{"id":3129,"date":"2018-06-11T11:07:58","date_gmt":"2018-06-11T14:07:58","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3129"},"modified":"2018-06-11T11:07:58","modified_gmt":"2018-06-11T14:07:58","slug":"literatura-e-ditaduras-combinam","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3129","title":{"rendered":"LITERATURA E DITADURAS \u2013 COMBINAM?"},"content":{"rendered":"<p>Nos dias 4 e 5 de junho passados aconteceu, na UnB, a III Jornada de Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, cujo tema era precisamente esse &#8211; Literatura e Ditaduras -, com o objetivo de provocar o debate sobre as rela\u00e7\u00f5es estre est\u00e9tica e pol\u00edtica, pondo em evid\u00eancia situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do passado para reflex\u00e3o da cultura contempor\u00e2nea, lembrando que o processo democr\u00e1tico tem sido alvo de constantes golpes ao longo da hist\u00f3ria pol\u00edtica do continente latino-americano.<\/p>\n<p>Coordenado pelos professores Paulo C. Thomas (UnB), Regina Delcastagne (UnB) e Rejane Pivetta (UPF), a jornada mostrou em onze mesas com escritores e professores, (duas das quais de estudantes da UnB que apresentaram trabalhos em desenvolvimento), como se desenvolve essa dif\u00edcil rela\u00e7\u00e3o. Rela\u00e7\u00e3o que, em diversos momentos, tem sido muito marcada pela nega\u00e7\u00e3o, disfar\u00e7ada na afirma\u00e7\u00e3o de que as duas coisas n\u00e3o podem (ou n\u00e3o devem) se misturar.<\/p>\n<p>Como disse a escritora Maria Jos\u00e9 Silveira em sua interven\u00e7\u00e3o, \u201cO \u2018n\u00e3o\u2019 \u00e9 um dos problemas de quem se aventura a escrever sobre pol\u00edtica. No momento da ditadura pura-e-nua, era o \u2018n\u00e3o\u2019 da censura. Depois e sempre, \u00e9 a cr\u00edtica pseudo-n\u00e3o-ideol\u00f3gica que propugna uma literatura sem pol\u00edtica, como se isso pudesse existir, ou a ades\u00e3o at\u00e9 inconsciente \u00e0 pol\u00edtica do esquecimento: \u2018Por que falar dessa \u00e9poca?\u2019 ou \u2018Todo mundo \u00e9 contra a ditadura, que bom que ela passou, agora vamos falar de outro assunto?\u2019\u201d<\/p>\n<p>No debate, um dos professores presentes reconheceu que haviam at\u00e9 discutido o romance \u201cO Fantasma de Lu\u00eds Bu\u00f1uel\u201d, da mesma Maria Jos\u00e9, que tem Bras\u00edlia, a pr\u00f3pria UnB (e a ditadura civil-militar de 1964-1988) como pano de fundo, mas que o desenvolvimento do assunto n\u00e3o aconteceu. De certa forma, foi tamb\u00e9m um exemplo do \u201cPara que falar dessa \u00e9poca? Todo mundo \u00e9 contra a ditadura, que bom que ela passou, agora vamos falar de outro assunto?\u201d<\/p>\n<p>At\u00e9 que o golpe em decurso (sabemos como um golpe come\u00e7a, mas n\u00e3o como se desenvolve ou termina, assim vale lembrar: <em>cave, canem<\/em>) recolocou o assunto brutalmente em pauta. Mais uma vez. De onde n\u00e3o deveria ter sa\u00eddo.<\/p>\n<p>Na verdade, esses \u201cn\u00e3os\u201d tamb\u00e9m escondem algumas armadilhas, nas quais muitas vezes caem escritores que se atrevem a tratar desses assuntos. Uma delas \u00e9 a confus\u00e3o, muitas vezes deliberada, da cr\u00edtica e dos bem-pensantes, que trata a abordagem liter\u00e1ria como um simples document\u00e1rio da \u201cverdade\u201d. Ora, a \u201cverdade\u201d que n\u00e3o \u00e9 transfigurada pelo trabalho liter\u00e1rio n\u00e3o chega nem a ser document\u00e1rio: \u00e9 uma chatice. Mas a solu\u00e7\u00e3o para esse problema n\u00e3o \u00e9 simplesmente olhar para o pr\u00f3prio umbigo e elevar isso \u00e0 suprema categoria liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>Como