{"id":3047,"date":"2017-08-31T09:47:09","date_gmt":"2017-08-31T12:47:09","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3047"},"modified":"2017-08-31T09:47:09","modified_gmt":"2017-08-31T12:47:09","slug":"o-censo-do-livro-digital","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3047","title":{"rendered":"O \u201ccenso\u201d do Livro Digital"},"content":{"rendered":"<figure id=\"attachment_3048\" aria-describedby=\"caption-attachment-3048\" style=\"width: 750px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-3048\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tablet-ereaders-1.jpg\" alt=\"\" width=\"750\" height=\"425\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tablet-ereaders-1.jpg 750w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/tablet-ereaders-1-300x170.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 750px) 100vw, 750px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3048\" class=\"wp-caption-text\">Cortesia da Simpl\u00edssimo<\/figcaption><\/figure>\n<p>A divulga\u00e7\u00e3o do \u201cCenso do Livro Digital\u201d, pesquisa feita pela FIPE, sob encomenda da CBL e do SNEL, suscitou muitas rea\u00e7\u00f5es, como previs\u00edvel. Algumas bastante irritadas pela aus\u00eancia do que, evidentemente, s\u00e3o dois componentes important\u00edssimos desse mercado: os dados da Amazon e os dos chamados autores auto publicados. Estes, por sua vez, em parte abrigados na pr\u00f3pria Amazon, atrav\u00e9s do programa KDP; outros, por conta pr\u00f3pria ou atrav\u00e9s de agregadoras, que publicam tanto livros impressos quanto e-books, seja por encomenda, seja com a contribui\u00e7\u00e3o de autores.<br \/>\nOs dados da Amazon relativos \u00e0s editoras tradicionais n\u00e3o s\u00e3o t\u00e3o importantes, j\u00e1 que, em princ\u00edpio, estas informaram o quanto venderam por este canal, assim como pelas outras empresas que vendem livros eletr\u00f4nicos \u2013 Kobo, Google, Apple iTunes, Saraiva, Cultura, etc.<\/p>\n<p>Essa pesquisa, tal como a de produ\u00e7\u00e3o e vendas do mercado editorial, n\u00e3o se prop\u00f5e a verificar o total das vendas no varejo.<\/p>\n<p>Explico. Na produ\u00e7\u00e3o e vendas de livros impressos, as editoras informam o quando produziram e venderam naquele ano determinado. Ora, o varejo trabalha tamb\u00e9m com estoques de livros produzidos em outros anos e j\u00e1 comprados (sup\u00f5e-se que as vendas de reposi\u00e7\u00f5es no ano sejam informadas pelas editoras). Nesse sentido, o livro digital leva uma vantagem de precis\u00e3o, j\u00e1 que n\u00e3o existe estoque. Os varejistas faturam e pagam apenas os livros vendidos. O problema \u00f3bvio \u00e9 que a Amazon, dominante nesse mercado, n\u00e3o fornece nenhum dado.<\/p>\n<p>Isso mostra um problema constante a quem analisa dados de pesquisa. \u00c9 preciso ter clareza sobre o que est\u00e1 sendo perguntado e respondido. Se a pesquisa for tecnicamente bem-feita, ela responder\u00e1 (por amostragem) aquilo que foi perguntado. NUNCA \u00e9 um retrato total do objeto pesquisado.<\/p>\n<p>Analogamente, as pesquisas do tipo das feitas pela Nielsen e pela GfK, que detalham a movimenta\u00e7\u00e3o dos pontos de venda, revelam um determinado tipo de realidade do varejo, e n\u00e3o outras. N\u00e3o respondem, por exemplo, pelas vendas feitas diretamente pelas editoras aos governos e outras institui\u00e7\u00f5es do g\u00eanero (por exemplo, as compras de livros infantis eventualmente feitas pelo Ita\u00fa e por outros programas similares, ou pelas escolas, etc.). E est\u00e3o restritas aos varejistas que aceitaram pagar pela implanta\u00e7\u00e3o do software da Nielsen ou da GfK em seus pontos de venda.