{"id":3213,"date":"2019-09-02T09:00:20","date_gmt":"2019-09-02T12:00:20","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3213"},"modified":"2019-09-01T23:55:57","modified_gmt":"2019-09-02T02:55:57","slug":"uma-biblioteca-no-museu-nacional","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3213","title":{"rendered":"UMA BIBLIOTECA NO MUSEU NACIONAL"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio\"><div class=\"wp-block-embed__wrapper\">\n<iframe loading=\"lazy\" title=\"Campanha Biblioteca Francisca Keller - Museu Nacional\/UFRJ\" width=\"474\" height=\"267\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/yWGsWD0mrD4?feature=oembed\" frameborder=\"0\" allow=\"accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share\" referrerpolicy=\"strict-origin-when-cross-origin\" allowfullscreen><\/iframe>\n<\/div><figcaption>A trag\u00e9dia (uma de tantas, infelizmente), completa um ano.<br><\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p>Na segunda-feira, dia 2 de setembro, completa um ano do inc\u00eandio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. J\u00e1 muito se comentou sobre a perda de cole\u00e7\u00f5es, incluindo a\u00ed os fr\u00e1geis artefatos de arte plum\u00e1ria. E o esfor\u00e7o para recupera\u00e7\u00e3o do que sobreviveu \u00e0s chamas est\u00e1 sendo feito com muito rigor e dedica\u00e7\u00e3o pela equipe do Museu e funcion\u00e1rios da empresa encarregada de limpar o s\u00edtio e criar as condi\u00e7\u00f5es para o restauro do pr\u00e9dio.<\/p>\n\n\n\n<p>Pouco se tem dito, por\u00e9m, de outro tipo de perda\nfundamental: a das bibliotecas instaladas no Museu Nacional. A Biblioteca\nHist\u00f3rica e o Centro de L\u00ednguas Ind\u00edgenas foram destru\u00eddas. E destaco a perda da\nBiblioteca Francisca Keller, do Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia\nSocial, e do material de pesquisa acumulado nas salas dos professores.\nRessalto, particularmente, os espa\u00e7os ocupados pelo NuAP \u2013 N\u00facleo de\nAntropologia Pol\u00edtica. <\/p>\n\n\n\n<p>Fui aluno do PPGAS no final da d\u00e9cada de 70 e come\u00e7o dos\nanos 80. L\u00e1 fiz meu mestrado, orientado por Afr\u00e2nio Garcia, e participei de\nv\u00e1rias atividades do que ent\u00e3o era informalmente uma esp\u00e9cie de n\u00facleo de\nestudos de economia camponesa, coordenado pelo Moacir Palmeira, com a\nparticipa\u00e7\u00e3o da Lygia Sigaud e dos j\u00e1 doutore e professores do PPGAS \u2013 Afr\u00e2nio\nGarcia, Jos\u00e9 S\u00e9rgio Leite Lopes, Beatriz Her\u00e9dia, Rosilene Alvim e outros\nmestres em Antropologia Social que j\u00e1 desenvolviam atividades profissionais\nfora do MN. Outros grupos tamb\u00e9m desenvolviam linhas de pesquisa em v\u00e1rias\n\u00e1reas. Ot\u00e1vio Velho tamb\u00e9m estudava sociedades camponesas; Jo\u00e3o Pacheco,\nsociedades ind\u00edgenas. Roberto da Matta, Luiz de Castro Farias e muitos outros\nintegraram o grupo discente do PPGAS e fiz cursos com v\u00e1rios deles.<\/p>\n\n\n\n<p>Na \u00e9poca, os cursos do PPGAS se estruturavam principalmente\ncomo semin\u00e1rios tem\u00e1ticos, com uma severa carga de leitura e participa\u00e7\u00e3o nas\ndiscuss\u00f5es. As leituras eram muito variadas, desde os cl\u00e1ssicos da Antropologia\nSocial at\u00e9 pesquisas rec\u00e9m terminadas, al\u00e9m de textos ainda n\u00e3o publicados de\nprofessores e colegas antrop\u00f3logos.<\/p>\n\n\n\n<p>Esse regime de estudos impunha o uso extensivo e intensivo\nda Biblioteca do PPGAS, naqueles anos ainda relativamente modesta (e, ouso\ndizer, com muitas c\u00f3pias reprogr\u00e1ficas de textos inacess\u00edveis), mas muito\nsignificativa na \u00e1rea. Foi crescendo, e antes do inc\u00eandio j\u00e1 contava com mais\nde 37.000 itens. Os cursos realmente exigiam uma carga intensa de leituras.