diz tamb\u00e9m a Maria Jos\u00e9 Silveira: \u201c\u00c9 arriscado escrever sobre o que nos atinge t\u00e3o de perto. O tempo da ditadura \u00e9 um passado que n\u00e3o passou. Embora por alguns curtos anos tenhamos vivido no <em>wishful thinking<\/em> de acreditar que est\u00e1vamos em uma democracia, hoje vemos como a ditadura e seus restolhos est\u00e3o se fazendo presente, emergindo sem pejo dos subterr\u00e2neos, loucos para respirar ar fresco. Ao escrever sobe tantos horrores ainda t\u00e3o presentes, \u00e9 preciso uma aten\u00e7\u00e3o enorme para n\u00e3o cair no perigo fatal de ser panflet\u00e1rio. Se isso acontece, a literatura morre. De morte matada por nossas boas inten\u00e7\u00f5es\u201d.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>A jornada foi extremamente rica, mostrando que os retratos da ditadura podem ser tratados literariamente em alto n\u00edvel, com emo\u00e7\u00e3o de frui\u00e7\u00e3o est\u00e9tica. Vale ressaltar inclusive a qualidade dos trabalhos apresentados pelos alunos. \u00c0 mesa de abertura: \u201cLiteratura como gesto de resist\u00eancia\u201d, com os organizadores, come\u00e7ou dando o tom do encontro, seguiram-se, logo na primeira manh\u00e3, mais duas mesas. Na primeira \u201cAutoritarismo, perdas e afetos\u201d apresentou trabalhos das escritoras Ros\u00e2ngela Vieira Rocha e Luciana Hidalgo. A primeira, com seu romance \u201cO Indiz\u00edvel sentido do amor\u201d mostra sobreviventes silenciosos do golpe de 64 e os desvios em suas trajet\u00f3rias pessoais, cortes e perdas, que tornam dif\u00edcil falar sobre as torturas sofridas. Luciana Hidalgo, com seu romance \u201cRio-Paris-Rio\u201d apresenta o autoritarismo nos corpos, nos afetos e na genealogia, e se pergunta sobre o que uma fic\u00e7\u00e3o sobre o golpe de 1964 tem a dizer sobre o golpe de 2016.<\/p>\n<p>Ainda na manh\u00e3 do dia 4, a professora Eur\u00eddice Figueiredo (UFF) trabalhou, em sua apresenta\u00e7\u00e3o, a mem\u00f3ria e a elabora\u00e7\u00e3o do trauma vivido pela viol\u00eancia das ditaduras, tema de seu ensaio publicado ano passado pela 7 Letras, \u201cA Literatura como arquivo da ditadura brasileira\u201d, seguida pelo prof. Jaime Guinsburg (USP) que abordou \u201cMem\u00f3ria e ritual em O Vel\u00f3rio, de Bernardo Kucinsky\u201d, um conto que retoma temas paralelamente tratados no romance \u201cK\u201d do mesmo autor.<\/p>\n<p>A sess\u00e3o da tarde come\u00e7ou com a escritora e poeta Sonia Bischain (\u201cA ditadura vista pelas margens\u201d), que trata de como escritores da periferia das grandes cidades viveram \u2013 e escreveram \u2013 sobre a ditadura de 1964. Em seguida a poeta e professora (UFBA) L\u00edvia Nat\u00e1lia apresentou o trabalho \u201cQuando todas as vidas importam, mas s\u00f3 os corpos negros s\u00e3o tombados\u201d, sobre a produ\u00e7\u00e3o dos escritores negros. Perguntada, falou dela mesma, inclusive as persegui\u00e7\u00f5es e amea\u00e7as que sofreu depois da publica\u00e7\u00e3o de seu poema \u201cQuadrilha\u201d, em um outdoor do Movimento Negro Unificado em Ilh\u00e9us. A PM baiana n\u00e3o poupou amea\u00e7as \u00e0 autora, sob o olhar complacente do governador petista Rui Costa.