{"id":3177,"date":"2019-04-04T09:01:19","date_gmt":"2019-04-04T12:01:19","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3177"},"modified":"2019-04-03T20:03:38","modified_gmt":"2019-04-03T23:03:38","slug":"os-brasileiros-no-exterior-e-a-biblioteca-susana-ventura-em-osaka","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3177","title":{"rendered":"OS BRASILEIROS NO EXTERIOR E A BIBLIOTECA SUSANA VENTURA EM OSAKA"},"content":{"rendered":"\n<p>O Projeto <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/conexoesitaucultural.org.br\/banco-de-dados\/');\"  href=\"http:\/\/conexoesitaucultural.org.br\/banco-de-dados\/ \" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fconexoesitaucultural.org.br%2Fbanco-de-dados%2F','Mapeamento+Internacional+da+Literatura+Brasileira')\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\" aria-label=\"Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira (abre numa nova aba)\">Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira<\/a> busca levantar sistematicamente a expans\u00e3o dos estudos e pesquisas sobre nossa literatura no exterior. J\u00e1 temos 347 professores, pesquisadores e tradutores no banco de dados, espalhados por 42 pa\u00edses e vinculados a 166 institui\u00e7\u00f5es. J\u00e1 deu para que se pense em v\u00e1rias quest\u00f5es a partir desses dados.<\/p>\n\n\n\n<p>Alguns dos obst\u00e1culos para que a nossa literatura seja melhor\ndifundida j\u00e1 foram constatados. A distribui\u00e7\u00e3o \u00e9 um deles. O Brazilian\nPublishers, programa promovido pela APEX\/CBL, tem focado mais na venda de\ndireitos autorais, com apoio na participa\u00e7\u00e3o em feiras internacionais. A\nexporta\u00e7\u00e3o de livros \u00e9 relegada a um segundo plano e as possibilidades de\naproveitamento dos formatos digitais s\u00e3o pouco exploradas. O resultado \u00e9 que as\npoucas livrarias que vendem livros em portugu\u00eas no resto do mundo t\u00eam mais\nfacilidades \u2013 principalmente na Europa \u2013 de conseguir livros importados de\nPortugal. O frete encarece demais o livro brasileiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Outra quest\u00e3o importante s\u00e3o as comunidades de brasileiros\nque vivem no exterior. O Itamaraty calcula que cerca de tr\u00eas milh\u00f5es de\nbrasileiros vivem fora do pa\u00eds, e as maiores col\u00f4nias s\u00e3o nos EUA, no Paraguai\ne no Jap\u00e3o, onde aproximadamente moram 170.000 brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Os dados s\u00e3o prec\u00e1rios, j\u00e1 que n\u00e3o existe controle efetivo\ndisso e, principalmente nos EUA, existem muitos clandestinos submergidos nos\ndados tanto dos EUA quanto dos consulados brasileiros.<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m dos brasileiros \u2013 nascidos aqui e emigrados \u2013 as\ncol\u00f4nias obviamente t\u00eam filhos nascidos no exterior. O estatuto dessas crian\u00e7as\ndepende de cada pa\u00eds (se a nacionalidade \u00e9 outorgada pelo local de nascimento\nou pela origem \u00e9tnica, ou pelos dois casos). Os filhos de brasileiros que\nnascem no exterior, por exemplo, podem ser registrados nos consulados e\nconsiderados como brasileiros natos, mesmo que mantenham outra nacionalidade.\nIsso \u00e9 poss\u00edvel desde que foi outorgada a Constitui\u00e7\u00e3o de 1988.<\/p>\n\n\n\n<p>De qualquer forma, esse mercado potencial \u00e9 muito pouco\nexplorado, principalmente no que diz respeito ao ensino do Portugu\u00eas como\nl\u00edngua de heran\u00e7a, seja com o apoio \u00e0 forma\u00e7\u00e3o bilingue ou com a\ndisponibiliza\u00e7\u00e3o de livros para essa multid\u00e3o de expatriados. O Itamaraty\nmant\u00e9m um programa de certifica\u00e7\u00e3o de livros para o ensino do portugu\u00eas como\nl\u00edngua estrangeira, e existe uma articula\u00e7\u00e3o das comunidades de brasileiros no\nexterior, embora seja d\u00e9bil.<\/p>\n\n\n\n<p>Existem igualmente algumas articula\u00e7\u00f5es de escritores brasileiros\nno exterior, inclusive com a organiza\u00e7\u00e3o de encontros. S\u00e3o escritores\nemigrados, ou emigrados que se tornaram escritores quando no ex\u00edlio, que\npublicam blogs e \u00e0s vezes livros auto-publicados.