{"id":2981,"date":"2017-03-30T10:02:34","date_gmt":"2017-03-30T13:02:34","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2981"},"modified":"2017-03-30T10:02:34","modified_gmt":"2017-03-30T13:02:34","slug":"saraiva-cultura-amazon-e-as-livrarias-independentes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2981","title":{"rendered":"SARAIVA, CULTURA, AMAZON E AS LIVRARIAS INDEPENDENTES"},"content":{"rendered":"<p>Um dos temas mais permanentes nas discuss\u00f5es do mercado editorial e livreiro \u2013 aqui e alhures \u2013 \u00e9 o papel e destino das livrarias independentes e das grandes cadeias. Essa discuss\u00e3o se intensificou com o surgimento da Amazon (e olhem que a varejista foi fundada em 1994, com in\u00edcio das atividades de com\u00e9rcio eletr\u00f4nico em 1995 \u2013 j\u00e1 s\u00e3o 22 anos).<\/p>\n<p>Naquele momento era observado o auge do crescimento das grandes cadeias de livrarias nos EUA. As livrarias independentes as tinham como inimigo principal, e as not\u00edcias contabilizavam o fechamento de in\u00fameras lojas nas grandes e m\u00e9dias cidades.<\/p>\n<p>\u00c9 bom lembrar que, por aqui, a cadeia dominante era a Siciliano (que provocou pol\u00eamicas, discuss\u00f5es e gritos ao exigir maiores descontos, na voz de seu controlador, exatamente depois do Plano Real, com a sincera alega\u00e7\u00e3o de que ganhava dinheiro com a infla\u00e7\u00e3o e que agora as editoras tinham que ajuda-los a recuperar suas margens&#8230;). Hoje, comprada a pre\u00e7o de xepa de feira pela Saraiva, o nome da rede \u00e9 hist\u00f3ria.<\/p>\n<p>Hist\u00f3ria como nos EUA \u00e9 o nome da Borders e outras cadeias menores, que n\u00e3o conseguiram concorrer com a Amazon. A pr\u00f3pria Barnes&amp;Noble anda mal das pernas h\u00e1 anos, embora seu controlador jure que resistir\u00e1. E as livrarias independentes voltaram a florescer na gringol\u00e2ndia, gra\u00e7as a estrat\u00e9gias empresariais <strong>e institucionais<\/strong>, atrav\u00e9s da ABA \u2013 American Booksellers Association, como j\u00e1 mencionei v\u00e1rias vezes por <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2399\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2399','aqui')\" target=\"_blank\">aqui<\/a>.<\/p>\n<p>Na Europa, por sua vez, a Amazon enfrenta problemas, com um severo escrut\u00ednio das autoridades reguladoras do continente. E, surpreendentemente, a W. H. Smith, uma cadeia de livros que andou trope\u00e7ando, mostrou lucros no ano passado.<\/p>\n<p>Na Fran\u00e7a e outros pa\u00edses do continente, a lei do pre\u00e7o fixo demonstra sua for\u00e7a e mant\u00e9m vivas as livrarias independentes. Mas, tamb\u00e9m como j\u00e1 mostrei aqui, por tr\u00e1s da lei existe um s\u00f3lido aparato que re\u00fane editores, livreiros, e as \u201cgrandes superf\u00edcies\u201d, em um comit\u00ea que supervisiona a aplica\u00e7\u00e3o da lei. Um dos aspectos importantes dessa legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 que parte dos descontos concedidos pelas editoras \u00e0s livrarias est\u00e1 condicionado a a\u00e7\u00f5es de promo\u00e7\u00e3o da leitura.<\/p>\n<p>No entanto, a Amazon continua l\u00e9pida e fagueira em seu crescimento. J\u00e1 abriu algumas lojas f\u00edsicas (modo de dizer, j\u00e1 que as lojas aplicam uma tecnologia muito mais avan\u00e7ada que a dispon\u00edvel em outros varejistas). Al\u00e9m da loja inicial em Seattle, a varejista tem outras em Boston, San Diego, Portland e New York \u2013 onde j\u00e1 s\u00e3o v\u00e1rias. E essas s\u00e3o livrarias \u2013 a Amazon j\u00e1 experimenta com verduras e alimentos, e agora saiu a not\u00edcia que far\u00e1 o mesmo com eletrodom\u00e9sticos e roupas. Mike Shatzkin, <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.idealog.com\/blog\/amazon-could-become-our-leading-physical-retailer-before-long\/?mc_cid=ace6a72cb8&amp;mc_eid=23b0544e90');\"  href=\"http:\/\/www.idealog.com\/blog\/amazon-could-become-our-leading-physical-retailer-before-long\/?mc_cid=ace6a72cb8&amp;mc_eid=23b0544e90\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.idealog.com%2Fblog%2Famazon-could-become-our-leading-physical-retailer-before-long%2F%3Fmc_cid%3Dace6a72cb8%26amp%3Bmc_eid%3D23b0544e90','aqui')\" target=\"_blank\">aqui<\/a> \u00a0levanta a possibilidade de que a Amazon se torne a maior varejista \u2013 de tudo \u2013 nos EUA, e a prazo relativamente curto. Veremos.