<\/p>\n<p>Ainda na primeira tarde houve a primeira apresenta\u00e7\u00e3o de trabalhos de estudantes, com Berttoni Licari\u00e3o, \u201cInvent\u00e1rio de Sil\u00eancios\u201d), Aline Teixeira da Silva Lima (\u201cA mulher subversiva\u201d), Leoc\u00e1dia Aparecida Chaves (\u201cExistir na ditadura como um corpo dissidente\u201d) e Andressa Estrela (\u201cNa teia do sol: viol\u00eancia e ditadura\u201d). Finalmente, os trabalhos de duas professoras: Maria Zilda Cury (UFMG) apresentou seu ensaio \u201cLiteratura e Resist\u00eancia: imagens da ditadura\u201d; a apresenta\u00e7\u00e3o da prof. Leila Lehnen (Brown University), falando sobre a premiada HQ de Robson Vilalba, \u201cNotas de um tempo silenciado\u201d (\u201cPr\u00eamio Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos\u201d de 2014).<\/p>\n<p>O segundo dia da Jornada come\u00e7ou com duas apresenta\u00e7\u00f5es sobre a Literatura ind\u00edgena e repress\u00e3o militar. Rubens Valente apresentou seu ensaio \u201cO fuzil e as flechas: hist\u00f3ria dos \u00edndios na ditadura militar\u201d e Eliane Potiguara voltou ao problema com sua interven\u00e7\u00e3o \u201cParem de calar a nossa voz: n\u00e3o se seca a raiz de quem tem sementes para brotar\u201d. A extens\u00e3o da repress\u00e3o \u00e0s popula\u00e7\u00f5es ind\u00edgenas foi uma das mais dram\u00e1ticas revela\u00e7\u00f5es da Comiss\u00e3o da Verdade. O pouco que se sabia foi ampliado de modo exponencial, com o cat\u00e1logo de milhares de mortos, instala\u00e7\u00e3o de campos de concentra\u00e7\u00e3o, remo\u00e7\u00f5es for\u00e7adas e outras barb\u00e1ries.<\/p>\n<p>O professor Paulo C\u00e9sar Thomaz (UnB) apresentou seu ensaio \u201cEstado p\u00f3s-democr\u00e1tico e literatura, e a prof. Rejane Pivetta (UPF), o trabalho \u201cExperi\u00eancia ditatorial e fic\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica\u201d. A mesa se encerrou com o testemunho do escritor Pedro Tierra, cujo primeiro livro foi contrabandeado da pris\u00e3o e publicado clandestinamente. \u201cA poesia \u00e9 o esc\u00e2ndalo da palavra\u201d, sintetizou o poeta.<\/p>\n<p>Literatura, pol\u00edtica e subjetividade foi o tema da mesa seguinte, com interven\u00e7\u00f5es da escritora Beatriz Leal (\u201cConstru\u00e7\u00e3o da empatia por meio da literatura: uma alternativa \u00e0 falta de mem\u00f3ria\u201d) e o professor da UFAM, Raimundo Nonato que, a partir da obra de dois poetas amazonenses Thiago de Mello e Ald\u00edsio Filgueiras mostrou a extens\u00e3o da repress\u00e3o e as respostas po\u00e9ticas na regi\u00e3o.<\/p>\n<p>A segunda mesa com comunica\u00e7\u00f5es dos estudantes apresentou uma paleta de temas que est\u00e3o sendo trabalhados em teses de mestrado e doutorado. Humberto Torres (UnB) mostrou \u201cAs tens\u00f5es entre ind\u00edgenas e intelectuais em Quarup, de Antonio Callado\u201d, um dos romances mais conhecidos do per\u00edodo; Jo\u00e3o Pedro Coleta da Silva (UnB) explorou \u201cA fic\u00e7\u00e3o como investiga\u00e7\u00e3o da hist\u00f3ria familiar\u201d; Ix Chel Barbosa de Carvalho (UFRJ e UnB) mostrou, em \u201cColcha de retalhos\u201d, como a narra\u00e7\u00e3o fragmentada pode contribuir para a constru\u00e7\u00e3o da mem\u00f3ria, tema similar ao tratado por Carlos Wender Sousa Silva (UnB), em \u201cA constru\u00e7\u00e3o de uma mem\u00f3ria coletiva e individual\u201d.<\/p>\n<p>A jornada foi encerrada com a mesa de duas escritoras, Maria Jos\u00e9 Silveira e Maria Pilla. A primeira apresentou um pequeno ensaio, \u201cRecriando a milit\u00e2ncia contra a ditadura em tr\u00eas livros: \u201cFelizes Poucos\u201d, \u201cO Fantasma de Lu\u00eds Bu\u00f1uel\u201d e \u201cA m\u00e3e da m\u00e3e de sua m\u00e3e e suas filhas\u201d. O primeiro \u00e9 um livro de contos que trata literariamente das diferentes m\u00e1scaras e fases espec\u00edficas da ditadura civil-militar iniciada em 1964, e a luta contra ela, que tem tamb\u00e9m suas fases e formas diferentes, justificando o formato de contos. \u201cO Fantasma de Lu\u00eds