{"id":2591,"date":"2015-01-26T18:19:57","date_gmt":"2015-01-26T21:19:57","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2591"},"modified":"2015-01-26T18:19:57","modified_gmt":"2015-01-26T21:19:57","slug":"novos-modos-de-publicar-traducoes","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2591","title":{"rendered":"Novos modos de publicar tradu\u00e7\u00f5es"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2592\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Capturar1.jpg\" alt=\"Capturar\" width=\"529\" height=\"197\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Capturar1.jpg 529w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Capturar1-300x112.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 529px) 100vw, 529px\" \/><br \/>\nRebecca Carter<\/p>\n<p>Rebecca Carter \u00e9 agente na Janklow &amp; Nesbit e publicou este artigo no portal <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/publishingperspectives.com\/2015\/01\/new-ways-publishing-translations\/%20');\"  href=\"http:\/\/publishingperspectives.com\/2015\/01\/new-ways-publishing-translations\/%20\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fpublishingperspectives.com%2F2015%2F01%2Fnew-ways-publishing-translations%2F%2520','Publishing+Perspectives')\" target=\"_blank\"><em>Publishing Perspectives<\/em><\/a>, no dia 5 de janeiro de 2015.<\/p>\n<p>Quando me pediram para escrever este artigo, havia rec\u00e9m-chegado do Harrogate Crime Writing Festival, onde assisti a um painel sobre auto publica\u00e7\u00e3o. Um grupo de escritores de romances policiais havia auto publicado com sucesso seus livros e debatia os pr\u00f3s e os contra. Havia muitos pr\u00f3s. Eles tinham um relacionamento muito direto com seus leitores, que alimentavam com cuidado. Alguns deles realmente haviam ganho bastante dinheiro. De fato, um deles, depois de haver sido selecionado pela HarperCollins depois do sucesso de sua auto publica\u00e7\u00e3o, estava t\u00e3o desiludido com a experi\u00eancia (e muito endividado) que voltou para auto publica\u00e7\u00e3o. Todos compartilhavam tr\u00eas coisas em comum: passaram anos tentando ser editados pelo caminho convencional; acreditavam profundamente na import\u00e2ncia central de um relacionamento editorial (se havia algo que os levaria de volta para a edi\u00e7\u00e3o tradicional, seria isso); o sucesso deles devia-se totalmente \u00e0 ferramenta de auto publica\u00e7\u00e3o do Kindle, da Amazon. Era como se n\u00e3o existisse qualquer outra forma de auto publica\u00e7\u00e3o. A maior parte deles havia come\u00e7ado auto publicar por volta de 2011, pouco depois do lan\u00e7amento do Kindle no Reino Unido, que levou a um aumento da fome por e-books. O que haviam descoberto era que, manipulando o pre\u00e7o dos seus e-books para torn\u00e1-los extremamente baratos (ou at\u00e9 mesmo gratuitos), podiam atrair uma grande quantidade de downloads, melhorando assim sua posi\u00e7\u00e3o nas quantifica\u00e7\u00f5es do Kindle e atraindo a aten\u00e7\u00e3o dos leitores. Isso ent\u00e3o se transformou em auto sustenta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2593\" aria-describedby=\"caption-attachment-2593\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"size-full wp-image-2593\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Rebecca-Carter-200x300.jpg\" alt=\"Rebecca Carter \u00e9 agente liter\u00e1ria. \" width=\"200\" height=\"300\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2593\" class=\"wp-caption-text\">Rebecca Carter \u00e9 agente liter\u00e1ria.