\nEmbora n\u00e3o houvesse uma cobran\u00e7a expl\u00edcita, coitado de quem era alvo de um dos\nolhares da Lygia Sigaud, por exemplo, quando percebia que algu\u00e9m n\u00e3o havia lido\n\u2013 e refletido a respeito \u2013 do texto em discuss\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>A vida nos levou \u2013 a mim e \u00e0 Maria Jos\u00e9 Silveira, que fez o Mestrado em Ci\u00eancias Pol\u00edticas na USP e v\u00e1rios cursos no PPGAS \u2013 para outros caminhos. Mas a liga\u00e7\u00e3o com o Museu Nacional, por t\u00e3o profunda, marcou a ambos. Quando vou ao Rio de Janeiro, procuro meios de encontrar antigos colegas e professores. Fui at\u00e9 membro de uma banca de mestrado, convidado pelo Moacir Palmeira, na discuss\u00e3o da disserta\u00e7\u00e3o de uma aluna peruana que trabalhou sobre o movimento sindical campon\u00eas daquele pa\u00eds. Quando exilados \u2013 por conta da ditadura que, segundo o sujeito que est\u00e1 l\u00e1 no Planalto, nunca existiu &#8211; hav\u00edamos feito a gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social na Universidad Nacional Mayor de San Marcos. Fizemos um estudo em comunidades andina e fomos coautores, com o prof. Rodrigo Montoya, do livro com a pesquisa em uma dessas comunidades.<\/p>\n\n\n\n<p>O espa\u00e7o do NuAP, em um rinc\u00e3o do terceiro andar, era cheio\nde arquivos com materiais de pesquisa \u2013 cadernos de campo, fotografias,\ngrava\u00e7\u00f5es, textos em andamento \u2013 tudo, enfim, que resultava de um trabalho\ncientifico, coletivo e individual, do mais alto n\u00edvel, com diversas\npublica\u00e7\u00f5es, livros, colet\u00e2neas e artigos nas revistas especializadas.<\/p>\n\n\n\n<p>Confesso que, quando aluno, ao passar pelas salas de\nexibi\u00e7\u00e3o e \u00e0s vezes vagar pelo Museu Nacional, sempre ficava receoso ao\nconstatar a precariedade das instala\u00e7\u00f5es, principalmente em rela\u00e7\u00e3o a\ninc\u00eandios. Os alunos sabiam das demandas constantes, de todas as \u00e1reas do\nMuseu, por recursos para reforma e manuten\u00e7\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es, assim como do\nteto e de outros aspectos da edifica\u00e7\u00e3o, visivelmente deterioradas. Com as\njanelas fechadas quando n\u00e3o era hor\u00e1rio de visita \u2013 \u00e0s vezes tinha uma\nimpress\u00e3o fantasmag\u00f3rica, ao passar pelas m\u00famias, pelo esqueleto do dinossauro\ne outras salas de exposi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m da Biblioteca do PPGAS, a Biblioteca principal do MN\nera um monumento. A enorme cole\u00e7\u00e3o de materiais bibliogr\u00e1ficos, que inclu\u00eda\nrelat\u00f3rios de viagem de naturalistas e outros cientistas que vieram ao Brasil,\nprincipalmente na segunda metade do S\u00e9culo XIX, fotografias e documentos\ncruciais para o estudo do Brasil, estava l\u00e1. Com o passar dos anos e o\ncrescimento da cole\u00e7\u00e3o, o piso do terceiro andar amea\u00e7ava colapsar e,\nfelizmente, uma boa parte da Biblioteca do MN foi transferida para o pr\u00e9dio\nanexo no Horto. Mas o Arquivo Hist\u00f3rico e o material de estudos de l\u00ednguas\nind\u00edgenas (CELIN) permaneceram no pr\u00e9dio principal.<\/p>\n\n\n\n<p>H\u00e1 alguns anos, quando nossa biblioteca particular exigia\numa sele\u00e7\u00e3o de descarte (brinco sempre que, para quem trabalha na \u00e1rea\neditorial, livros se reproduzem em ninhadas&#8230;), o natural foi selecionar as\nobras de Antropologia e Ci\u00eancias Sociais, fazer uma lista e perguntar para a\nBiblioteca do PPGAS o que lhes interessava. Quase tudo, menos os livros mais\ncomuns, editados no Brasil, dos quais havia v\u00e1rias c\u00f3pias no acervo. E mandaram\numa Kombi que levou v\u00e1rias caixas de livros para o Rio de Janeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Dito seja que sou contra pol\u00edticas de acervo de bibliotecas que dependem de doa\u00e7\u00f5es. J\u00e1 vi muito lixo retirado de casas e deixado na porta de bibliotecas, onde bibliotec\u00e1rios n\u00e3o disp\u00f5em nem de luvas e m\u00e1scaras para manusear e separar o lixo do que ainda pode ser aproveitado. Nossos livros, entretanto, eram \u2013 e s\u00e3o \u2013 muito bem cuidados, e as eventuais doa\u00e7\u00f5es geralmente s\u00e3o antecedidas pelo envio de lista, de modo que os respons\u00e1veis possam escolher o que desejam. O mesmo j\u00e1 fizemos aqui em S. Paulo algumas vezes com o Sistema Municipal de Bibliotecas P\u00fablicas.