{"id":3042,"date":"2017-08-17T10:06:02","date_gmt":"2017-08-17T13:06:02","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3042"},"modified":"2017-08-17T10:06:02","modified_gmt":"2017-08-17T13:06:02","slug":"abralic-a-universidade-em-perigo-e-a-literatura-brasileira","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=3042","title":{"rendered":"ABRALIC, A UNIVERSIDADE EM PERIGO E A LITERATURA BRASILEIRA"},"content":{"rendered":"<p>Semana passada estive no Rio de Janeiro participando da XV Reuni\u00e3o da <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.abralic.org.br\/downloads\/programacao-2017.pdf');\"  href=\"http:\/\/www.abralic.org.br\/downloads\/programacao-2017.pdf\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.abralic.org.br%2Fdownloads%2Fprogramacao-2017.pdf','ABRALIC+%E2%80%93+ASSOCIA%C3%87%C3%83O+BRASILEIRA+DE+LITERATURA+COMPARADA')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">ABRALIC \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA<\/a>, que aconteceu no campus da UERJ \u2013 Universidade do Estado do Rio de Janeiro.<\/p>\n<figure id=\"attachment_3043\" aria-describedby=\"caption-attachment-3043\" style=\"width: 474px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-large wp-image-3043\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20819475_1417194735000207_5934223718993608129_o-1024x683.jpg\" alt=\"\" width=\"474\" height=\"316\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20819475_1417194735000207_5934223718993608129_o-1024x683.jpg 1024w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20819475_1417194735000207_5934223718993608129_o-300x200.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20819475_1417194735000207_5934223718993608129_o-768x512.jpg 768w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2017\/08\/20819475_1417194735000207_5934223718993608129_o.jpg 2048w\" sizes=\"(max-width: 474px) 100vw, 474px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-3043\" class=\"wp-caption-text\">Mesa sobre as dificuldades da difus\u00e3o da literatura brasileira na ABRALIC &#8211; 2017 (#UERJ resiste)<\/figcaption><\/figure>\n<p>Foi um encontro admir\u00e1vel. A UERJ \u00e9 o alvo, a ponta de lan\u00e7a da tentativa de desmonte da universidade p\u00fablica brasileira, empreendida pelos usurpadores que perpetraram o golpe de estado parlamentar-judici\u00e1rio que nos atinge hoje. \u00c9 a primeira v\u00edtima, por conta da calamitosa situa\u00e7\u00e3o do estado do Rio de Janeiro, unidade da Federa\u00e7\u00e3o que foi amplamente beneficiada por investimentos p\u00fablicos e privados nos \u00faltimos anos: a ind\u00fastria naval renascida (e agora destru\u00edda, passando de 80.000 trabalhadores para menos de 20.000); os investimentos urbanos em fun\u00e7\u00e3o da Copa do Mundo e das Olimp\u00edadas, o transporte urbano, entre outros. O funcionalismo do Rio de Janeiro est\u00e1 h\u00e1 meses sem receber os sal\u00e1rios, exce\u00e7\u00e3o, \u00e9 claro, das for\u00e7as de seguran\u00e7a, reconhecidamente mal treinadas e estupidamente brutais daquele estado, mas que garantem o m\u00ednimo de prote\u00e7\u00e3o para o governo, e que contam agora, com o emprego a contragosto de um contingente de for\u00e7as federais. A UERJ est\u00e1 sem contrato de manuten\u00e7\u00e3o, limpeza e seguran\u00e7a h\u00e1 quase um ano, e professores e funcion\u00e1rios est\u00e3o com os sal\u00e1rios atrasados h\u00e1 quatro meses, al\u00e9m de n\u00e3o terem recebido o 13\u00ba sal\u00e1rio.<\/p>\n<p>Diante dessa situa\u00e7\u00e3o, o esfor\u00e7o que esses professores e funcion\u00e1rios, com a participa\u00e7\u00e3o dos alunos (quase duzentos monitores volunt\u00e1rios) fizeram para organizar e executar um evento de grande porte, com convidados nacionais e estrangeiros foi simplesmente monumental. A UERJ resiste ao descalabro, a duras penas e com grandes sacrif\u00edcios.<\/p>\n<p>ABRALIC, como j\u00e1 disse, \u00e9 a associa\u00e7\u00e3o que re\u00fane professores e especialistas em literatura comparada. E \u00e9 isso que a faz importante para a nossa literatura e, por extens\u00e3o, ao mercado editorial. A mesa da qual fiz parte tratava, precisamente, das dificuldades de expans\u00e3o internacional da literatura brasileira.<\/p>\n<p>Comparar os diferentes aspectos da literatura significa, precisamente, entender as rela\u00e7\u00f5es do que os nossos escritores produzem vis-\u00e0-vis o que \u00e9 produzido nesse grande concerto que \u00e9 a Rep\u00fablica Mundial das Letras. Como nossa literatura se confronta e contribui para esse di\u00e1logo civilizat\u00f3rio \u2013 essencial para o entendimento entre os povos \u2013 que se expressa atrav\u00e9s da produ\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria.<\/p>\n<p>A difus\u00e3o da literatura brasileira no exterior enfrenta enormes dificuldades. E isso tem a ver com a nossa ind\u00fastria editorial.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Essas dificuldades come\u00e7am com a posi\u00e7\u00e3o subalterna da l\u00edngua portuguesa no mercado internacional das letras, em particular diante da predomin\u00e2ncia do ingl\u00eas como fonte do maior n\u00famero e tradu\u00e7\u00f5es em todo o mundo, por conta do poderio econ\u00f4mico, cultural e militar (por que n\u00e3o o dizer) dos pa\u00edses que falam essa l\u00edngua, em particular os Estados Unidos e o antigo Imp\u00e9rio Brit\u00e2nico. J\u00e1 tratei diversas vezes desse assunto, tanto no PublishNews como no blog O Xis do problema. Quem quiser pode ler os posts sobre o assunto, listados no final.<\/p>\n<p>Al\u00e9m dessa dificuldade b\u00e1sica, estrutural, nos defrontamos tamb\u00e9m com a incapacidade do estado brasileiro de estabelecer pol\u00edticas p\u00fablicas para o fortalecimento da posi\u00e7\u00e3o cultural do pa\u00eds e de sua literatura. Sinceramente, rio para n\u00e3o chorar quando o Itamaraty fala em <em>soft power<\/em> na pol\u00edtica exterior brasileira. Enquanto os Estados Unidos usam seu poderio econ\u00f4mico para resistir, por exemplo, ao Tratado da Diversidade Cultural, aprovado pela UNESCO e j\u00e1 em vigor (teoricamente), pa\u00edses com forte tradi\u00e7\u00e3o cultural, como a Gr\u00e3-Bretanha, a Alemanha e a Fran\u00e7a desenvolvem extensas pol\u00edticas p\u00fablicas de difus\u00e3o de seu idioma e sua cultura. A\u00ed est\u00e3o o British Council, o Goethe, a Alliance Fran\u00e7aise e o Institut Fran\u00e7ais para mostrar.<\/p>\n<p>At\u00e9 mesmo pa\u00edses de menor porte, como a Espanha e seu Instituto Cervantes e os programas culturais dos pa\u00edses n\u00f3rdicos, desenvolvem programas vigorosos de difus\u00e3o cultural, como parte de sua vis\u00e3o da import\u00e2ncia do chamado <em>soft power<\/em>. Do mesmo modo, para nos matar de vergonha, o Instituto Cam\u00f5es, de Portugal. Um pequeno pa\u00eds, rec\u00e9m-sa\u00eddo de uma enorme crise econ\u00f4mica, com um PIB equivalente ao do Rio Grande do Sul e tamanho similar a Pernambuco, mantem centenas de centros culturais, c\u00e1tedras, programas de apoio \u00e0 edi\u00e7\u00e3o de autores portugueses. Chegam a escarnecer da ex-col\u00f4nia ao manter, aqui no Brasil, um programa de apoio para a publica\u00e7\u00e3o de autores portugueses, em portugu\u00eas.<\/p>\n<p>Pois bem, conversar sobre esse assunto em uma grande e bem organizada reuni\u00e3o de especialistas foi uma experi\u00eancia ao mesmo tempo gratificante e deprimente. Gratificante pela oportunidade de poder explicar de modo mais claro a necessidade de fortalecer a difus\u00e3o da nossa literatura no exterior. Deprimente por ter que relatar o que muitos j\u00e1 conhecem na pr\u00e1tica, a falta de a\u00e7\u00f5es consistentes dos sucessivos governos brasileiros e de nossa diplomacia para enfrentar o problema de modo consistente.<\/p>\n<p>Temos, evidentemente, valios\u00edssimas iniciativas individuais, com diplomatas empenhados nessa tarefa (e n\u00e3o apenas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 literatura, como tamb\u00e9m a outras express\u00f5es art\u00edsticas). Temos tamb\u00e9m o \u00fanico esfor\u00e7o continuado, que j\u00e1 acumula mais de vinte anos de exist\u00eancia, apesar dos altos e baixos, que \u00e9 o programa de apoio \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o, mantido pela Biblioteca Nacional.<\/p>\n<p>O panorama geral, entretanto, \u00e9 desolador.<\/p>\n<p>Mas um encontro do porte e da import\u00e2ncia da ABRALIC ser palco tamb\u00e9m para a apresenta\u00e7\u00e3o desses temas, portanto, \u00e9 duplamente alentador.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, porque a reuni\u00e3o mostrou que a resist\u00eancia da universidade p\u00fablica brasileira \u00e9 real. Ela n\u00e3o se deixar\u00e1 esmagar com facilidade. Em segundo lugar, porque os professores e pesquisadores presentes ao encontro tiveram a oportunidade de conhecer melhor esse problema tamb\u00e9m como um componente de suas dificuldades. A constru\u00e7\u00e3o de uma solidariedade rec\u00edproca \u00e9 imprescind\u00edvel.