<\/p>\n<p>Desse modo, temos que considerar, em primeiro lugar, o que foi perguntado e a quem.<\/p>\n<p>O tal censo (que n\u00e3o \u00e9 censo, exatamente porque n\u00e3o abarca todo o universo, e a palavra s\u00f3 \u00e9 usada, pela FIPE e por seus financiadores, como um instrumento de mercado, para sugerir uma abrang\u00eancia e precis\u00e3o que simplesmente n\u00e3o existe), perguntou, a uma amostra, selecionada com crit\u00e9rios especificados (mas n\u00e3o divulgados na apresenta\u00e7\u00e3o), quantos e-books foram vendidos e qual o faturamento obtido por isso.<\/p>\n<p>A GfK, empresa alem\u00e3 que faz um trabalho de pesquisa no varejo basicamente semelhante ao da Nielsen, inclusive o Nielsen BookScan (tanto uma como outra pesquisam v\u00e1rios tipos de produtos), publicou em mar\u00e7o passado um survey, feito online, em dezessete pa\u00edses, sobre a frequ\u00eancia de leitura online de livros. Na descri\u00e7\u00e3o (em ingl\u00eas), dos objetivos do levantamento, a GfK declara: \u201cA GfK entrevistou, no ver\u00e3o de 2016 [no hemisf\u00e9rio norte, suponho], mais de 22.000 consumidores com idade igual ou superior a 15 anos, online, em 17 pa\u00edses. Os dados foram ponderados para refletir a composi\u00e7\u00e3o demogr\u00e1fica da popula\u00e7\u00e3o online em cada mercado\u201d.<\/p>\n<p>Ou seja, a descri\u00e7\u00e3o exp\u00f5e as condicionantes: idade igual ou superior a 15 anos dos pesquisados, ponderados para refletir a popula\u00e7\u00e3o online de cada mercado. Vejam bem, n\u00e3o se tratava da popula\u00e7\u00e3o total de cada pa\u00eds, e sim da chamada \u201cpopula\u00e7\u00e3o online\u201d, o que sup\u00f5e outra pesquisa (n\u00e3o divulgada no mesmo local), que mostraria o percentual da popula\u00e7\u00e3o total que a GfK considera como online.<\/p>\n<p>E a pesquisa (que n\u00e3o vou comentar aqui em detalhes) mostra exatamente isso. Quem quiser v\u00ea-la pode acessar <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.gfk.com\/insights\/report\/global-study-frequency-of-reading-books\/');\"  href=\"http:\/\/www.gfk.com\/insights\/report\/global-study-frequency-of-reading-books\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.gfk.com%2Finsights%2Freport%2Fglobal-study-frequency-of-reading-books%2F','aqui+.')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui .<\/a><\/p>\n<p>S\u00f3 para informa\u00e7\u00e3o, a pesquisa mostra que 26% da popula\u00e7\u00e3o online brasileira l\u00ea e-books <strong>todos os dias<\/strong>. Mais 27% l\u00ea pelo menos uma vez por semana e apenas 6% nunca l\u00ea.<\/p>\n<p>Evidentemente, esses dados, que parecem muito promissores, dependem de que se conhe\u00e7a qual \u00e9 essa popula\u00e7\u00e3o online e mostram t\u00e3o somente a frequ\u00eancia de leitura. N\u00e3o indicam quantos t\u00edtulos s\u00e3o lidos e muito menos a origem do que \u00e9 lido (comprados, emprestados, pirateados, clubes de assinatura, etc.), o valor de mercado que isso representa, nem que tipos de livros s\u00e3o lidos.<\/p>\n<p>Vejamos como foi feita a pesquisa FIPE-CBL\/SNEL.