{"id":3111,"date":"2018-03-09T10:02:04","date_gmt":"2018-03-09T13:02:04","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3111"},"modified":"2018-03-09T10:02:04","modified_gmt":"2018-03-09T13:02:04","slug":"cachaca-e-literatura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3111","title":{"rendered":"CACHA\u00c7A E LITERATURA BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone wp-image-3112\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0282_05062011_MdC_Expocachaca_BH.jpg\" alt=\"\" width=\"516\" height=\"344\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0282_05062011_MdC_Expocachaca_BH.jpg 575w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/0282_05062011_MdC_Expocachaca_BH-300x200.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 516px) 100vw, 516px\" \/><\/p>\n<p>A literatura \u00e9 uma cacha\u00e7a, alguns podem at\u00e9 dizer que. \u00c9 um dos tantos sin\u00f4nimos da branquinha: algo que n\u00e3o se pode largar. A literatura brasileira \u00e9 uma cacha\u00e7a para muita gente.<\/p>\n<p>Mas, al\u00e9m de \u201cser uma cacha\u00e7a\u201d para leitores, a branquinha aparece nas obras de muitos autores, e essa presen\u00e7a reflete e retrata muitas coisas.,<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 de se admirar. A cacha\u00e7a \u00e9 a bebida mais popular do pa\u00eds. Estranho seria se n\u00e3o estivesse presente na obra de nossos grandes escritores. (Talvez esteja ausente \u2013 definitivamente \u2013 nos escrevinhadores classe m\u00e9dia que s\u00f3 olham para o pr\u00f3prio umbigo e s\u00f3 bebem cerveja, ou u\u00edsque). Mas, de Jos\u00e9 Lins do Rego aos poetas cancioneiros atuais, de Jo\u00e3o Cabral a Chico Buarque, e passando por Graciliano, Guimar\u00e3es Rosa, M\u00e1rio de Andrade e muitos outros, a cacha\u00e7a est\u00e1 presente no enredo, na constru\u00e7\u00e3o do romance (ou das poesias) e na anima de v\u00e1rias obras primas de nossa literatura.<\/p>\n<p>Esse \u00e9 o tema do curso organizado pelo professor Maur\u00edcio Ayer, escritor, tradutor, pesquisador de literatura e m\u00fasica e especialista em cacha\u00e7a. Doutor e p\u00f3s-doutor em literatura francesa pela FFLCH\/USP, especializou-se na Universidade de Paris 8 e formou-se em M\u00fasica\/Composi\u00e7\u00e3o na Faculdade Santa Marcelina. O curso, \u201cLiteratura Brasileira e Cacha\u00e7a\u201d, \u00e9 organizado sob os ausp\u00edcios do site Outras Palavras \u2013 Comunica\u00e7\u00e3o Compartilhada e P\u00f3s Capitalismo. <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/outraspalavras.net\/brasil\/cachaca-musa-maldita\/');\"  href=\"https:\/\/outraspalavras.net\/brasil\/cachaca-musa-maldita\/\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Foutraspalavras.net%2Fbrasil%2Fcachaca-musa-maldita%2F','Aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Aqui<\/a> o link para informa\u00e7\u00f5es sobre o curso, e <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/youtu.be\/v2hFyCIXlaYb');\"  href=\"https:\/\/youtu.be\/v2hFyCIXlaYb\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Fyoutu.be%2Fv2hFyCIXlaYb','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a> uma apresenta\u00e7\u00e3o do Maur\u00edcio Ayer<\/p>\n<p>A primeira \u201caula\u201d \u2013 se \u00e9 que se pode chamar assim \u2013 foi sobre Jos\u00e9 Lins do Rego, em especial sobre o ciclo da cana de a\u00e7\u00facar, no \u00faltimo dia 3 de mar\u00e7o. Na verdade, tudo se estrutura em leituras e conversas sobre trechos dos livros do autor selecionado, e a \u2013 naturalmente imprescind\u00edvel \u2013 degusta\u00e7\u00e3o de cacha\u00e7as da regi\u00e3o do autor. Z\u00e9 Lins, paraibano, foi degustado na companhia de duas cacha\u00e7as locais &#8211; a <strong>Rainha<\/strong> e a <strong>Vol\u00fapia<\/strong>. Cacha\u00e7as com personalidade pr\u00f3pria do brejo paraibano, envelhecidas em barris de freij\u00f3. E, no final, mais degusta\u00e7\u00e3o de duas vers\u00f5es da mineira <strong>Ti\u00ea<\/strong>, que apoia a iniciativa.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-3113\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MdC_Cachaca_Rainha_Paraibana-1-220x315.jpg\" alt=\"\" width=\"159\" height=\"228\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MdC_Cachaca_Rainha_Paraibana-1-220x315.jpg 220w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/MdC_Cachaca_Rainha_Paraibana-1-220x315-210x300.jpg 210w\" sizes=\"(max-width: 159px) 100vw, 159px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-3114\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1165-cachaca-volupia-50ml-alagoagrande-200x300.jpg\" alt=\"\" width=\"153\" height=\"230\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1165-cachaca-volupia-50ml-alagoagrande-200x300.jpg 200w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/1165-cachaca-volupia-50ml-alagoagrande.