{"id":2914,"date":"2016-07-08T11:22:23","date_gmt":"2016-07-08T14:22:23","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2914"},"modified":"2016-07-08T11:22:23","modified_gmt":"2016-07-08T14:22:23","slug":"livros-demais-prazer-e-dever","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2914","title":{"rendered":"LIVROS DEMAIS \u2013 PRAZER E DEVER"},"content":{"rendered":"<p>Moramos em um apartamento grande, comprado quando os filhos ainda estavam conosco. Agora grande demais. Ent\u00e3o, decidimos tentar vender e comprar algo um pouco menor, mais manej\u00e1vel. Com as atuais circunst\u00e2ncias de mercado, n\u00e3o est\u00e1 f\u00e1cil. Mas queremos fazer isso.<\/p>\n<p>Mudar de uma casa maior para outra menor significa desapegar, diminuir o peso e o tamanho da carga.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2918\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Scan_20160708-2-150x150.jpg\" alt=\"Scan_20160708 (2)\" width=\"150\" height=\"150\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2919\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Scan_20160708-5-150x150.jpg\" alt=\"Scan_20160708 (5)\" width=\"150\" height=\"150\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2920\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Scan_20160708-150x150.jpg\" alt=\"Scan_20160708\" width=\"150\" height=\"150\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/Scan_20160708-3-150x150.jpg\" alt=\"Scan_20160708 (3)\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2921\" \/><\/p>\n<p>A verdade \u00e9 que, nesses anos todos, o que mais cresceu foi nossa biblioteca. Como eu e Maria Jos\u00e9 somos ligados ao mercado editorial, digo sempre que livro, na nossa casa, n\u00e3o d\u00e1 filhote: d\u00e1 ninhada. S\u00f3 na semana passada, por exemplo, o correio entregou dois novos livros do fil\u00f3sofo Gabriel Zaid, gentilmente enviados por ele. Como sou um admirador (e tradutor) do Zaid, \u201cCronolog\u00eda del Progreso\u201d e \u201cEl Secreto de la Fama\u201d saltam para o topo da pilha. Some-se ainda o exemplar de \u201cO ex\u00edlio do Homem Cordial\u201d, ensaio sobre S\u00e9rgio Buarque de Hollanda escrito pelo meu amigo Jo\u00e3o C\u00e9zar de Castro Rocha. Tamb\u00e9m para o alto da pilha, al\u00e9m do romance \u201cCabo de Guerra\u201d, da Ivone Benedetti, que tem como tema os \u201ccachorros\u201d infiltrados pelos militares nas organiza\u00e7\u00f5es de esquerda durante a ditadura.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2915\" aria-describedby=\"caption-attachment-2915\" style=\"width: 300px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2915 size-medium\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/apt-11a-9-300x201.jpg\" alt=\"apt 11a-9\" width=\"300\" height=\"201\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/apt-11a-9-300x201.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/apt-11a-9-768x514.jpg 768w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2016\/07\/apt-11a-9-1024x685.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2915\" class=\"wp-caption-text\">Os livros se espalham pela casa inteira<\/figcaption><\/figure>\n<p>Assim, apesar da tentativa sempre presente de esvazi\u00e1-las, as prateleiras v\u00e3o se enchendo, e todos os c\u00f4modos da casa acabam tendo que ceder espa\u00e7o para os livros. Apesar de sermos leitores compulsivos, desde a adolesc\u00eancia, e sempre termos orgulho de nossos livros, n\u00e3o temos \u201cesp\u00edrito de colecionador\u201d e muito menos disposi\u00e7\u00e3o de construir uma biblioteca de modo sistem\u00e1tico.<\/p>\n<p>Dessa maneira, no decorrer dos anos, v\u00e1rias \u201cbaixas\u201d foram sendo dadas. Os livros de antropologia, por exemplo. Fiz uma lista de tudo que sabia que n\u00e3o mais leria ou releria, e mandei para a biblioteca do PPGAS \u2013 Programa de P\u00f3s Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social do Museu Nacional\/UFRJ, onde fiz o mestrado. Falei com a bibliotec\u00e1ria que escolhesse os que queria. S\u00f3 tinham que conseguir mandar buscar. Foi quase tudo, salvo os muito comuns, dos quais j\u00e1 havia v\u00e1rios exemplares por l\u00e1. Depois fiz uma grande lista de livros para Maria Zenita, bibliotec\u00e1ria que na \u00e9poca chefiava o Departamento de Bibliotecas P\u00fablicas da PMSP, escolher os que achava \u00fateis para incorporar ao acervo do sistema de bibliotecas p\u00fablicas da cidade. Quis todos.