<\/figcaption><\/figure>\n<p>Para todos apaixonados por ter livros estrangeiros em ingl\u00eas \u2013 seja seus vendedores de direitos, tradutores ou autores \u2013 existe a tenta\u00e7\u00e3o, quando encontram resist\u00eancia dos editores, de tomar as coisas em suas pr\u00f3prias m\u00e3os. De alguma maneira, isso vem acontecendo j\u00e1 faz algum tempo. Os tradutores fazem muito lobby junto aos editores sobre livros em particular; autores e detentores de direitos encomendam longos excertos de tradu\u00e7\u00e3o para convencer os editores a assumir os riscos; pequenas editoras independentes surgiram especializadas em tradu\u00e7\u00e3o. Entretanto, nos \u00faltimos anos, aumentaram as oportunidades para o \u201cfa\u00e7a voc\u00ea mesmo\u201d. Em uma era na qual a editora\u00e7\u00e3o est\u00e1 se redefinindo, isso \u00e9 t\u00e3o excitante quanto desafiador.<\/p>\n<p><strong>A Amazon muda o jogo?<\/strong><\/p>\n<p>Voltemos a auto publica\u00e7\u00e3o da Amazon. Uma das muitas raz\u00f5es pelas quais me tornei agente liter\u00e1ria (depois de quinze anos como editora na Random House) foi para ser capaz de experimentar novos meios de publica\u00e7\u00e3o \u2013 algo que era relativamente dif\u00edcil como uma pequena engrenagem dentro de uma grande m\u00e1quina corporativa. Um dos grandes problemas enfrentados pelos agentes liter\u00e1rios hoje \u00e9 em que medida eles se tornam \u201ceditores\u201d, ou mesmo se devem fazer isso. Apesar de que, como agente, estar trabalhando com uma quantidade muito menor de autores que n\u00e3o escrevem em ingl\u00eas do que quando era editora (meu foco principal agora \u00e9 representar o que melhor se escreve em ingl\u00eas), no entanto tenho alguns autores que precisam ser traduzidos. E este ano fiquei frustrada por n\u00e3o ter sido capaz de achar uma editora para um romance franc\u00eas. O entusiasmo pela Amazon desses escritores em Harrogate era tentador. Eu tinha um bom relacionamento com o autor, o tradutor e o editor original desse romance franc\u00eas. O que me impediria de sugerir uma experi\u00eancia de auto publica\u00e7\u00e3o? Na verdade, naquele mesmo ano eu j\u00e1 tivera uma reuni\u00e3o com um representante do programa \u201cWhite Glove\u201d da Amazon \u2013 esquema com um nome sinistro para agentes ajudarem seus autores a auto publicar e comercializar seus livros na Amazon. Andei brincando com a ideia de tentar isso. Mas havia muitos impedimentos. Auto publicar romances policiais \u00e9 uma coisa; fic\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria, outra. Aqueles autores de livros policiais confiavam em pre\u00e7os baixos e na popularidade do g\u00eanero para lhes oferecer uma plataforma online na qual pudessem come\u00e7ar a criar uma comunidade de f\u00e3s; mas eu n\u00e3o conseguia ver leitores de Kindle fazendo fila para, digamos, baixar a tradu\u00e7\u00e3o de um romance chin\u00eas s\u00f3 porque tinha pre\u00e7o baixo ou era gr\u00e1tis. Seria muito mais dif\u00edcil adquirir visibilidade. E isso antes de qualquer obje\u00e7\u00e3o \u00e9tica ao potencial monop\u00f3lio da Amazon.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignnone size-full wp-image-2522\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books.jpg\" alt=\"banner e-books\" width=\"1262\" height=\"458\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books.jpg 1262w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books-300x109.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/12\/banner-e-books-1024x372.jpg 1024w\" sizes=\"(max-width: 1262px) 100vw, 1262px\" \/><\/p>\n<p><!