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 153px) 100vw, 153px\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft wp-image-3115\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tie-106x300.jpg\" alt=\"\" width=\"80\" height=\"226\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tie-106x300.jpg 106w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/tie.jpg 324w\" sizes=\"(max-width: 80px) 100vw, 80px\" \/><\/p>\n<p>O mais not\u00e1vel \u00e9 que todos sa\u00edmos satisfeitos, levemente \u2013 muito levemente, porque degusta\u00e7\u00e3o \u00e9 de pouquinho \u2013 alcoolizados. Aprendemos como Z\u00e9 Lins faz refer\u00eancias \u00e0 cacha\u00e7a, aos contrabandistas, vendeiros e produtores (o Engenho Santa Rosa, onde se desenrola a a\u00e7\u00e3o dos romances), desde a perspectiva do neto do coronelz\u00e3o, do \u201cmoleque\u201d da usina, dos trabalhadores \u201cmoradores\u201d do engenho e do trabalhador artes\u00e3o semi-aut\u00f4nomo, Mestre Amaro, o seleiro, a chegada do canga\u00e7o&#8230; e da pol\u00edcia.<\/p>\n<p>Z\u00e9 Lins \u00e9 um escritor realista. Chegou a ser ministro do Get\u00falio, mas era tamb\u00e9m amigo do Graciliano, a quem hospedou logo que este saiu da pris\u00e3o (veja o relato interessante no romance-tese do Silviano Santiago, \u201cEm Liberdade\u201d, no qual ele (re)inventa os primeiros dias de Graciliano quando deixa o pres\u00eddio da Ilha Grande.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-3116 aligncenter\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/fatos12-300x210.jpg\" alt=\"\" width=\"401\" height=\"281\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/fatos12-300x210.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/fatos12.jpg 550w\" sizes=\"(max-width: 401px) 100vw, 401px\" \/><\/p>\n<p>O realismo de Z\u00e9 Lins do Rego \u00e9 da perspectiva do senhor de engenho. \u00c9 curioso como romances que hoje vemos claramente escritos desde o ponto de vista dos patr\u00f5es \u00e9 aceito e elogiado pelo comunista Graciliano Ramos. O realismo e o ciclo do nordeste, do qual fazem parte os dois \u2013 e mais tantos outros, como Rachel de Queiroz, Jos\u00e9 Am\u00e9rico de Almeida, Jorge Amado \u2013 foi acompanhado por outros ciclos \u201cregionais\u201d no Sul e na Amaz\u00f4nia, que n\u00e3o \u00e9 o caso de falar aqui.<\/p>\n<p>O fato de serem realistas (ou \u201cneorrealistas\u201d, como se costuma qualificar) era o passe comum entre todos. As narrativas transcendem posi\u00e7\u00f5es de classe e revelam um Brasil que era \u201cdesconhecido\u201d pelas elites intelectuais do sul, especialmente a carioca e a paulista. Essa caracter\u00edstica de certa forma dilui oposi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, ideol\u00f3gicas e estil\u00edsticas muito diferenciadas.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter wp-image-3117\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/h_cachaca_uma_dose_de_historia-300x175.jpg\" alt=\"\" width=\"349\" height=\"204\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/h_cachaca_uma_dose_de_historia-300x175.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/h_cachaca_uma_dose_de_historia.jpg 400w\" sizes=\"(max-width: 349px) 100vw, 349px\" \/><br \/>\n<!--more--><\/p>\n<p>As d\u00e9cadas de 20 e 30 do s\u00e9culo passado foram extremamente ricas na ensa\u00edstica de interpreta\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. Alguns livros, como o do S\u00e9rgio Buarque de Holanda (ra\u00edzes do Brasil) e o do Gilberto Freyre (Casa Grande e Senzala) estabeleceram marcos interpretativos que, em grande medida, permanecem at\u00e9 hoje.