<\/p>\n<p>Uma das caracter\u00edsticas das lojas da Amazon \u00e9 a sele\u00e7\u00e3o de livros em exibi\u00e7\u00e3o. De onde veio essa sele\u00e7\u00e3o? Bidu: do hist\u00f3rico de compras acumulados pelo site naquela regi\u00e3o. Nada de livreiros que \u201cconhecem\u201d seus clientes e mant\u00eam uma sele\u00e7\u00e3o de acordo com os gostos dos seus frequentadores. Bezos n\u00e3o se d\u00e1 a esse luxo, e tudo \u00e9 definido por algoritmos. Para ele, os dados s\u00e3o mais preciosos que qualquer subjetividade, e definem cada passo a ser dado.<\/p>\n<p>Dito seja de passagem e fora do tema imediato: Amazon j\u00e1 \u00e9 a maior editora de livros traduzidos dos EUA, e h\u00e1 muito o KDP \u00e9 o dominante na autopublica\u00e7\u00e3o, embora a\u00ed ainda tenha concorrentes s\u00e9rios, tanto de propriedade de outras editoras como independentes.<\/p>\n<p>Voltando \u00e0 nossa quest\u00e3o inicial.<\/p>\n<p>Todo essa aparente cabe\u00e7a de cera para voltar \u00e0 quest\u00e3o inicial. O que acontece por aqui e ser\u00e1 que se abre uma janela de oportunidade para as livrarias independentes do Banan\u00e3o?<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Por partes:<\/p>\n<ul>\n<li>Sa\u00edda da FNAC. A primeira constata\u00e7\u00e3o de quem acompanha a trajet\u00f3ria das lojas da empresa no Brasil, desde que comprou o ent\u00e3o \u00c1tica Shopping Cultural \u00e9 simples: o espa\u00e7o de livros foi progressivamente encolhendo e est\u00e1 cada vez mais irrelevante. Parece que as lojas da FNAC concorrem mais com o Ponto Frio que, at\u00e9 mesmo, com a Saraiva. Nesta \u00faltima, o espa\u00e7o da inform\u00e1tica cresce cada vez mais, ainda que n\u00e3o vendam cafeteiras (por enquanto?). Dessa maneira, me parece que os franceses saem eventualmente pelo ac\u00famulo de erros na defini\u00e7\u00e3o do que desejam com a empresa, o que levou a uma mix\u00f3rdia no estoque. Some-se a isso a crise, e <em>les messieurs<\/em> querem aplicar seus euros onde lhes pare\u00e7a mais rent\u00e1vel.<\/li>\n<li>Fus\u00e3o (ou compra) da Saraiva pela Cultura ou vice-versa. Quem percorre as v\u00e1rias lojas da Cultura fica at\u00f4nito diante da semelhan\u00e7a do estoque entre elas. E com as aus\u00eancias. Presen\u00e7a garantida mesmo s\u00f3 a dos best-sellers, e os livros das editoras que tentam impulsionar vendas comprando os espa\u00e7os privilegiados das lojas. Quem procura novidades nem sempre encontra, e JAMAIS livros das editoras independentes. Para quem gostava de ir \u00e0 livraria para acompanhar os lan\u00e7amentos e tend\u00eancias, \u00e9 uma frustra\u00e7\u00e3o. Na Saraiva, a mesma coisa, com uma \u00eanfase muito maior nos best-sellers. Ali\u00e1s, no post do Haroldo Cer\u00e1valo no PublishNews do dia 10 de mar\u00e7o passado, ele diz que a Cultura \u201cn\u00e3o \u00e9 homog\u00eanea\u201d; diz que as lojas s\u00e3o iguais, por conta da compra centralizada, \u201cmas basta visitar as lojas dos shoppings Vila Lobos, Iguatemi, Bourbon e Market Place e a livraria do Conjunto Nacional, todas em S\u00e3o Paulo, para perceber que os frequentadores s\u00e3o cultural e socialmente diversos o suficiente para n\u00e3o procurarem os mesmos livros\u201d. Na verdade, o problema \u00e9 que as lojas s\u00e3o homog\u00eaneas, quando n\u00e3o deveriam ser. Esse o erro que a Amazon n\u00e3o comete em suas lojas f\u00edsicas.