--more--><\/p>\n<p>\u201cComunidade\u201d \u00e9, sem d\u00favida, a palavra-chave. O mundo editorial aprendeu muitas li\u00e7\u00f5es duras com a Amazon, mas uma das maiores \u00e9 a import\u00e2ncia de coligir e explorar os dados sobre os h\u00e1bitos de leitura de seus clientes. Isso conduz a um foco cada vez maior na comercializa\u00e7\u00e3o de massa \u2013 na cria\u00e7\u00e3o de \u201ccomunidades\u201d ao redor de autores que j\u00e1 s\u00e3o marcas e grandes vendedores. Mas n\u00e3o \u00e9 por acaso que uma das primeiras incurs\u00f5es da Amazon na publica\u00e7\u00e3o, lan\u00e7ada em maio de 2010, foi a Amazon Crossings, o selo de tradu\u00e7\u00f5es que usou o feedback de clientes e \u201coutros dados dos sites da Amazon pelo mundo todo para identificar livros excepcionais que merecem uma audi\u00eancia mais ampla, global\u201d. A Amazon identificou uma comunidade muito forte e mal servida: leitores com interesse em livros de outros pa\u00edses.<\/p>\n<p>Lembro de ter ido a uma festa de lan\u00e7amento em 2008, na qual um amigo do autor havia sido gerente da Amazon durante seu lan\u00e7amento, e agora trabalhava com outras start-ups digitais. Eu trabalhava como editora na Random House na \u00e9poca. Comentei como ele sobre meu entusiasmo por como a Internet estava reunindo pessoas que tinham entusiasmo pela tradu\u00e7\u00e3o, e como imaginava modos de usar a \u201cplataforma\u201d da Random House para troca de ideias ao redor do mundo sobre livros a serem traduzidos para o ingl\u00eas. Ele praticamente me disse que n\u00e3o iria valer a pena: \u201cAmazon vai fazer isso\u201d, disse (como se s\u00f3 valesse a pena fazer coisas se isso pudesse ser GRANDE). Sim, subsequentemente ficou provado que vale muito a pena fazer isso, mesmo que seja em pequena escala. A comunidade dos interessados em tradu\u00e7\u00f5es n\u00e3o se entusiasma facilmente com algoritmos e produto. Nunca se interessou no assunto por conta do dinheiro, salvo como meio de fazer as coisas; sua dedica\u00e7\u00e3o se dedica mais ao artesanato da boa tradu\u00e7\u00e3o, e ligar leitores e culturas pelo globo.<\/p>\n<p><strong>Pequenas editoras iniciantes focadas na tradu\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2594\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/And-Other-Stories-300x156.png\" alt=\"And-Other-Stories-300x156\" width=\"300\" height=\"156\" \/>Testemunha isso o sucesso da pequena editora <em>And Other Stories.<\/em> Lan\u00e7ada em 2010 (o mesmo ano da Amazon Crossings), <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.andotherstories.org\/%20');\"  href=\"http:\/\/www.andotherstories.org\/%20\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.andotherstories.org%2F%2520','And+Other+Stories')\" target=\"_blank\"><em>And Other Stories<\/em><\/a> tamb\u00e9m tinha elementos de levantamentos cruzados de informa\u00e7\u00f5es em seu modelo de neg\u00f3cios, mas de uma maneira bem diferente. Stefan Tobler e seus colegas organizaram grupos de leitura em l\u00ednguas estrangeiras para permitir que o p\u00fablico sugerisse livros que deveriam ser traduzidos. Tamb\u00e9m encorajavam positivamente recomenda\u00e7\u00f5es de tradutores e, usando um modelo de subscri\u00e7\u00e3o que os leitores podiam assinar para receber v\u00e1rios livros por ano, eles n\u00e3o apenas ajudaram a pr\u00e9-financiar suas publica\u00e7\u00f5es, como criaram uma comunidade pronta para receb\u00ea-las. Comunidade est\u00e1 no centro do que And Other Stories faz. Apelam para a dedica\u00e7\u00e3o e experi\u00eancia de comunidades existentes, e expandem ainda mais essas comunidades ao organizar impressionantes eventos ao vivo que trazem pessoas (algo como Peirene Press tamb\u00e9m fez com sucesso nos \u201csal\u00f5es\u201d que o editor Meike Ziervogel organizava em sua casa). Isso provocou a aten\u00e7\u00e3o sobre eles de outras comunidades maiores. Quando o romance \u201cFesta no Covil\u201d, de Juan Pablo Villlobos entrou na lista dos finalistas do Guardian First Book Award, eles apelaram para a comunidade do Guardian. Quando \u201cSwimming Home\u201d, de Deborah Levy, entrou na lista dos finalistas do Man Booker, eles entraram no radar do conjunto das comunidades liter\u00e1rias.