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Em primeiro lugar, o universo considerado. A pesquisa informa que entraram ali 794 editoras, das quais apenas 294 produzem conte\u00fado digital. Esse \u00e9 o mesmo universo supostamente usado (supostamente, porque a divulga\u00e7\u00e3o nem apresenta os dados de composi\u00e7\u00e3o da amostra&#8230;) na Pesquisa de Produ\u00e7\u00e3o e Vendas.<\/p>\n<p>\u00c9 importante assinalar aqui que esse universo \u00e9 constitu\u00eddo por um corte a partir do faturamento das editoras (associadas ou n\u00e3o das entidades) e que publiquem pelo menos uma determinada quantidade de t\u00edtulos por ano, combinados com um determinado n\u00edvel de faturamento m\u00ednimo. O faturamento servia tamb\u00e9m para balizar a divis\u00e3o da amostra em segmentos, do menor em faturamento para o maior. Assim era at\u00e9 quando trabalhei na CBL, em 2002. Hoje, n\u00e3o sei qual o crit\u00e9rio.<\/p>\n<p>No entanto, \u00e9 bom ressaltar que esses crit\u00e9rios serviam para diferenciar as empresas n\u00e3o editoriais que eventualmente publicavam algum livro (p. ex. a \u201cmercearia do papai\u201d que publicava a hist\u00f3ria do fundador, etc.), como dos autores auto publicados.<\/p>\n<p>Todos esses geram ISBNs, e a BN por muito tempo teimava que o \u201cuniverso deles\u201d era muito maior que o da pesquisa. N\u00e3o haviam entendido o crit\u00e9rio. Este, entretanto, existia precisamente para excluir do que comumente se chama de \u201cmercado editorial\u201d o conjunto de publicadores eventuais.<\/p>\n<p>As editoras, no geral, detestam que os autores auto publiquem. Esse sentimento era mais ou menos generalizado at\u00e9 o surgimento das plataformas eletr\u00f4nicas de auto publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Hoje, nos EUA, grandes grupos editoriais lan\u00e7aram suas pr\u00f3prias plataformas de auto publica\u00e7\u00e3o, e por uma raz\u00e3o muito simples: s\u00e3o \u201cpistas de prova\u201d. \u00c9 sabido que uma das caracter\u00edsticas do mercado editorial \u00e9 que \u00e9 extremamente dif\u00edcil fazer \u201cteste de produto\u201d. Ao contr\u00e1rio de quem produz manteiga ou sabonete, n\u00e3o d\u00e1 para produzir uma pequena quantidade do produto livro e verificar a rea\u00e7\u00e3o dos consumidores\/leitores atrav\u00e9s de v\u00e1rios m\u00e9todos de pesquisa. Ent\u00e3o, a sele\u00e7\u00e3o dos t\u00edtulos a publicar era feita pelos editores com base na: a) linha de publica\u00e7\u00e3o da editora; b) avalia\u00e7\u00e3o da \u201cqualidade\u201d ou da \u201cadequa\u00e7\u00e3o\u201d do t\u00edtulo a essas linhas e c) o hist\u00f3rico de desempenho desse \u201ctipo\u201d de livro (ou do autor) previamente. Tudo com uma dose alt\u00edssima de subjetividade.<\/p>\n<p>A auto publica\u00e7\u00e3o, juntamente com as plataformas anal\u00edticas de conte\u00fado de originais, foi mudando essa perspectiva. Autores auto publicados s\u00e3o \u201cpescados\u201d pela nave-m\u00e3e para edi\u00e7\u00f5es convencionais. E as plataformas anal\u00edticas permitem que, diante do sucesso de um determinado t\u00edtulo, possam ser identificados rapidamente, no meio dos originais enviados, os que eventualmente tratem do mesmo tema. Foi assim, que apenas alguns meses depois do sucesso de \u201c50 Tons de Cinza\u201d o mercado foi inundado por t\u00edtulos similares. Estavam todos l\u00e1 na pilha&#8230; Quem quiser saber um pouco mais sobre isso, pode ler <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=283\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D283','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>.