Bu\u00f1uel\u201d parte de uma cita\u00e7\u00e3o do cineasta que, em seu livro de mem\u00f3rias, quando diz que n\u00e3o se importaria em morrer, mas que seria \u00f3timo se, a cada dez anos, pudesse sair do t\u00famulo e ver o estado do mundo. Cinco amigos que se conhecem em Bras\u00edlia no ano de 1968, na UnB, e s\u00e3o f\u00e3s de Bu\u00f1uel e da pol\u00edtica, acabam se encontrando a cada dez anos, quando passam a limpo suas vidas. J\u00e1 \u201cA m\u00e3e da m\u00e3e&#8230;\u201d, romance constru\u00eddo a partir da hist\u00f3ria de uma genealogia de mulheres que se inicia em 1500, tem um cap\u00edtulo em que uma dessas descendentes \u00e9 militante contra a ditadura. Nascida e criada em Bras\u00edlia, \u00e9 assassinada sob tortura pela repress\u00e3o.<\/p>\n<p>Veja o v\u00eddeo <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/youtu.be\/TUT-TTzjkKo');\"  href=\"https:\/\/youtu.be\/TUT-TTzjkKo\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fyoutu.be%2FTUT-TTzjkKo','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Maria Pilla, por sua vez, apresentou seu <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/youtu.be\/kmu4fo7E9-g');\"  href=\"https:\/\/youtu.be\/kmu4fo7E9-g\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fyoutu.be%2Fkmu4fo7E9-g','romance')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">romance<\/a> fortemente autobiogr\u00e1fico, \u201cVolto na semana que vem\u201d, no qual relembra literariamente sua milit\u00e2ncia, ex\u00edlio e pris\u00e3o na Argentina e depois sua vida na Fran\u00e7a.<\/p>\n<p>A jornada de cr\u00edtica liter\u00e1ria mostrou, com trabalhos acad\u00eamicos e exemplos da produ\u00e7\u00e3o de escritores brasileiros, que a pol\u00edtica n\u00e3o deixou de ser trabalhada literariamente durante todos esses anos, ainda que a cr\u00edtica nem sempre tenha valorizado essa produ\u00e7\u00e3o. Uma produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria que vai muito al\u00e9m dos depoimentos ou supostos retratos realistas, produzindo obras marcantes, que exploram diferentes temas relacionados com a pol\u00edtica inclusive com inova\u00e7\u00f5es est\u00e9ticas e formais, sem deixar de estar ancorada em momentos vitais da vida social.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nos dias 4 e 5 de junho passados aconteceu, na UnB, a III Jornada de Cr\u00edtica Liter\u00e1ria, cujo tema era precisamente esse &#8211; Literatura e Ditaduras -, com o objetivo de provocar o debate sobre as rela\u00e7\u00f5es estre est\u00e9tica e pol\u00edtica, pondo em evid\u00eancia situa\u00e7\u00f5es hist\u00f3ricas do passado para reflex\u00e3o da cultura contempor\u00e2nea, lembrando que &hellip; <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3129\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D3129','Continue+lendo+LITERATURA+E+DITADURAS+%E2%80%93+COMBINAM%3F+%26rarr%3B')\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">LITERATURA E DITADURAS \u2013 COMBINAM?<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[178],"tags":[798,123,560],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3129"}],"collection":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=3129"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3129\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3130,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/3129\/revisions\/3130"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=3129"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=3129"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=3129"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}