<\/p>\n<p>O poder da multid\u00e3o pode ser embriagador em tais circunst\u00e2ncias, mas os recursos de uma editora s\u00e3o necessariamente limitados, e o sucesso n\u00e3o acontece sem um foco incr\u00edvel. <em>And Other Stories<\/em> tem um jeito bem esperto de trabalhar, mas tamb\u00e9m tem na cabe\u00e7a um editor com \u00f3timo gosto e boa capacidade de julgamento, Stefan Tobler. Os editores falam muito sobre \u201cnichos\u201d, ou seja, os espa\u00e7os dispon\u00edveis em seus cat\u00e1logos. Sempre haver\u00e1 muito mais livros estrangeiros de m\u00e9rito do que \u201cnichos\u201d para abrig\u00e1-los, de modo que sempre necessitaremos de curadores informados e apaixonados para tomar decis\u00f5es dif\u00edceis. Um dos aspectos excitantes sobre a atual disrup\u00e7\u00e3o no mundo editorial \u00e9 que novas editoras surgem como \u201co bambu depois da chuva\u201d, como diz o ditado chin\u00eas. Estas s\u00e3o dirigidas por indiv\u00edduos determinados, que compreendem que os livros que desejam ler s\u00f3 ser\u00e3o publicados se eles mesmo fizerem isso.<\/p>\n<figure id=\"attachment_2595\" aria-describedby=\"caption-attachment-2595\" style=\"width: 265px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"wp-image-2595 size-full\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Deep-Vellum2.jpeg\" alt=\"Will Evans da Deep Vellum\" width=\"265\" height=\"190\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2595\" class=\"wp-caption-text\">Will Evans da Deep Vellum<\/figcaption><\/figure>\n<p>Um desses \u00e9 Will Evans, que est\u00e1 no processo de lan\u00e7amento de uma nova editora em Dallas, chamada <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/deepvellum.org\/%20');\"  href=\"http:\/\/deepvellum.org\/%20\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fdeepvellum.org%2F%2520','Deep+Vellum')\" target=\"_blank\"><em>Deep Vellum<\/em><\/a>. Graduado em literatura russa, e tradutor, Evans ficou espantado com a escassez de tradu\u00e7\u00f5es do russo, mas tamb\u00e9m como a literatura russa se relaciona com o resto da literatura mundial. Era um leitor \u00e1vido de revistas na web, como a <em>The Quartely Conversations<\/em> e <em>Three Percent<\/em>, esta \u00faltima ligada \u00e0 fabulosa editora de tradu\u00e7\u00f5es dos EUA que tem o apoio da University of Rochester, <em>Open Letter Books<\/em>. Inspirado pelo conselho de seu editor, Chad Post, de que a \u00fanica maneira dele ver mais tradu\u00e7\u00f5es publicadas era come\u00e7ando sua pr\u00f3pria editora, Evans passou um ver\u00e3o como estagi\u00e1rio de Chad na Open Letter, e depois fez justamente isso. A Open Letter est\u00e1 realmente se tornando uma sementeira de novos empreendimentos. Sua influ\u00eancia \u00e9 \u00f3bvia na <em>And Other Stories<\/em>, e justamente semana passada fui ao lan\u00e7amento de uma nova editora no Reino Unido, a <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/fitzcarraldoeditions.com\/');\"  href=\"https:\/\/fitzcarraldoeditions.com\/\" onclick=\"return TrackClick('https%3A%2F%2Ffitzcarraldoeditions.com%2F','Fitscarraldo+Editions')\" target=\"_blank\"><em>Fitscarraldo Editions<\/em><\/a>, \u00a0que tem como um de seus primeiros lan\u00e7amentos a publica\u00e7\u00e3o no Reino Unido de Zone, de Mathias Enard, publicado pela primeira vez pela Open Press em 2010. Em Berlim, EJ Van Lanen, um dos membros do triunvirato que fundou a <em>Open Letter<\/em>, estabeleceu a <em><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/frischand.co\/');\"  href=\"http:\/\/frischand.co\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Ffrischand.co%2F','Frisch+%26amp%3B+Co')\" target=\"_blank\">Frisch &amp; Co<\/a>.