{"id":2789,"date":"2015-09-24T11:35:15","date_gmt":"2015-09-24T14:35:15","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2789"},"modified":"2015-09-24T11:35:15","modified_gmt":"2015-09-24T14:35:15","slug":"cadernos-de-livros-mais-um-que-se-foi","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2789","title":{"rendered":"CADERNOS DE LIVROS \u2013 MAIS UM QUE SE FOI"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2796\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/PN.jpg\" alt=\"PN\" width=\"597\" height=\"416\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/PN.jpg 597w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/PN-300x209.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 597px) 100vw, 597px\" \/><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2790\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/110_1454-kant1-211x300.jpg\" alt=\"A v\u00edtima mais recente\" width=\"211\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/110_1454-kant1-211x300.jpg 211w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/110_1454-kant1.jpg 250w\" sizes=\"(max-width: 211px) 100vw, 211px\" \/> Desde a semana passada o caderno Prosa &amp; Verso, d\u2019O Globo, foi reduzido a duas p\u00e1ginas dentro do Segundo Caderno do jornal. N\u00e3o sabemos quanto tempo isso ir\u00e1 durar at\u00e9 que seja definitivamente extinto.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 o primeiro \u2013 nem ser\u00e1 o \u00faltimo. Por a\u00ed ainda restam alguns poucos suplementos de livros nos jornais di\u00e1rios. De mem\u00f3ria, lembro dos \u00f3bitos pranteados abundamente em cada ocasi\u00e3o, do Ideias (do Jornal do Brasil \u2013 esse foi o mais radical, pois o jornal tamb\u00e9m s\u00f3 existe online como uma p\u00e1lida sombra do que foi), o Folhetim, e o Sab\u00e1tico, do Estad\u00e3o (que j\u00e1 era a und\u00e9cima encarna\u00e7\u00e3o do antigo Suplemento Liter\u00e1rio). Isso sem falar na long\u00ednqua extin\u00e7\u00e3o dos \u201crodap\u00e9s\u201d, que at\u00e9 a d\u00e9cada de sessenta sobreviviam aqui e ali, e que come\u00e7aram como misto de coluna de opini\u00e3o e cr\u00edtica liter\u00e1ria, em \u00e9pocas remotas, quando os jornais se sustentavam no prest\u00edgio de quem os escrevia (al\u00e9m de serem claramente jornais de fac\u00e7\u00f5es pol\u00edticas).<\/p>\n<p>Em quase todos os casos, certamente, as extin\u00e7\u00f5es se deram no bojo de visitas do famoso passaralho, essa ave de rapina que dizima reda\u00e7\u00f5es. E o passaralho est\u00e1 trepado no alto do morro, j\u00e1 assuntanto suas pr\u00f3ximas v\u00edtimas.<\/p>\n<p>\u00c9 f\u00e1cil jogar a culpa genericamente na gan\u00e2ncia e cegueira dos bar\u00f5es da imprensa.<\/p>\n<p>Evidentemente eles t\u00eam culpa \u2013 principalmente pela cegueira \u2013 embora a responsabilidade pelos infaustos \u00f3bitos n\u00e3o seja exclusiva deles. Mas, sem d\u00favida, \u00e9 deles a parcela principal.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2791\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/mat-26-2-2010-suplemento_literario_oesp-207x300.jpg\" alt=\"Suplemento Liter\u00e1rio\" width=\"207\" height=\"300\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/mat-26-2-2010-suplemento_literario_oesp-207x300.jpg 207w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/mat-26-2-2010-suplemento_literario_oesp.jpg 260w\" sizes=\"(max-width: 207px) 100vw, 207px\" \/>\u00a0Uma parte da \u201cculpa\u201d \u00e9 frequentemente jogada nas pr\u00f3prias editoras e livrarias, que n\u00e3o publicam anuncios que justificariam a exist\u00eancia dos cadernos. E citam como exemplo os que aparecem nas revistas das redes de livrarias.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vamos com calma.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o de an\u00fancios nos jornais \u00e9 praticamente imposs\u00edvel de ser coberto pela venda de livros. Quando muito, pelos best-sellers.