<\/p>\n<p>O livro de Gilberto Freyre, em particular, marca uma reviravolta na percep\u00e7\u00e3o da miscigena\u00e7\u00e3o, para que essa caracter\u00edstica important\u00edssima em nossa sociedade, passasse por um processo de reavalia\u00e7\u00e3o. Na verdade, Casa Grande e Senzala provoca uma reviravolta na percep\u00e7\u00e3o nacional da presen\u00e7a dos escravos negros na forma\u00e7\u00e3o da sociedade brasileira. O <em>mainstream <\/em>da ent\u00e3o sociologia nacional refletia de modo quase un\u00e2nime a vis\u00e3o de que a presen\u00e7a dos escravos e a miscigena\u00e7\u00e3o eram um fator negativo. Silvio Romero, Oliveira Lima, Paulo Prado e tantos outros ecoavam e apoiavam a iniciativa tomada por D. Pedro II de incentivar a imigra\u00e7\u00e3o europeia para que a popula\u00e7\u00e3o \u201cembranquecesse\u201d. Gilberto Freyre \u2013 apesar de tantas e in\u00fameras falhas em suas an\u00e1lises, como assinala Darcy Ribeiro no pref\u00e1cio que escreveu para a edi\u00e7\u00e3o do Casa Grande e Senzala na Biblioteca Ayacucho, inverteu essa percep\u00e7\u00e3o. A miscigena\u00e7\u00e3o passou a ser um fator positivo e criou o mito da igualdade racial brasileira, persistente at\u00e9 hoje na pr\u00e1tica de racistas empedernidos.<\/p>\n<p>Pois bem, o curso do Maur\u00edcio Ayer, que \u00e9 fruto de uma pesquisa em andamento sobre o tema, pretende colocar a cacha\u00e7a em seu devido contexto liter\u00e1rio. Recomendo, para quem gosta dos dois.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter size-full wp-image-3118\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/images.jpg\" alt=\"\" width=\"290\" height=\"174\" \/><\/p>\n<p>Dois breves apontamentos finais.<\/p>\n<p>O primeiro, o da atual valoriza\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a. Depois que a diplomacia brasileira conseguiu incluir a cacha\u00e7a como item pr\u00f3prio na tabela de produtos internacionais, diferenciando-a do rum e de outros destilados de cana-de-a\u00e7\u00facar, e abrindo o mercado norte-americano para a especificidade da nossa caninha, os investimentos (e a baboseira marquetol\u00f3gica envolvida) aumentaram exponencialmente. A cacha\u00e7a passou a ser padronizada em suas caracter\u00edsticas pr\u00f3prias, e come\u00e7ou o movimento para estabelecer zonas de produ\u00e7\u00e3o bem delimitadas e definidas. Apesar da burocracia e da arbitrariedade das defini\u00e7\u00f5es organol\u00e9pticas do produto, essas medidas contribu\u00edram para a normatiza\u00e7\u00e3o da cacha\u00e7a (por exemplo, conte\u00fado alco\u00f3lico entre 32%, at\u00e9 48% vol e outras). A principal distin\u00e7\u00e3o d\u00e1-se entre as bebidas produzidas pelo processo de destiladores em coluna e as destiladas em alambiques, denominadas artesanais. Essas \u00faltimas \u00e9 que s\u00e3o as mais valorizadas, sem desmerecer a qualidade industrial das cacha\u00e7as destiladas em coluna (que s\u00e3o padronizadas, sem caracter\u00edsticas pr\u00f3prias marcantes).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-3119\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/H_foto_fazenda-300x109.jpg\" alt=\"\" width=\"347\" height=\"126\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/H_foto_fazenda-300x109.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/H_foto_fazenda-768x280.jpg 768w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/H_foto_fazenda.jpg 875w\" sizes=\"(max-width: 347px) 100vw, 347px\" \/><\/p>\n<p>O segundo ponto \u00e9 liter\u00e1rio. Z\u00e9 Lins chama aten\u00e7\u00e3o, nos romances, para o predom\u00ednio do dono do engenho sobre os moradores, a domina\u00e7\u00e3o desp\u00f3tica destes naquela pequena sociedade da qual \u00e9 o \u201csenhor\u201d, e onde ele se relaciona como \u201cigual\u201d apenas com os outros senhores de engenho (e isso dependendo do tamanho das respectivas propriedades). Quando surge o canga\u00e7o, essa manifesta\u00e7\u00e3o de rebeldia primitiva, que vimos estudada por Maria Isaura Pereira de Queiroz no \u00e2mbito nacional e por Eric Hobsbawm na sociologia\/historiografia internacional, o estado nacional finalmente come\u00e7a a aparecer por conta pr\u00f3pria. Se antes era representado pelo coletor de impostos e pelo merit\u00edssimo juiz (de fato controlados pelos coron\u00e9is), quando o canga\u00e7o chega, o estado se apresenta aut\u00f4nomo diante dos fazendeiros:<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"aligncenter  wp-image-3120\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2018\/03\/volante.jpg\" alt=\"\" width=\"374\" height=\"279\" \/><\/p>\n<p>\u00c9 a pol\u00edcia.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A literatura \u00e9 uma cacha\u00e7a, alguns podem at\u00e9 dizer que. \u00c9 um dos tantos sin\u00f4nimos da branquinha: algo que n\u00e3o se pode largar. A literatura brasileira \u00e9 uma cacha\u00e7a para muita gente. 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