<\/li>\n<\/ul>\n<p>As duas empresas nacionais gostariam de ser t\u00e3o cheias de segredos como a Amazon. A Saraiva ainda \u00e9 obrigada a divulgar mais informa\u00e7\u00f5es financeiras por ser de capital aberto. Mesmo assim, como vimos recentemente, manobras cont\u00e1beis para ocultar aspectos de desempenho de fac\u00e7\u00f5es de acionistas que se digladiam l\u00e1 dentro j\u00e1 foram detectados pela CVM. Os dados provavelmente ser\u00e3o retificados, mas o que rola de briga internamente \u00e9 conhecimento de poucas pessoas. E houve tamb\u00e9m a tentativa frustrada de avan\u00e7o do investidor coreano, que acabou desistindo. Nem sei se por conta da resist\u00eancia ou se porque percebeu a ferocidade do vespeiro.<\/p>\n<p>A Cultura enfrenta s\u00e9rios problemas financeiros h\u00e1 muito tempo. Disfar\u00e7a depois dizendo que os aumentos de prazo, atrasados, etc., s\u00e3o \u201crenegociados\u201d com as editoras. Essa cortina de fuma\u00e7a \u00e9 muito opaca: as editoras acabam aceitando porque a empresa ainda \u00e9 grande vendedora, e no final das contas \u00e9 melhor ter os livros expostos que no dep\u00f3sito. At\u00e9 quando?<\/p>\n<p>As duas t\u00eam em comum p\u00e9ssimos mecanismos de busca. Procurar um livro por g\u00eanero \u2013 e mesmo por autor \u2013 \u00e9 uma piada, nos dois sites. E h\u00e1 anos que \u00e9 assim.<\/p>\n<p>O resultado disso tudo, me parece, \u00e9 que a fus\u00e3o\/venda\/incorpora\u00e7\u00e3o (chamem como queiram) das duas pode ser mais a uni\u00e3o de dois b\u00eabados chumbados que se apoiam do que outra coisa.<\/p>\n<p>A alternativa de aquisi\u00e7\u00e3o da Cultura pela Amazon foi levantada. Como, ali\u00e1s, j\u00e1 havia sido levantada a aquisi\u00e7\u00e3o da Saraiva quando se anunciou que a varejista gringa come\u00e7aria vender livros impressos,<\/p>\n<p>C\u00e1 com meus bot\u00f5es, n\u00e3o acredito. A turma do Jeff Bezos n\u00e3o gosta de limpar esqueletos e enterrar cad\u00e1veres. Se estiver pensando em lojas f\u00edsicas, acho mais f\u00e1cil come\u00e7arem do zero, com a experi\u00eancia j\u00e1 acumulada ao norte para desenvolver por aqui. Mas a Amazon ainda nem come\u00e7ou a vender \u201cde tudo\u201d na sua loja virtual brasileira! Talvez os problemas log\u00edsticos tenham um peso ainda maior nas suas considera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tudo isso poder\u00e1 ser uma oportunidade para as livrarias independentes?<\/p>\n<p>O verbo no condicional \u00e9 maravilhoso. Claro que poder\u00e1. Como poderiam tantas coisas.<\/p>\n<p>Vejo as seguintes dificuldades para que as livrarias independentes tenham mais impulso. E isso independe da Amazon, fracasso das grandes-mega, etc.<\/p>\n<p>&#8211; Em sua grande maioria, as livrarias independentes s\u00e3o muito atrasadas tecnologicamente. N\u00e3o existe tamb\u00e9m, em boa parte delas, um atendimento aos clientes que seja digno desse nome, com servi\u00e7os de encomendas muito prec\u00e1rios.<\/p>\n<p>&#8211; Cada uma das livrarias independentes tem que arcar com investimentos pr\u00f3prios na \u00e1rea de inform\u00e1tica, administra\u00e7\u00e3o de estoques, etc. E n\u00e3o tem mentalidade, nem capacidade tecnol\u00f3gica e financeira para a an\u00e1lise de dados que permitiria diminuir o gap que a tecnologia da Amazon vai suprindo \u2013 e que as cadeias tamb\u00e9m n\u00e3o tem.