<\/em>\u00a0 para publicar tradu\u00e7\u00f5es em e-book (em contraste com Fitzcarraldo, que foca na publica\u00e7\u00e3o de belos livros impressos).<\/p>\n<p>Quando chega o momento de decidir que livros publicar, EJ Van Lanen, que estabeleceu praticamente uma opera\u00e7\u00e3o de um homem s\u00f3, tem um m\u00e9todo interessante. Percebendo que se fosse gastar todo seu tempo peneirando recomenda\u00e7\u00f5es e propostas, e assistindo feiras de livros, jamais teria tempo para publicar qualquer livro, decidiu estreitar o campo formando alian\u00e7as com as melhores editoras estrangeiras. \u00a0Na Alemanha, por exemplo, ele trabalha com a Suhrkamp Verlag, selecionando livros de seu cat\u00e1logo para sua lista. Inevitavelmente, o departamento de direitos da Suhrkamp quer reservar os livros que acha que tem maior chance de vender para uma editora brit\u00e2nica ou dos EUA, mas isso n\u00e3o deixa Van Lanen chateado. Ele me disse, sarcasticamente, que ainda sobram muitos livros interessantes entre os quais escolher. A outra inova\u00e7\u00e3o do modelo de Van Lanen \u00e9 n\u00e3o pagar adiantamentos, nem mesmo para o tradutor, mas em vez disso compartilha generosamente os ingressos. Ele, o editor original e o tradutor, juntos assumem os riscos financeiros, mas se beneficiam se o livro for um sucesso. No outono passado ele publicou <em>Der Turm (A Torre)<\/em> de Uwe Tellkamp, em uma tradu\u00e7\u00e3o de Michael Mitchell. O livro foi o ganhador do Pr\u00eamio do Livro Alem\u00e3o, e foi levado em considera\u00e7\u00e3o por editoras inglesas e dos EUA, mas talvez abandonado por conta do tamanho assustador, novecentas p\u00e1ginas. Mas o coment\u00e1rio pr\u00e9-publica\u00e7\u00e3o ao redor da edi\u00e7\u00e3o de Van Lanen foi tamanha que a Penguin adquiriu os direitos de editar uma edi\u00e7\u00e3o impressa. Apesar de Van Lanen n\u00e3o encorajar o envio de propostas, sempre est\u00e1 aberto a sugest\u00f5es, particularmente em idiomas como o chin\u00eas, para a qual dificilmente acharia um parceiro editor. Por exemplo, ele est\u00e1 publicando a tradu\u00e7\u00e3o feita por Nicky Herman da novela de Hang Dong, <em>A Tabby-cat\u2019s Tale<\/em>, que ela prop\u00f4s. E ainda est\u00e1 buscando editoras parceiras, com a Fran\u00e7a como uma aus\u00eancia not\u00e1vel.<\/p>\n<p>N\u00e3o sei o que os franceses est\u00e3o esperando: Frisch &amp; Co. evidentemente \u00e9 um caminho maravilhoso para entrar no idioma ingl\u00eas. Mas parece ser apenas uma quest\u00e3o de tempo antes que editoras estrangeiras e ag\u00eancias liter\u00e1rias estabele\u00e7am seus pr\u00f3prios selos de edi\u00e7\u00e3o em ingl\u00eas. Afinal, <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.europaeditions.com\/');\"  href=\"http:\/\/www.europaeditions.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.europaeditions.com%2F','Europa+Books')\" target=\"_blank\"><em>Europa Books<\/em><\/a>\u00a0estabeleceu um caminho brilhante. Iniciada em 2005 por Sandro Ferri e Sandra Ozzola Ferri, propriet\u00e1rios da editora italiana <em>Edizioni E\/O<\/em>, entre seus primeiros livros estava a tradu\u00e7\u00e3o do romance italiano <em>Days of Abandonment, <\/em>de Elena Ferrante. Ferrante agora \u00e9 uma autora bestseller internacional, e a Europa tem sido altamente bem-sucedida, expandindo para a publica\u00e7\u00e3o de autores que escrevem em ingl\u00eas, e atraindo leitores leais que compram todos seus t\u00edtulos, com suas capas elegantes.