiros mais traduzidos<br \/>\ninternacionalmente? Para n\u00e3o falar do Paulo Coelho, hoje membro da ABL e citado por estadistas e pensadores em seus discursos&#8230;<\/p>\n<p>Com esse material em m\u00e3os come\u00e7ava o trabalho de Carl Peter Rees, pelo telefone, correio (n\u00e3o existia internet nem e-mail, jovens), consultando sobre o interesse das cidades, enviando o material, explicando as condi\u00e7\u00f5es para a participa\u00e7\u00e3o no programa.<\/p>\n<p>Cada cidade escolhia quem queria receber a partir do \u201ccard\u00e1pio\u201d enviado. T\u00ednhamos feito nossa parte ampliando ao m\u00e1ximo a possibilidade de escolha. A decis\u00e3o final cabia a quem iria receber os autores.<\/p>\n<p>O resultado foi que enviamos 20 autores na primeira leva do evento, para cerca de 30 participa\u00e7\u00f5es em mais de dez cidades. Na segunda etapa foram cerca de 40 autores em cerca de 100 apresenta\u00e7\u00f5es em mais de trinta cidades. Sessenta autores em quarenta cidades alem\u00e3s. Vinte por cento do total dos autores listados.<\/p>\n<p>O mais importante \u00e9 que a t\u00e1tica de deixar os alem\u00e3es escolherem dentro de um amplo card\u00e1pio funcionou para levar para l\u00e1 tanto autores conhecidos como alguns que, na \u00e9poca, eram praticamente estreantes. Alguns desses estreantes se firmaram no nosso universo liter\u00e1rio. Outros n\u00e3o. Outros, famosos na \u00e9poca, foram esmaecendo sua presen\u00e7a no cen\u00e1rio liter\u00e1rio. Outros continuam com presen\u00e7a relevante.<\/p>\n<p>Infelizmente n\u00e3o tenho comigo a lista completa. N\u00e3o sou arquivista, guardei algumas coisas, mas n\u00e3o tudo. Solicitei \u00e0 CBL ter acesso aos arquivos da entidade h\u00e1 quase dois meses. O \u201cvou examinar o que tem\u201d do funcion\u00e1rio respons\u00e1vel continua at\u00e9 hoje e n\u00e3o pude ver o que h\u00e1 dispon\u00edvel por l\u00e1. N\u00e3o me perguntem a raz\u00e3o dessa in\u00e9rcia, porque n\u00e3o sei.<\/p>\n<p>Com a ajuda do Carl Peter Rees, que hoje trabalha em Doha, recuperei alguns dos nomes de escritores que participaram dessa iniciativa. Por ordem alfab\u00e9tica, e quem quiser que perceba quem era e n\u00e3o \u00e9 mais, quem continua sendo e quem j\u00e1 foi importante no cen\u00e1rio da literatura brasileira:<\/p>\n<p>Affonso Romano de Sant\u2019Anna<br \/>\nAna Maria Machado<br \/>\nDeon\u00edsio da Silva<br \/>\nDomingos Pellegrini J\u00fanior<br \/>\nGuido Guerra<br \/>\nHaroldo Maranh\u00e3o<br \/>\nIgn\u00e1cio de Loyola Brand\u00e3o<br \/>\nJo\u00e3o Moura Jr.<br \/>\nJo\u00e3o Ubaldo Ribeiro<br \/>\nLu\u00eds Ant\u00f4nio de Assis Brasil<br \/>\nLuiz Vilella<br \/>\nMarcelo Rubens Paiva<br \/>\nM\u00e1rcio Souza<br \/>\nMariana Colasanti<br \/>\nMarilene Felinto<br \/>\nMilton Hatoum<br \/>\nMoacyr Scliar<br \/>\nN\u00e9lida Pi\u00f1\u00f3n<br \/>\nRenata Pallotini<br \/>\nRuth Rocha<br \/>\nSuzana Vargas<br \/>\nZiraldo<\/p>\n<p>Infelizmente s\u00f3 consegui menos da metade dos nomes. Quando e se a atual diretoria da CBL me enviar a rela\u00e7\u00e3o completa, publico aqui.<\/p>\n<p>Quero terminar este post com duas observa\u00e7\u00f5es. A primeira, sobre os egos dos escritores.<\/p>\n<p>Marilene Felinto, na \u00e9poca muito conhecida pelo romance <em>As Mulheres de Tijucopapo<\/em>, fazia frequentemente resenhas na Folha de S. Paulo. No domingo anterior \u00e0 viagem do primeiro grupo para a Alemanha, do qual ela fazia parte, publicou uma resenha extremamente cr\u00edtica \u2013 e, na minha opini\u00e3o, injusta \u2013 de um romance do Assis Brasil, que viajaria com ela nesse mesmo grupo. L\u00e1 tive eu que administrar uma saia justa desnecess\u00e1ria. Claro que ela tinha todo direito de dizer o que quisesse do livro, mas seria o caso de simples boa educa\u00e7\u00e3o n\u00e3o fazer isso dias antes de viajar com o criticado, com quem teria que conviver. Os outros autores se sentiram incomodados e se solidarizaram com o nosso af\u00e1vel ga\u00facho, que n\u00e3o passou recibo.<\/p>\n<p>A segunda, sobre a cobertura da imprensa. A revista <em>Veja<\/em>, com seu correspondente em Berlim \u2013 William Waack \u2013 presente na coletiva onde, na Casa das Culturas do Mundo, o programa, sua metodologia e seus participantes foram anunciados \u2013 publica mat\u00e9ria dizendo que a programa\u00e7\u00e3o tinha \u201cletras de menos\u201d, com \u201cpoucos escritores de peso e muito folclore\u201d. Ali\u00e1s, nem falou do programa da HKW.<\/p>\n<p>Esse tom se repetiria. A imprensa, e alguns jornalistas em particular, achavam \u2013 e v\u00e3o continuar achando, Galeno, prepare-se! \u2013 que s\u00f3 merece ser convidado quem eles gostam. E desqualificam tudo o mais, nessa mistura de \u201ccomplexo de vira-latas\u201d de que falava Nelson Rodrigues com a arrog\u00e2ncia do salto alto de quem n\u00e3o se aprofunda mais no tema sobre o qual est\u00e1 tratando e s\u00f3 escuta a quem lhe interessa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma das preocupa\u00e7\u00f5es da organiza\u00e7\u00e3o da presen\u00e7a do Brasil em Frankfurt em 1994 era a de ampliar da melhor maneira poss\u00edvel o esfor\u00e7o que culminaria em outubro, a data da Feira. A Feira do Livro de Frankfurt \u00e9 um evento profissional e de car\u00e1ter internacional. 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