<\/p>\n<p>A conta \u00e9 f\u00e1cil de fazer. Pelas tabelas atuais, sem descontos nem negocia\u00e7\u00f5es, um an\u00fancio de dez cent\u00edmetros por duas colunas sai assim:<\/p>\n<p>Estad\u00e3o \u2013 R$ 22.940,00 (Caderno 2)<\/p>\n<p>Folha de S. Paulo \u2013 R$ 22.580,00 (Ilustrada)<\/p>\n<p>O Globo \u2013 R$ 10.380,00 \u2013 (Segundo Caderno)<\/p>\n<p>Se tivermos um livro com o pre\u00e7o de capa de R$ 80,00, podemos, generosamente, supor que a verba para marketing equivalha a R$ 4,00 (correspondente a 5% do pre\u00e7o de capa. Para o editor sai, no m\u00ednimo, a 10% do l\u00edquido recebido).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2792\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/ideias-jb-150x150.gif\" alt=\"Ideias do JB\" width=\"150\" height=\"150\" \/>\u00a0A conta \u00e9 simples. A editora teria que vender 5.735 exemplares no Estad\u00e3o, 5.645 na Folha de S. Paulo e (incr\u00edvel!) apenas&#8230; 2.595 n\u2019O Globo. Isso apenas para empatar no custo. E, obviamente, n\u00e3o \u00e9 o suficiente.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2522\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books.jpg\" alt=\"banner e-books\" width=\"1262\" height=\"458\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books.jpg 1262w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books-300x109.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books-1024x372.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1262px) 100vw, 1262px\" \/><!--more--><\/p>\n<p>O resultado \u00e9 que as editores t\u00eam preferido fazer acordos com as livrarias para colocar os livros em pilhas nos locais privilegiados e publicar an\u00fancios nas respectivas publica\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2793\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/folhetim.png\" alt=\"O Folhetim\" width=\"140\" height=\"181\" \/>\u00a0Isso \u00e9 pago com descontos bonificados e exemplares dos livros. Seja qual for o valor acordado, o custo para a editora \u00e9 o equivalente ao que a livrarias (ou rede) pagaria l\u00edquido pelos exemplares. No caso de um livro de R$ 80,00, supondo o desconto geralmente praticado para esses grandes clientes, entre 55% e 60% do pre\u00e7o de capa, isso significaria a propria\u00e7\u00e3o de um valor entre R$ 36,00 e R$ 32,00. Por um custo certamente menor pelo espa\u00e7o e pelo an\u00fancio.<\/p>\n<p>Precisa desenhar?<\/p>\n<p>J\u00e1 faz algum tempo que n\u00e3o leio \u2013 em papel \u2013 os suplementos do New York Times e do El Pa\u00eds (Babelia). Entretanto, mesmo nas vers\u00f5es online, pode-se notar que a publicidade que aparece nesses jornais t\u00eam uma parte substancial de produtos que podem interessar a um p\u00fablico mais qualificado: aparelhos eletr\u00f4nicos, autom\u00f3veis, leil\u00f5es de arte e coisas desse tipo. Parece evidente que esses jornais sabem que a publicidade de livros n\u00e3o seria o suficiente para manter a estrutura dos cadernos. De fato, quem publica an\u00fancios de livros, no mercado do EUA, \u00e9 a Publisher\u2019s Weekly, cujo alvo s\u00e3o os livreiros, e n\u00e3o os compradores finais de livros. E os mega-bestsellers, \u00e9 caro.<\/p>\n<p>No entanto, tanto nos EUA quanto na Europa parece que existe tamb\u00e9m uma diminui\u00e7\u00e3o dos suplementos propriamente liter\u00e1rios.<\/p>\n<p>Em 2007 o Ita\u00fa Cultural promoveu um semin\u00e1rio sobre jornalismo cultural, a prop\u00f3sito do programa Rumos. Desse encontro nasceu umn livro que reuniu as interven\u00e7\u00f5es de convidados nacionais e internacionais ao evento.<\/p>\n<p><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.gruposummus.com.br\/summus\/livro\/1019\/Rumos+[do]+jornalismo+cultural');\"  href=\"http:\/\/www.gruposummus.com.br\/summus\/livro\/1019\/Rumos+[do]+jornalismo+cultural\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.gruposummus.com.br%2Fsummus%2Flivro%2F1019%2FRumos%2B%5Bdo%5D%2Bjornalismo%2Bcultural','')\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2794\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/09\/rumos-jc.jpg\" alt=\"rumos jc\" width=\"158\" height=\"180\" \/><\/a>\u00a0Para encerrar essas reflex\u00f5es, quero citar alguns trechos da interven\u00e7\u00e3o de Andr\u00e1s Szant\u00f3, que na \u00e9poca era diretor do <em>National Arts Journalism Program<\/em>, e hoje ensina no Sotheby\u2019s Institute of Art em Nova York.