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 quest\u00e3o da amea\u00e7a contra as universidades p\u00fablicas, a pretexto de que a \u201cmaioria\u201d dos seus alunos s\u00e3o ricos e, portanto, podem assumir o custo de sua manuten\u00e7\u00e3o, privatizando-as, um recente estudo da ANDIFES &#8211; Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Dirigentes das Institui\u00e7\u00f5es Federais de Ensino Superior, mostra que seu perfil social mudou. Dois ter\u00e7os do quadro dos alunos t\u00eam origem em fam\u00edlias com renda m\u00e9dia de at\u00e9 1,5 sal\u00e1rio m\u00ednimo. Quase 50% dos estudantes se autodeclararam pretos e pardos. 52% s\u00e3o mulheres. 60% v\u00eam de escolas p\u00fablicas. 35% trabalham. 53% utilizam transporte coletivo para frequentar as aulas. Dizer que as universidades p\u00fablicas atualmente s\u00e3o frequentadas s\u00f3 pelos ricos n\u00e3o condiz, em absoluto, com a realidade.<\/p>\n<p>As medidas mais recentes, como as cotas, a institui\u00e7\u00e3o do ENEM e principalmente a cria\u00e7\u00e3o de dezenas de novas universidades e campi facilitaram um processo de inclus\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o mais pobre e discriminada nas universidades p\u00fablicas. O desempenho desses alunos n\u00e3o deixa nada a desejar em rela\u00e7\u00e3o aos que n\u00e3o se beneficiam das medidas de inclus\u00e3o.<\/p>\n<p>\u00c9 contra isso que se processa esse desmonte da Universidade p\u00fablica, gratuita e democr\u00e1tica.<\/p>\n<p>N\u00e3o esque\u00e7amos tamb\u00e9m, o que \u00e9 particularmente preocupante para o mercado editorial, que as mudan\u00e7as recentes no PNLD \u2013 ainda que tenha abrigado algumas medidas interessantes \u2013 vieram acompanhadas de redu\u00e7\u00e3o de verbas. Desse modo, al\u00e9m de diminuir o acesso aos livros por parte de todos os alunos, perde-se a perspectiva de que a ado\u00e7\u00e3o da compra de livros para os estudantes dos cursos superiores seja adotada. A redu\u00e7\u00e3o das verbas para a CAPES e o CNPq colocam no horizonte uma diminui\u00e7\u00e3o at\u00e9 das verbas destinadas \u00e0 aquisi\u00e7\u00e3o de livros para as bibliotecas nas universidades.<\/p>\n<p>Nesse contexto, a reuni\u00e3o da ABRALIC assume um papel que vai mais al\u00e9m das discuss\u00f5es acad\u00eamicas sobre literatura comparada. A uni\u00e3o de professores, alunos e funcion\u00e1rios da UERJ, que fizeram mutir\u00f5es para limpeza, organizaram uma log\u00edstica impec\u00e1vel para o encontro e ainda reuniram doa\u00e7\u00f5es de alimentos para forma\u00e7\u00e3o de cestas b\u00e1sicas para funcion\u00e1rios. Foi uma reuni\u00e3o de promo\u00e7\u00e3o do direito de aprender e, por conseguinte, de ter acesso aos livros e \u00e0 leitura.<\/p>\n<p>Lista de posts relacionados:<\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2352\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2352','A+proje%C3%A7%C3%A3o+internacional+da+cultura+brasileira')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">A proje\u00e7\u00e3o internacional da cultura brasileira<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1980\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D1980','Frankfurt+vem+a%C3%AD')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">Frankfurt vem a\u00ed<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1744\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D1744','LITERATURA+BRASILEIRA+NO+EXTERIOR%3A+PROBLEMA+DOS+EDITORES%3F')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">LITERATURA BRASILEIRA NO EXTERIOR: PROBLEMA DOS EDITORES?<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=785\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D785','COOPERA%C3%87%C3%83O+NAS+POL%C3%8DTICAS+P%C3%9ABLICAS+DE+EDUCA%C3%87%C3%83O+E+CULTURA')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">COOPERA\u00c7\u00c3O NAS POL\u00cdTICAS P\u00daBLICAS DE EDUCA\u00c7\u00c3O E CULTURA<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=395\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D395','O+PORTUGU%C3%8AS+BRASILEIRO+NO+MUNDO+E+A+TRADU%C3%87%C3%83O%C2%A0')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">O PORTUGU\u00caS BRASILEIRO NO MUNDO E A TRADU\u00c7\u00c3O\u00a0<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=232\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D232','FEIRAS+INTERNACIONAIS+%E2%80%93+VALE+A+PENA+SER+PA%C3%8DS-TEMA%3F')\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">FEIRAS INTERNACIONAIS \u2013 VALE A PENA SER PA\u00cdS-TEMA?<\/a><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Semana passada estive no Rio de Janeiro participando da XV Reuni\u00e3o da ABRALIC \u2013 ASSOCIA\u00c7\u00c3O BRASILEIRA DE LITERATURA COMPARADA, que aconteceu no campus da UERJ \u2013 Universidade do Estado do Rio de Janeiro. 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