<\/p>\n\n\n\n<p>A perda desse acervo bibliogr\u00e1fico e documental das\nbibliotecas do MN n\u00e3o tem sido muito comentada. Alguns podem pensar que, diante\nda trag\u00e9dia do inc\u00eandio dos artefatos e do pr\u00e9dio, essa seria uma parte\nsecund\u00e1ria.<\/p>\n\n\n\n<p>S\u00f3 que n\u00e3o \u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>As bibliotecas, particularmente as acad\u00eamicas, s\u00e3o vivas. Os\nlivros e documentos s\u00e3o constantemente revisitados, reestudados e reelaborados.\nOs documentos de campo do Malinowski, um dos pioneiros da Antropologia\nCultural, por exemplo, j\u00e1 foram reexaminados tanto para verifica\u00e7\u00e3o da acuidade\ndos registros como para rediscuss\u00e3o de m\u00e9todos de pesquisa e registro, assim\ncomo os de muitos outros antrop\u00f3logos. \u00c9 tamb\u00e9m assim que a ci\u00eancia progride<\/p>\n\n\n\n<p>No caso da Biblioteca do PPGAS, o inc\u00eandio do acervo do prof. Luis de Castro Farias, incorporado na Biblioteca do PPGAS, foi uma perda enorme. Castro Farias acompanhou a expedi\u00e7\u00e3o do L\u00e9vi-Strauss no Brasil Central, al\u00e9m de outras empreendidas por sertanistas e antrop\u00f3logos, e todo o material havia sido doado \u00e0 biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p>E nem falemos da extensa documenta\u00e7\u00e3o de viajantes,\nnaturalistas, que faziam parte do Arquivo Hist\u00f3rico.<\/p>\n\n\n\n<p>Logo depois do inc\u00eandio ainda pensei que pelo menos parte da\ndocumenta\u00e7\u00e3o de pesquisa do NuAP, guardada em arquivos de a\u00e7o, pudesse ter sido\nsalva. Essa ilus\u00e3o foi dissipada em conversa com o prof. Moacir Palmeira. O\nteto daquele segmento do terceiro andar havia sido parcialmente reformado, com laje\n(a continua\u00e7\u00e3o desse trabalho, ali\u00e1s, foi interditada pelo IPHAN), mas o piso\ncedeu no inc\u00eandio e tudo aquilo desabou por dois andares, al\u00e9m de ter sido\nincendiada, possivelmente pelo calor, se n\u00e3o diretamente pelas chamas. Moacir\ntinha manuscritos e anota\u00e7\u00f5es n\u00e3o digitalizadas que estavam em sua mesa para\nservir em uma reuni\u00e3o de trabalho que aconteceria na ter\u00e7a-feira. Domingo, 2 de\nsetembro de 2018, a trag\u00e9dia bateu.<\/p>\n\n\n\n<p>Quero destacar tamb\u00e9m, para os estudiosos e interessados em\nAntropologia, que o PPGAS edita, desde 2002, uma importante revista com\ntrabalhos de alunos, ex-alunos e pesquisadores, a MANA <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.revistamana.org\/');\"  href=\"https:\/\/www.revistamana.org\/\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fwww.revistamana.org%2F','https%3A%2F%2Fwww.revistamana.org%2F')\">https:\/\/www.revistamana.org\/<\/a> com conceito\n1A do Qualis Capes e indexa\u00e7\u00e3o no ISI Web of Science. N\u00e3o \u00e9 para qualquer um.\nAli\u00e1s, o PPGAS, desde seu o in\u00edcio, recebe a nota m\u00e1xima na avalia\u00e7\u00e3o que a\nCAPES faz dos programas de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p>Dulce Paes de Carvalho, a biblioteca-chefe da BFK, explica\nque a meta \u00e9 recompor e ampliar o acervo at\u00e9 alcan\u00e7ar 40.000 exemplares. J\u00e1\nforam recebidos aproximadamente 10.500 livros, com mais 8.000 exemplares a\ncaminho. De todo o mundo. De outras bibliotecas cient\u00edficas, que enviam\nduplicatas, editoras acad\u00eamicas e institui\u00e7\u00f5es variadas. <\/p>\n\n\n\n<p>N\u00f3s mesmo, outra vez, ao mudar de casa, selecionamos tudo o\nque n\u00e3o tinha um valor emocional ou pessoal, encaixotamos e mandamos para a\nrecupera\u00e7\u00e3o do acervo da Biblioteca Francisca Keller, do PPGAS.