<\/p>\n\n\n\n<p>Por isso mesmo, quando se tem not\u00edcia da inaugura\u00e7\u00e3o de uma\nbiblioteca infanto-juvenil em Osaka, no Jap\u00e3o, h\u00e1 motivo para comemorar.<\/p>\n\n\n\n<p>Luzia Tanaka \u00e9 formada em Educa\u00e7\u00e3o Art\u00edstica e Pedagogia\naqui no Brasil, pelo conv\u00eanio firmado entre Brasil e Jap\u00e3o em 2008, com a\nFederal do Mato Grosso e a Universidade Tokai. H\u00e1 dez anos, ela fundou a ARTEL\n&#8211; Oficina de Arte Educa\u00e7\u00e3o e Letramento, para ensinar portugu\u00eas como l\u00edngua de\nheran\u00e7a, para crian\u00e7as de cinco aos dezoito anos. Embora o Jap\u00e3o tenha o maior\nn\u00famero de escolas brasileiras no exterior, segundo Luzia, n\u00e3o h\u00e1 nenhuma em\nOsaka.<\/p>\n\n\n\n<p>Segundo ela, s\u00e3o duas as motiva\u00e7\u00f5es que estimulam as a\u00e7\u00f5es\nde ensino do portugu\u00eas como l\u00edngua de heran\u00e7a. \u201cOs pais t\u00eam esperan\u00e7a de um dia\nvoltar ao Brasil. J\u00e1 os educadores e int\u00e9rpretes de l\u00edngua japonesa em escolas\njaponesa entendem que trabalhar o portugu\u00eas como l\u00edngua de heran\u00e7a \u00e9\nfundamental na forma\u00e7\u00e3o e fortalecimento das crian\u00e7as e jovens para que possam\nse tornar pessoas capazes de serem o que desejam em qualquer lugar do mundo em\nque vivam.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Al\u00e9m das aulas, a iniciativa da ARTEL mant\u00e9m uma pequena\nbiblioteca de livros infantis, e pretendia estabelecer um servi\u00e7o de difus\u00e3o,\ncom o envio de livros pelo correio. Entretanto, o pequeno acervo de\naproximadamente 400 t\u00edtulos n\u00e3o permitia isso. Luzia, ent\u00e3o, conheceu a\nprofessora e autora de livros infantis, Susana Ventura, atrav\u00e9s do IIEC &#8211;\nInternational Institute of Education and Culture, entidade japonesa que apoia\nas crian\u00e7as estrangeiras que estudam em escolas japonesas e t\u00eam dificuldades no\nacompanhamento escolar. Apoia tamb\u00e9m o ensino do Portugu\u00eas, e organiza\nSimp\u00f3sios do Portugu\u00eas como L\u00edngua de Heran\u00e7a em Hamamatsu, com apoio do\nConsulado Brasileiro. Hamamatsu, \u00e9 a prov\u00edncia com maior n\u00famero de brasileiros\nno Jap\u00e3o. A duas se conheceram por ocasi\u00e3o do III Simp\u00f3sio, que aconteceu em\nNova Iorque em 2016. Luzia participou via teleconfer\u00eancia e Suzana estava\npresente.<\/p>\n\n\n\n<p>De volta ao Brasil, Suzana Ventura usou seus contatos com\nescritores e editores da \u00e1rea, para ajudar no projeto de Luzia Tanaka: \u201cEm 2017\ne 2018&nbsp;realizei curadoria para amplia\u00e7\u00e3o do acervo. N\u00e3o t\u00ednhamos dinheiro\ne, portanto, o acervo atual, que conta com 1500 livros (h\u00e1 600 viajando neste\nmomento para Osaka) &#8211; foi montado com doa\u00e7\u00f5es motivadas por cartas minhas a\nautores, ilustradores, editores. Tamb\u00e9m recebemos uma doa\u00e7\u00e3o do Pr\u00f3-Saber\n(Parais\u00f3polis), que nos deu duplicatas, e outra do Col\u00e9gio Hugo Sarmento (que\ncontribuiu com livros mais antigos, j\u00e1 usados, mas importantes para documentar\na literatura brasileira para crian\u00e7as e jovens)\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Luzia Tanaka resolveu homenagear Suzana pelo apoio, dando\nseu nome \u00e0 biblioteca, que foi inaugurada recentemente, no dia 21 de mar\u00e7o. <\/p>\n\n\n\n<p>Os livros foram transportados ao Jap\u00e3o gratuitamente pela\nempresa Susan Mudan\u00e7as, com apoio do Consulado do Brasil em Nagoya.<\/p>\n\n\n\n<p>Portugal, atrav\u00e9s do Instituto Cam\u00f5es e de articula\u00e7\u00f5es com\ninstitui\u00e7\u00f5es como a Caritas e o Conselho Mundial de Igrejas, t\u00eam a\u00e7\u00f5es\nsistem\u00e1ticas de ensino do portugu\u00eas como l\u00edngua de origem e apoio aos\nemigrados, principalmente na Europa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Projeto Mapeamento Internacional da Literatura Brasileira busca levantar sistematicamente a expans\u00e3o dos estudos e pesquisas sobre nossa literatura no exterior. 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