\u00a0\u00a0<em>(O BookLamp j\u00e1 mudou de nome, e foi comprado por um dos grandes grupos editoriais, e \u00e9 amplamente usado n\u00e3o apenas para analisar os originais recebidos como tamb\u00e9m os que circulam nas plataformas de auto publica\u00e7\u00e3o)<\/em>.<\/p>\n<p>A prolifera\u00e7\u00e3o de autores independentes e de t\u00edtulos publicados do mesmo modo provocou outro problema, precisamente na an\u00e1lise de dados. E mais, como a Amazon n\u00e3o informa absolutamente nada al\u00e9m do que a lei exige (e n\u00e3o exige a discrimina\u00e7\u00e3o de vendas por t\u00edtulos), cada editora sabia o que a varejista havia vendido de seus t\u00edtulos. Mas, quanto aos demais, era palpite e especula\u00e7\u00e3o. Como as an\u00e1lises estat\u00edsticas produzidas pela AAP agregavam dados de modo an\u00f4nimo, a escurid\u00e3o era grande, e a especula\u00e7\u00e3o maior ainda.<\/p>\n<p>Os autores independentes, ao desenvolveram lutas contra a tend\u00eancia \u00e0 monopoliza\u00e7\u00e3o da Amazon, e \u00e0 predomin\u00e2ncia das editoras estabelecidas, sofriam com o mesmo problema. Como provar que a auto publica\u00e7\u00e3o era significativa? D\u00ea uma olhada <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2879\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2879','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a> e <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/authorearnings.com\/');\"  href=\"http:\/\/authorearnings.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fauthorearnings.com%2F','aqui')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">aqui<\/a>, no site da Author Earnings, grupo de autores independentes.<\/p>\n<p>Tudo isso para explicitar melhor alguns dos problemas do tal \u201ccenso\u201d. N\u00e3o apenas deixou de lado uma parcela ponder\u00e1vel de e-books, como os tratou do mesmo modo como se trata o livro impresso. Vejo aqui um erro metodol\u00f3gico que tem consequ\u00eancias, como assinalaram \u00a0v\u00e1rios comentadores da mat\u00e9ria publicada pelo <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.publishnews.com.br\/materias\/2017\/08\/23\/63-das-editoras-brasileiras-preferem-ignorar-os-e-books-diz-censo-do-livro-digital');\"  href=\"http:\/\/www.publishnews.com.br\/materias\/2017\/08\/23\/63-das-editoras-brasileiras-preferem-ignorar-os-e-books-diz-censo-do-livro-digital\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.publishnews.com.br%2Fmaterias%2F2017%2F08%2F23%2F63-das-editoras-brasileiras-preferem-ignorar-os-e-books-diz-censo-do-livro-digital','PublishNews')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PublishNews<\/a>,<\/p>\n<p>Entretanto, vale a pena considerar alguns desses coment\u00e1rios.<\/p>\n<p>Henrique Farinha e Julio Silveira mostram que n\u00e3o perceberam em detalhes como \u00e9 constru\u00edda a amostra. A culpa, evidentemente, \u00e9 do relat\u00f3rio publicado pela FIPE\/CBL-SNEL que n\u00e3o mostra o processo de constitui\u00e7\u00e3o do universo e da amostragem.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei se as plataformas de auto publica\u00e7\u00f5es, como a PerSe, o Clube de Editores e outras editoras do g\u00eanero, foram considerados na amostra, ou se algumas foram e outras n\u00e3o. Mais uma vez, a explicita\u00e7\u00e3o dos crit\u00e9rios de inclus\u00e3o na amostragem revela a complica\u00e7\u00e3o da interpreta\u00e7\u00e3o dos dados.