<\/p>\n<p>(Diga-se de passagem, fico sempre com pena das pobres bibliotec\u00e1rias que fazem campanhas de doa\u00e7\u00e3o de livros, diante da pen\u00faria de recursos para adquiri-los. Na maioria absoluta dos casos, o que as pessoas fazem \u2013 conscientes ou n\u00e3o \u2013 \u00e9 tirar o livro velho e in\u00fatil, o lixo, de casa, e deixar na porta das bibliotecas. J\u00e1 vi cada coisa&#8230;). Mas n\u00e3o era esse o caso. Modestamente, os livros eram bons e tive o cuidado de perguntar se seriam bem-recebidos.<\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>Mas n\u00e3o h\u00e1 como evitar que as prateleiras voltem a se encher.<\/p>\n<p>Outra solu\u00e7\u00e3o s\u00e3o os sebos. S\u00f3 que, v\u00e1rias vezes, levo um tanto e em vez de vend\u00ea-los (pelos poucos caramingu\u00e1s que os donos dos sebos oferecem), acabo trocando. Essa de trocar seis por meia d\u00fazia n\u00e3o \u00e9 uma boa para quem quer diminuir a quantidade.<\/p>\n<p>N\u00e3o sabemos quantos livros temos. Nunca consegui catalog\u00e1-los e nem mesmo cont\u00e1-los. A arruma\u00e7\u00e3o \u00e9 prec\u00e1ria, j\u00e1 que a pregui\u00e7a nem sempre faz que o livro tirado da prateleira volte ao mesmo lugar.<\/p>\n<p>E, claro, h\u00e1 muitos e muitos n\u00e3o lidos.<\/p>\n<p>Livros recebidos de presente, enviados pelas editoras, comprados no impulso. Coisas que os que gostam de ler conhecem muito bem.<\/p>\n<p>Outro dia, ponderando essa tarefa s\u00edsifica, fui-me interrogando.<\/p>\n<p>Nessas alturas da vida, evidentemente, nem que a \u00fanica coisa que fizesse at\u00e9 morrer fosse ler, n\u00e3o conseguiria ler (ou reler os que quero) todos que temos. Como diz o Zaid no seu delicioso ensaio, \u201cLivros Demais\u201d, que traduzi e foi editado pela Summus, essa \u00e9 uma verdade. Absoluta, diria. Existem mesmo livros demais.<\/p>\n<p>No papel de leitor, tenho algumas clarezas.<\/p>\n<p>Leio por prazer, certamente. Ali\u00e1s, um livro chato s\u00f3 \u00e9 enfrentado \u2013 quando o \u00e9 \u2013 por absoluta necessidade ou interesse profissional ou acad\u00eamico. Mas, mesmo n\u00e3o sendo chatos ou mal escritos, h\u00e1 livros \u2013 e s\u00e3o muitos \u2013 lidos por raz\u00f5es profissionais e de forma\u00e7\u00e3o. Nesses casos, o prazer decorre do conhecimento adquirido e do uso que dele se faz.<\/p>\n<p>O \u201cler por prazer\u201d, entretanto, nunca se esgota em um prazer abstrato, um prazer \u201cmetaf\u00edsico\u201d. Ler responde, sempre, inevitavelmente, a uma apropria\u00e7\u00e3o da leitura que passa desde o inconsciente at\u00e9 aquela meio indefin\u00edvel \u201cbagagem cultural\u201d ou instrumental de percep\u00e7\u00e3o do mundo, que faz parte do nosso ser. Nesse sentido espec\u00edfico, a distin\u00e7\u00e3o entre \u201cler por prazer\u201d e \u201cler por obriga\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9, de fato, n\u00e3o apenas irrelevante, como falsa.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o do fen\u00f4meno da leitura tem import\u00e2ncia variada, e consequ\u00eancias diversas. A primeira, e talvez a mais importante, diz respeito ao ensino da leitura (e da escrita), na escola.<\/p>\n<p>Recentemente, Pedro Almeida, que produz alguns textos bem instigantes sobre o prazer de ler e o trabalho editorial, teceu alguns coment\u00e1rios sobre o assunto, considerando os dados do \u00faltimo \u201cRetrato da leitura no Brasil\u201d. Particularmente o aspecto das influ\u00eancias \u2013 ou n\u00e3o \u2013 recebidas pelos entrevistados para que gostem <strong>de literatura<\/strong>. Aten\u00e7\u00e3o: literatura, n\u00e3o simplesmente leitura.<\/p>\n<p>Essa interpola\u00e7\u00e3o de termos (ler = dever # prazer) me pareceu sempre complicada. Certamente, para gostar de literatura <em>escrita<\/em> \u00e9 preciso saber ler. Mas o antrop\u00f3logo em mim lembra: sociedades \u00e1grafas t\u00eam literatura, transmitida oralmente.<\/p>\n<p>Assim, na verdade, tratamos de problemas distintos: o primeiro \u00e9 que, na nossa sociedade letrada e capitalista avan\u00e7ada, saber ler e escrever se torna, cada vez mais essencial; o segundo \u00e9 \u201cgostar de ler literatura\u201d. As duas coisas n\u00e3o devem ser confundidas.