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>IDENTIDADE E MODELO S\u00c3O A CHAVE<\/strong><\/p>\n<p><strong>\u00a0<\/strong>\u00a0Identidade \u00e9 muito importante para uma pequena editora que queira atrair seguidores. N\u00e3o \u00e9 suficiente apenas publicar bons livros: esses livros devem criar um mundo ao qual os leitores desejem pertencer. Especializar ou n\u00e3o especializar \u00e9 uma das quest\u00f5es. Will Evans, da <em>Deep Vellum<\/em> est\u00e1 determinado a que, ainda que suas ra\u00edzes estejam na literatura russa, sua editora seja sobre \u201cliteratura mundial\u201d e como autores de diferentes idiomas falam uns com os outros. O entusiasmado relan\u00e7amento da <em>Pushkin Press<\/em> sob os novos propriet\u00e1rios, Adam Freudenheim e Stephanie Seegmuller, colocou o internacionalismo no cora\u00e7\u00e3o da identidade da editora. Seu website declara que publica \u201cas melhores hist\u00f3rias do mundo\u201d. Na <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.hispabooks.com\/');\"  href=\"http:\/\/www.hispabooks.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.hispabooks.com%2F','Hispabooks')\"><em>Hispabooks<\/em><\/a>, \u00a0entretanto, tudo \u00e9 sobre a literatura espanhola. Fundada em 2011 por Ana P\u00e9rez Galv\u00e1n e Gregorio Doval, dois editores experientes que sentiam que n\u00e3o havia suficiente livros escritos em espanhol alcan\u00e7ando leitores em ingl\u00eas, <em>Hispabooks<\/em> emula a <em>Fritsch &amp; Co.<\/em>, publicando e-edi\u00e7\u00f5es, mas tamb\u00e9m est\u00e1 determinada a colocar seus livros impressos sob demanda nas livrarias f\u00edsicas. Isso tem sido um desafio, admite Ana P\u00e9rez Galv\u00e1n, porque as livrarias n\u00e3o costumam entender que podem devolver os livros impressos sob demanda, e portanto ficam indecisas para encomend\u00e1-los.<\/p>\n<p>Este \u00e9 um momento em que as editoras pequenas e iniciantes est\u00e3o experimentando com diferentes modelos financeiros, novas formas de distribui\u00e7\u00e3o, e equil\u00edbrios interessantes entre e-books e livros f\u00edsicos. No momento, fa\u00e7o neg\u00f3cios com a valente <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.valancourtbooks.com\/');\"  href=\"http:\/\/www.valancourtbooks.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.valancourtbooks.com%2F','Valancourt+Books%2C')\" target=\"_blank\"><em>Valancourt Books<\/em>,<\/a>\u00a0\u00a0dirigida por Kay Jenkins, da Virg\u00ednia, e especializada em fic\u00e7\u00e3o rara, negligenciada e esgotada. Jenkins est\u00e1 republicando um autor que represento, Isabel Colegate. Baixos custos fixos, pouco ou nenhum adiantamento a ser pago, tornam praticamente vi\u00e1vel o neg\u00f3cio com e-books e edi\u00e7\u00e3o em impress\u00e3o sob demanda em ingl\u00eas. Mas as tradu\u00e7\u00f5es t\u00eam um custo alto. <em>Frisch &amp; Co.<\/em> equacionam o problema pedindo ao tradutor que aceite pagamento depois que o livro est\u00e1 sendo vendido, se uma bolsa para tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o estiver dispon\u00edvel. Outros editores dependem mais de financiamentos p\u00fablicos, apesar dos propriet\u00e1rios da <em>Hispabooks<\/em> estarem frustrados pelo fato de, como editores baseados na Espanha, n\u00e3o s\u00e3o eleg\u00edveis para o apoio governamental dado a editores brit\u00e2nicos ou dos Estados Unidos que traduzem livros do espanhol. Para Evans, na <em>Deep Vellum<\/em>, a filantropia local dever\u00e1 ser a resposta. Dallas, onde est\u00e1 baseado, \u00e9 uma cidade internacional com uma forte tradi\u00e7\u00e3o de doa\u00e7\u00e3o para as artes, mas n\u00e3o para literatura. Ao instituir a <em>Deep Vellum<\/em> como organiza\u00e7\u00e3o sem fins lucrativos, ele almeja conseguir pessoas em Dallas que leiam e apreciem tradu\u00e7\u00f5es, com esperan\u00e7a de que as financiem tamb\u00e9m.