<\/p>\n<p>A confus\u00e3o sobre o tamanho da amostragem continua com o prezado Eduardo Melo. O universo n\u00e3o pulou de 189 para 794. Aumentou, sim a amostra, de 194 para 294, o que \u00e9 um aumento significativo, certamente, mas n\u00e3o da dimens\u00e3o imaginada. E \u00e9 bom destacar que o Eduardo Melo teve que batalhar para que seus dados fossem considerados.<\/p>\n<p>Um ponto particularmente grave, para mim, \u00e9 a quest\u00e3o dos e-books para o segmento did\u00e1ticos.<\/p>\n<p>O FNDE\/MEC, h\u00e1 anos, exige que os livros adquiridos pelos v\u00e1rios programas de did\u00e1ticos (n\u00e3o vi nada sobre os livros de fic\u00e7\u00e3o\/ensaios dos outros programas), sejam apresentados tamb\u00e9m em formato acess\u00edvel (DAISY) e, ao que parece, acompanhados de outras plataformas digitais acess\u00edveis aos professores.<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o ao DAISY, embora n\u00e3o exatamente a partir de dados quantificados, o Pedro Millet, que cuida da plataforma digital da Funda\u00e7\u00e3o Dorina Nowill, e \u00e9 um dos maiores divulgadores do Acordo de Marrakesh que tratou do assunto no \u00e2mbito da OMPI e da vers\u00e3o atual da Conven\u00e7\u00e3o de Berna, me disse que essa medida levou a um substancial aumento do acesso por parte dos deficientes visuais ao ENEM e \u00e0s universidades.<\/p>\n<p>Seja l\u00e1 como funcione exatamente o tratamento desse material pelo FNDE\/MEC, \u00e9 importante considerar esse tipo de fornecimento. N\u00e3o vi isso acontecer nem na pesquisa de Produ\u00e7\u00e3o e Vendas e muito menos nesta. E o FNDE, pelo que sei, n\u00e3o costuma negar nem as informa\u00e7\u00f5es nem os esclarecimentos.<\/p>\n<p>Finalmente, Carlo Carrenho chama corretamente aten\u00e7\u00e3o para o fato de que grande parte das editoras brasileiras n\u00e3o publica nada em formato digital. \u00c9 uma falta de perspectiva de amplia\u00e7\u00e3o do mercado simplesmente assombrosa. Mas o buraco \u00e9 ainda mais embaixo. Estou fazendo uma pequena e informal pesquisa, sem nenhum m\u00e9todo cient\u00edfico, (advirto desde logo, que n\u00e3o tenho bala para isso), sobre o que acontece com os e-books j\u00e1 publicados por muitas das grandes editoras brasileiras. Mas isso vai devagar.<\/p>\n<p>Finalmente, devo considerar, como o faz o Carlo Carrenho, que a iniciativa tem m\u00e9ritos substanciais. A primeira iniciativa do g\u00eanero feita pela CBL\/SNEL necessariamente come\u00e7a com v\u00e1rios problemas. Mas j\u00e1 \u00e9 uma plataforma de onde ser\u00e1 poss\u00edvel avan\u00e7ar.<\/p>\n<p>Espero que isso aconte\u00e7a, e parabenizo pela iniciativa (mas, por favor, deixem de chamar de \u201ccenso\u201d o que n\u00e3o \u00e9&#8230;).<\/p>\n<p>&#8212;<\/p>\n<p>Coment\u00e1rios s\u00e3o bem-vindos e respondidos no meu blog: <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.oxisdoproblema.com.br');\"  href=\"http:\/\/www.oxisdoproblema.com.br\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.oxisdoproblema.com.br','www.oxisdoproblema.com.br')\">www.oxisdoproblema.com.br<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A divulga\u00e7\u00e3o do \u201cCenso do Livro Digital\u201d, pesquisa feita pela FIPE, sob encomenda da CBL e do SNEL, suscitou muitas rea\u00e7\u00f5es, como previs\u00edvel. 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