<\/p>\n<p>\u201cAtualmente emerge um novo modelo de jornalismo cultural, que eu chamaria de modelo de <em>servi\u00e7o<\/em>. A id\u00e9ia \u00e9 a de que n\u00f3s, editores, n\u00e3o possu\u00edmos o conhecimento relevante. \u00c9 o leitor que tem a especializa\u00e7\u00e3o relevante: porque apenas ele sabe o que quer fazer no fim-de-semana e como deseja usar seu tempo livre para divertir-se ou edificar-se. Nossa tarefa enquanto jornal \u00e9 proporcionar ao leitor toda a informa\u00e7\u00e3o que possa necessitar para tomar uma decis\u00e3o, sob a forma de enormes listas de programas e an\u00fancios, sobre como usar seu tempo livre. [&#8230;] O resultado desse jornalismo cultural orientado para o servi\u00e7o \u00e9 o que se percebe atualmente na maioria dos jornais americanos. Mais da metade do espa\u00e7o editorial destinado ao jornalismo cultural consiste em listas: intermin\u00e1veis colunas detalhando todas as exposi\u00e7\u00f5es, todas as apresenta\u00e7\u00f5es musicais, todas as confer\u00eancias que aconte\u00e7am na cidade. O leitor tem menos resenhas cr\u00edticas, porque se assume que a informa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica, a intelig\u00eancia cr\u00edtica est\u00e1 com o leitor. O papel do jornal \u00e9 o de simplesmente proporcionar esse vasto painel de informa\u00e7\u00f5es. Isso produz uma cobertura cultural rasa, mas \u00fatil.<\/p>\n<p>[&#8230;]<\/p>\n<p>Deve-se notar que essas mudan\u00e7as acontecem n\u00e3o por causa de press\u00e3o da ind\u00fastria cultural, mas pela mudan\u00e7a da tradicional seletividade cr\u00edtica editorial na dire\u00e7\u00e3o de um servi\u00e7o mec\u00e2nico prestado ao leitor.[&#8230;] Salvar a cobertura da alta-arte, entretanto, muitas vezes envolve uma esp\u00e9cie de pacto faustiano. A cobertura de teatros, museus ou m\u00fasica cl\u00e1ssica est\u00e1 cada vez mais frequentemente empacotada com artigos sobre estilo de vida, jardinagem, viagens e culin\u00e1ria. A cultura est\u00e1 cada vez mais embutida dentro de se\u00e7\u00f5es engra\u00e7adas e estilosas, nas quais se sup\u00f5e que os leitores tenham mais interesse.<\/p>\n<p>O jornal tem uma meia d\u00fazia de cadernos, e a primeira coisa que fa\u00e7o (e n\u00e3o me orgulho disso), \u00e9 jogar fora o caderno de Esportes. N\u00e3o me interesso por esportes, ent\u00e3o jogo fora. E isso \u00e9 o que muitas pessoas fariam com o caderno de Alta Cultura. Oitenta por cento dos leitores o jogariam na lata de lixo. Obviamente o risco \u00e9 muito menor disso acontecer com um caderno que empacote mat\u00e9rias variadas sobre estilo de vida\u201d.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que os cadernos de livros v\u00e3o desaparecendo, para o empobrecimento geral de todos. Os que sobrevivem precisam encontrar novas formas de financiar esse conte\u00fado, sob press\u00e3o dos departamentos comerciais, que reclamam que os editores \u2013 e livreiros \u2013 n\u00e3o querem gastar dinheiro com publicidade.<\/p>\n<p>O triste, na verdade, \u00e9 que essa perda de massa cr\u00edtica na imprensa acaba se refletindo, negativamente, no pr\u00f3prio desempenho dos jornais. Tudo est\u00e1 na Internet, mas ali, em grande medida, s\u00f3 achamos a informa\u00e7\u00e3o bruta, principalmente nos portais agregadores. Com raras exce\u00e7\u00f5es encontramos a intelig\u00eancia e a reflex\u00e3o que exigem o velho e penoso trabalho de apura\u00e7\u00e3o, um conhecimento m\u00ednimo (mas abrangente) das quest\u00f5es culturais, geralmente perdidos na selva salvaggia ed aspra e forte que \u00e9 o ciberespa\u00e7o.<\/p>\n<p>Quantas dessas pessoas por a\u00ed (com as tradicionais e honros\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es) acham que \u201cLavoura Arcaica\u201d \u00e9 um livro de agricultura, ou que \u201cA Montanha M\u00e1gica\u201d talvez seja um suced\u00e2neo do Harry Porter?<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Desde a semana passada o caderno Prosa &amp; Verso, d\u2019O Globo, foi reduzido a duas p\u00e1ginas dentro do Segundo Caderno do jornal. N\u00e3o sabemos quanto tempo isso ir\u00e1 durar at\u00e9 que seja definitivamente extinto. N\u00e3o \u00e9 o primeiro \u2013 nem ser\u00e1 o \u00faltimo. 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