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" class=\"alignleft size-full wp-image-2596\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/Unbound-logo-300x168.jpg\" alt=\"Unbound-logo-300x168\" width=\"300\" height=\"168\" \/> Quando observo \u00e0 frente, vejo editores experimentando cada vez mais com o envolvimento com a \u201cmultid\u00e3o\u201d, seja na escolha, na tradu\u00e7\u00e3o, financiamento ou divulga\u00e7\u00e3o da literatura estrangeira. Plataformas cruzadas de financiamento como <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/unbound.co.uk\/books');\"  href=\"http:\/\/unbound.co.uk\/books\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Funbound.co.uk%2Fbooks','Unbound')\" target=\"_blank\"><em>Unbound<\/em><\/a> (que recentemente teve um livro na lista ampla do Man Booker Prize), podem abra\u00e7ar tamb\u00e9m a literatura estrangeira e \u2013 para o bem ou para o mal \u2013 provavelmente veremos tradu\u00e7\u00f5es colaborativas online. Na semana em que escrevi isto, uma nova editora chamada <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.advanceeditions.com\/');\"  href=\"http:\/\/www.advanceeditions.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.advanceeditions.com%2F','Advance+Editions')\" target=\"_blank\"><em>Advance Editions<\/em><\/a> foi lan\u00e7ada, na qual os leitores s\u00e3o encorajados a dar sugest\u00f5es editoriais sobre um texto antes que seja publicada a vers\u00e3o definitiva. Deixando de lado a sabedoria (ou n\u00e3o) de um autor abrir-se ao bombardeio de uma multid\u00e3o de editores amadores, isso tamb\u00e9m levanta a quest\u00e3o de que trabalho deveria ser pago. \u201cEnvolvimento no processo\u201d poderia ser visto como outra forma de dizer \u201ctrabalho gratuito\u201d, e certamente autores, editores e tradutores ser\u00e3o progressivamente cada vez mais solicitados a contribuir gratuitamente com seu tempo, ou sendo pagos com valores abaixo dos do mercado, com a esperan\u00e7a de receber remunera\u00e7\u00e3o maior mais adiante.<\/p>\n<p>Quando o limite entre \u201camador\u201d e profissional\u201d se torna cada vez mais difusa, a necessidade de curadores \u2013 editores de alta capacidade, tradutores e criadores de tend\u00eancias \u2013 se tornar\u00e1 cada vez mais aguda. Sempre percebi que, apesar da edi\u00e7\u00e3o de tradu\u00e7\u00f5es ser uma ocupa\u00e7\u00e3o de nicho, as inova\u00e7\u00f5es que ocorrem na \u00e1rea s\u00e3o da maior relev\u00e2ncia para o resto do mundo editorial \u2013 e \u00e9 frequentemente aqui, atrav\u00e9s da for\u00e7a das circunst\u00e2ncias, que as melhores ideias s\u00e3o inicialmente aventadas. Tome, por exemplo, o relacionamento cada vez maior entre revistas na web, blogues e a edi\u00e7\u00e3o de livros. A comunidade da tradu\u00e7\u00e3o foi das primeiras a perceber o poder dos blogues em chamar a aten\u00e7\u00e3o dos leitores (e os editores que poderiam traduzi-los para o ingl\u00eas), e as iniciantes agora incorporam um forte blogue\/revista na web em suas identidades. Ou as vendas diretas ao consumidor (D2C). No momento em que escrevo, a Bookseller publicou not\u00edcia sobre como o site de vendas diretas da HarperCollins recentemente come\u00e7ou a funcionar, e como a PenguinRandomHouse lan\u00e7ar\u00e1 em breve \u201cuma estrat\u00e9gia de segmenta\u00e7\u00e3o da audi\u00eancia, que agrupa leitores com atitudes, comportamentos e motiva\u00e7\u00f5es similares\u201d. Em rela\u00e7\u00e3o a todos os pequenos editores com quem andei conversando sobre este artigo, isso tudo parecia coisa velha.