<\/p>\n<p>&#8211; Isso contrasta com a pujan\u00e7a do apoio tecnol\u00f3gico e institucional que a ABA presta a seus associados. Todo o background de tecnologia das independentes nos EUA \u00e9 fornecido a pre\u00e7os m\u00f3dicos pela ABA, e cada loja s\u00f3 muda a cara do que aparece para o p\u00fablico. O apoio de estudos e a\u00e7\u00f5es que a ABA proporciona aos seus s\u00f3cios tamb\u00e9m n\u00e3o tem paralelo com o de outras associa\u00e7\u00f5es de livreiros. Quando venderam a feira deles para a Reed, souberam muito bem aplicar o dinheiro em atividades de apoio aos s\u00f3cios. Enquanto isso, por aqui, a ANL se preocupa com o Manual de Boas Pr\u00e1ticas. Ou seja, de boas inten\u00e7\u00f5es&#8230;<\/p>\n<p>&#8211; Quest\u00f5es institucionais. O projeto e Lei do Pre\u00e7o Fixo, apresentado pela Senadora F\u00e1tima Bezerra, est\u00e1 descansando em paz em alguma gaveta do Senado. Seu primeiro relator, o Senador Lindbergh Farias, deixou a CCJ da casa. Seria um passo importante. Mas, como j\u00e1 levantei em outras oportunidades, n\u00e3o \u00e9 uma panaceia, como se pode ver <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2747\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2747','aqui')\" target=\"_blank\">aqui<\/a>\u00a0. Quando a Embaixada da Fran\u00e7a, atrav\u00e9s do Bureau du Livre, organizou um semin\u00e1rio com representantes das v\u00e1rias entidades para explicar como funciona a legisla\u00e7\u00e3o francesa, os representantes de TODAS as entidades do livro estavam presentes na abertura, discursaram, disseram que o evento era muito importante. Em seguida, TODOS deram no p\u00e9 e foram cuidar dos seus neg\u00f3cios, que essa hist\u00f3ria dos detalhes \u00e9 para os trouxas, entre os quais se inclu\u00edam eu e o Rui Campos, que ficou at\u00e9 o <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2886\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2886','final')\" target=\"_blank\">final<\/a>.<\/p>\n<p>V\u00e1rios detalhes tamb\u00e9m t\u00eam seu peso no funcionamento das livrarias independentes. A crise na educa\u00e7\u00e3o j\u00e1 fechou livrarias no campus da UERJ e em outras universidades; a crise econ\u00f4mica evidentemente cobra seu pre\u00e7o.<\/p>\n<p>H\u00e1 uma quest\u00e3o mais geral que vale a pena mencionar. Os custos e a expectativa de rendimento de aplica\u00e7\u00f5es \u00e9 ditado pelo ritmo do mercado financeiro. E essa ciranda em que vivemos tem efeito, inclusive, no mercado imobili\u00e1rio: donos de im\u00f3veis querem ter o mesmo rendimento que o dinheiro aplicado nos bancos. Da\u00ed&#8230;<\/p>\n<p>Em resumo<\/p>\n<p>&#8211; A falta de informa\u00e7\u00e3o \u00e9 generalizada. A Amazon, \u00e9 claro, n\u00e3o informa nada de dados. A pesquisa de vendas online da Nielsen inclui os grandes varejistas e as vendas online deles, mas n\u00e3o as vendas das livrarias independentes. Desse modo, bases s\u00f3lidas s\u00e3o escassas para uma an\u00e1lise mais precisa sobre a import\u00e2ncia de cada canal.<\/p>\n<p>&#8211; A Amazon pode come\u00e7ar a atuar no varejo f\u00edsico? Pode, mas duvido. Entretanto, ningu\u00e9m conhece a caixinha de surpresas do Bezos e de seus lugares-tenente locais.<\/p>\n<p>&#8211; As independentes podem assumir um protagonismo maior? Podem, se houver uma supera\u00e7\u00e3o dos problemas. Como s\u00e3o antigos, conhecidos e n\u00e3o enfrentados a n\u00e3o ser com atos de boa vontade, duvido.<\/p>\n<p>&#8211; <em>Eppur si muove<\/em>, como disse Galileu. O simples crescimento demogr\u00e1fico e o aumento da popula\u00e7\u00e3o escolar (apesar dos esfor\u00e7os do atual governo para desmontar os mecanismos de inclus\u00e3o antes estabelecidos) s\u00e3o por si s\u00f3 garantia de crescimento do mercado editorial. E como o v\u00e1cuo \u00e9 inadmiss\u00edvel, se houver um colapso das redes, sa\u00edda da FNAC e outras trag\u00e9dias(?) mais, algo surgir\u00e1 para ocupar esse espa\u00e7o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos temas mais permanentes nas discuss\u00f5es do mercado editorial e livreiro \u2013 aqui e alhures \u2013 \u00e9 o papel e destino das livrarias independentes e das grandes cadeias. 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