<\/p>\n<p>Se o primeiro aspecto \u00e9 essencialmente funcional (ler = dever), entretanto, isso n\u00e3o quer dizer que possa ser mecanicamente separado do segundo (ler = prazer). Aprender alguma coisa \u2013 seja leitura, tabuada ou mec\u00e2nica \u2013 se transforma em algo insuport\u00e1vel se n\u00e3o houver tanto uma compreens\u00e3o da necessidade de aprender, seja l\u00e1 qual for a quest\u00e3o em pauta, como tamb\u00e9m a descoberta de um prazer (ainda que utilit\u00e1rio) nisso. Como fazer essa simbiose est\u00e1 no \u00e2mbito da pedagogia.<\/p>\n<p>Se o professor n\u00e3o est\u00e1 capacitado para transmitir conhecimento de forma eficiente, o fracasso est\u00e1 \u00e0 porta. \u00c9 importante reconhecer que o est\u00edmulo \u00e0 leitura de literatura deve ser, realmente, parte disso. A transmiss\u00e3o mec\u00e2nica de t\u00e9cnicas certamente n\u00e3o proporcionar\u00e1 a ningu\u00e9m a capacidade de entender, compreender, desfrutar (ainda que utilitariamente) o texto, e muito menos de se expressar por escrito.<\/p>\n<p>S\u00f3 que despertar o prazer pela literatura n\u00e3o \u00e9, necessariamente, o objetivo da leitura. At\u00e9 porque existem pessoas cujas formas de express\u00e3o n\u00e3o passam necessariamente pelo desfrute da leitura. Pode se expressar visualmente, musicalmente, ou&#8230; pelos n\u00fameros. Tenho um conhecido levemente disl\u00e9xico. Ele l\u00ea, certamente, mas a leitura de mais de um par\u00e1grafo o deixa praticamente nauseado. Entretanto, colocado diante de n\u00fameros, ele os l\u00ea, e com uma flu\u00eancia que revela a <strong>minha<\/strong> \u201cdislexia\u201d matem\u00e1tica.<\/p>\n<p>Consideremos, no entanto, que o ensino da leitura \u2013 e da escritura \u2013 esteja umbilicalmente ligado \u00e0 leitura de literatura.<\/p>\n<p>Isso se torna particularmente importante com a abertura pedag\u00f3gica para a aceita\u00e7\u00e3o \u2013 principalmente na escrita \u2013 de normas consideradas \u201cn\u00e3o cultas\u201d. \u00c9 a pol\u00eamica do \u201censinar errado\u201d, que volta e meia reaparece na imprensa, inclusive de forma escandalosa. Penso que a utiliza\u00e7\u00e3o mais intensa da leitura das (no plural) literaturas, em paralelo ao ensino do escrever e \u00e0 compreens\u00e3o de que \u201cn\u00f3s pega o peixe\u201d n\u00e3o \u00e9 \u201cerrado\u201d, \u00e9 fundamental para que se estabele\u00e7a um equil\u00edbrio nessa quest\u00e3o. Mencionei literaturas no plural exatamente para que se possa ver como a express\u00e3o liter\u00e1ria pode incluir falares regionais, e do \u201cfalar errado\u201d, mas a percep\u00e7\u00e3o da efic\u00e1cia na comunica\u00e7\u00e3o escrita depende tamb\u00e9m da compreens\u00e3o e do uso da chamada norma \u201cculta\u201d (n\u00e3o gosto da express\u00e3o, com seu tom elitista, como se as demais fossem \u201cincultas\u201d e n\u00e3o apenas diferentes, e a uso aqui t\u00e3o somente por comodidade). Afinal, a multiplicidade de formas de express\u00e3o usadas pelos autores \u2013 em particular dos contempor\u00e2neos \u2013 acrescenta esse repert\u00f3rio aos que os alunos adquirem em casa e na rua, e n\u00e3o se contrap\u00f5e \u00e0 import\u00e2ncia do ensino \u201cfuncional\u201d da leitura e da escrita (e n\u00e3o esque\u00e7amos que a linguagem t\u00e9cnica, que \u00e9 um idioleto espec\u00edfico, tamb\u00e9m faz parte desse universo). Ou ser\u00e1 que algu\u00e9m acha que ler \u201cLa Divina Increnca\u201d, do Ju\u00f3 Bananere (Alexandre Ribeiro Marcondes Machado), far\u00e1 que os alunos escrevam \u201cerrado\u201d? E nem falemos da peculiar ortografia que o M\u00e1rio de Andrade usava&#8230;<\/p>\n<p>A exposi\u00e7\u00e3o bem motivada, dos alunos \u00e0 imensa diversidade das express\u00f5es liter\u00e1rias \u00e9 que ir\u00e1 construir a ponte entre a obriga\u00e7\u00e3o (funcional) e o prazer da leitura, da qual sempre se extraem elementos que enriquecem a percep\u00e7\u00e3o do mundo dos leitores.<\/p>\n<p>\u00c9 por isso mesmo que leremos at\u00e9 o final da vida, mesmo que n\u00e3o consigamos ler tudo que queremos. Leremos, desfrutaremos dessas leituras, ainda que o enriquecimento, com o passar do tempo, seja cada vez mais subjetivo e tenhamos menos capacidade de aplic\u00e1-lo no \u201cser no mundo\u201d de cada um de n\u00f3s.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Moramos em um apartamento grande, comprado quando os filhos ainda estavam conosco. Agora grande demais. Ent\u00e3o, decidimos tentar vender e comprar algo um pouco menor, mais manej\u00e1vel. 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