<\/p>\n<p>Em recente entrevista com a revista online <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/blog.fitzcarraldoeditions.com\/?p=339');\"  href=\"http:\/\/blog.fitzcarraldoeditions.com\/?p=339\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fblog.fitzcarraldoeditions.com%2F%3Fp%3D339','Guernica')\" target=\"_blank\"><em>Guernica<\/em><\/a>, Fiona McCrae, editora da Graywolf, glorifica os benef\u00edcios de ser uma editora entre pequena e m\u00e9dia, publicando os livros nos quais acredita. \u201cMinha natureza \u00e9 muito mais atra\u00edda por livros contra a corrente\u201d, diz ela. \u201cPor exemplo, na Graywolf, se sei que h\u00e1 outra oferta de um manuscrito, isso geralmente me deixa menos interessada, n\u00e3o mais. N\u00e3o me sinto competitiva assim, de modo que n\u00e3o acredito que o fato de algu\u00e9m mais querer publicar uma pe\u00e7a de escrita torna isso bom material. Acho que fui muito influenciada, quando menina, pelos contos de fada nos quais a urna de bronze \u00e9 a vencedora, n\u00e3o a de ouro\u201d. Publicando dessa maneira, <em>Graywolf<\/em> j\u00e1 tem v\u00e1rios sucessos que ajudam a financiar a editora a continuar navegando contra a mar\u00e9. McCrae diz tamb\u00e9m: \u201cPara cada grande descoberta existem pessoas que dizem que esse tipo de coisa n\u00e3o acontecer\u00e1 novamente. Mas ent\u00e3o acontece novamente.\u201d Meu conselho para as iniciantes criativas seria: apesar de um rendimento s\u00f3lido ser um sonho distante, assegure que voc\u00ea saber\u00e1 como ampliar a curto prazo se tiver que fazer isso (e depois diminuir novamente de tamanho). Observe a min\u00fascula <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.galleybeggar.co.uk\/');\"  href=\"http:\/\/www.galleybeggar.co.uk\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.galleybeggar.co.uk%2F','Galley+Beggar+Press')\" target=\"_blank\"><em>Galley Beggar Press<\/em><\/a>\u00a0que subitamente se viu com um sucesso nas m\u00e3os com A Girls is a Half-Formed Thing de Eimear McBride e se viu obrigada a envolver a Faber &amp; Faber para publicar uma edi\u00e7\u00e3o de bolso para o mercado de massa (e anunciar o romance com cartazes nos \u00f4nibus!). Apesar de n\u00e3o se poder contar com o final feliz de contos de fada, \u00e9 preciso estar preparado.<\/p>\n<p><em>Esta \u00e9 uma vers\u00e3o de um artigo que foi publicado em novembro de 2014 na revista de tradutores liter\u00e1rios In Other Worlds. Rebecca Carter \u00e9 agente liter\u00e1ria na Janklow &amp; Nesbit (UK) Ltd.<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rebecca Carter Rebecca Carter \u00e9 agente na Janklow &amp; Nesbit e publicou este artigo no portal Publishing Perspectives, no dia 5 de janeiro de 2015. Quando me pediram para escrever este artigo, havia rec\u00e9m-chegado do Harrogate Crime Writing Festival, onde assisti a um painel sobre auto publica\u00e7\u00e3o. Um grupo de escritores de romances policiais havia &hellip; <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2591\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D2591','Continue+lendo+Novos+modos+de+publicar+tradu%C3%A7%C3%B5es+%26rarr%3B')\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Novos modos de publicar tradu\u00e7\u00f5es<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[653,155],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2591"}],"collection":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2591"}],"version-history":[{"count":1,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2591\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2597,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/2591\/revisions\/2597"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2591"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=2591"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=2591"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}