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 pouqu\u00edssimo, comparado com a perda e at\u00e9 mesmo com a\nquantidade que hav\u00edamos enviado antes, mas \u00e9 a contribui\u00e7\u00e3o m\u00ednima que pudemos\nfazer.<\/p>\n\n\n\n<p>A Biblioteca Francisca Keller foi reinstalada no pr\u00e9dio do Horto para onde j\u00e1 havia sido transferida parte da Biblioteca do Museu Nacional. As instala\u00e7\u00f5es ainda s\u00e3o provis\u00f3rias e a equipe se dedica hoje a receber e processar as doa\u00e7\u00f5es recebidas, al\u00e9m de atender, na medida do poss\u00edvel, \u00e0s demandas de professores e alunos do PPGAS, altamente prejudicadas, como se pode imaginar. A Biblioteca Francisca Keller estava digitalizando teses e trabalhos anteriores a 2006, ano em que passou a receber esse material em PDF e que est\u00e3o a salvo, digitalizados. Os anteriores, entretanto, foram em grande parte perdidos no inc\u00eandio. A BFK est\u00e1 fazendo um chamamento a fim de recuperar esses trabalhos, anteriores a 2006, com a ajuda de todos os pesquisadores que j\u00e1 passaram pelo Programa, solicitando que enviem os arquivos que n\u00e3o aparecem em texto completo na Base Minerva (banco de dados do sistema de bibliotecas da UFRJ). O PPGAS tem uma p\u00e1gina no FaceBook, noticiando as v\u00e1rias campanhas para o reerguimento da Biblioteca. Veja  <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.facebook.com\/bfkppgas');\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (abre numa nova aba)\"  href=\"https:\/\/www.facebook.com\/bfkppgas\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fwww.facebook.com%2Fbfkppgas','aqui')\" target=\"_blank\">aqui<\/a> .<\/p>\n\n\n\n<p> O antigo site da Biblioteca Francisca Keller, acess\u00edvel <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/ppgas.biblioteca.ufrj.br\/');\"  href=\"http:\/\/ppgas.biblioteca.ufrj.br\/ \" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fppgas.biblioteca.ufrj.br%2F','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (abre numa nova aba)\">aqui<\/a> ainda d\u00e1 informa\u00e7\u00f5es sobre as antigas instala\u00e7\u00f5es e o acervo da biblioteca.<\/p>\n\n\n\n<p> O novo projeto arquitet\u00f4nico j\u00e1 foi elaborado por professores e alunos da FAU\/UFRJ, que pode ser visto <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.bfkmuseunacional.org\/');\"  href=\"https:\/\/www.bfkmuseunacional.org\/\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fwww.bfkmuseunacional.org%2F','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (abre numa nova aba)\">aqui<\/a>.<\/p>\n\n\n\n<p> O mais importante, entretanto, \u00e9 que todos podemos ajudar.\u00a0 Biblioteca Francisca Keller tem aberta uma campanha na Benfeitoria, com meta de arrecadar R$ 129.000,00 para compra de m\u00f3veis, computadores e outros equipamentos. J\u00e1 recolheu R$ 105.990,00 at\u00e9 hoje, e as doa\u00e7\u00f5es podem ser feitas a partir de R$ 20,00. Mas, apressem-se, pois a campanha ser\u00e1 encerrada no dia 12 de setembro pr\u00f3ximo. Contribua <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/benfeitoria.com\/livrosvivosnomuseu');\"  href=\"https:\/\/benfeitoria.com\/livrosvivosnomuseu\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fbenfeitoria.com%2Flivrosvivosnomuseu','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"aqui (abre numa nova aba)\">aqui<\/a>.  <\/p>\n\n\n\n<p>O Museu Nacional \u00e9 um centro de resist\u00eancia, democracia e\nci\u00eancia. N\u00e3o pode e n\u00e3o vai morrer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na segunda-feira, dia 2 de setembro, completa um ano do inc\u00eandio do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista. J\u00e1 muito se comentou sobre a perda de cole\u00e7\u00f5es, incluindo a\u00ed os fr\u00e1geis artefatos de arte plum\u00e1ria. 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