{"id":2236,"date":"2014-02-20T18:37:09","date_gmt":"2014-02-20T21:37:09","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2236"},"modified":"2014-02-20T18:37:09","modified_gmt":"2014-02-20T21:37:09","slug":"listas-relampagos-e-listas-pensadas","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2236","title":{"rendered":"LISTAS REL\u00c2MPAGOS E LISTAS PENSADAS"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg\" alt=\"an\u00fancio fantasma Digital\" width=\"597\" height=\"174\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2237\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/an\u00fancio-fantasma-Digital.jpg 597w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/an\u00fancio-fantasma-Digital-300x87.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 597px) 100vw, 597px\" \/><\/p>\n<p>Na Internet de vez em quando come\u00e7am umas brincadeiras de listas. Uma das \u00faltimas que apareceu foi de \u201clista rel\u00e2mpago\u201d de livros preferidos. J\u00e1 havia feito at\u00e9 algumas anota\u00e7\u00f5es, pois quem pediu foi a Maria Jos\u00e9, que pode pedir mandando.<br \/>\nMas depois fiquei pensando \u2013 o que \u00e9 sempre coisa perigosa \u2013 que era melhor fazer uma lista \u201cpensada\u201d. Afinal, j\u00e1 tenho certa quilometragem de leituras. E mais, pensei. Se eu fizesse essa lista vinte anos atr\u00e1s, o que eu incluiria? E o que ainda posso incluir daqui pra frente? Ainda n\u00e3o entrei nessa de reler o que gosto (embora de vez em quando fa\u00e7a isso).<br \/>\nAssim, cada lista \u00e9 um exerc\u00edcio de lembran\u00e7as de diferentes momentos da vida, e \u00e0s vezes \u00e9 bom lembrar. Al\u00e9m do mais, lista pensada (e comentada) permite o truquesinho de acrescentar mais alguns t\u00edtulos.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, vamos l\u00e1.<\/p>\n<p>1 \u2013<strong> Monteiro Lobato<\/strong>. Claro. Acho que n\u00e3o h\u00e1 leitor da minha gera\u00e7\u00e3o que n\u00e3o tenha Lobato entre os autores preferidos da inf\u00e2ncia e in\u00edcio da adolesc\u00eancia. Mas, qual Lobato?  \u00c9 claro que gosto das <strong>Reina\u00e7\u00f5es de Narizinho<\/strong>. Mas a verdade \u00e9 que eu curtia mesmo eram os livros \u201cparadid\u00e1ticos\u201d do Lobato. Todos: Aritm\u00e9tica da Em\u00edlia, <strong>Em\u00edlia no Pa\u00eds da Gram\u00e1tica<\/strong>, <strong>Geografia de Dona Benta<\/strong> (lembro de uma impag\u00e1vel conversa de D. Benta e sua turma com o ent\u00e3o presidente Roosevelt, no qual este menciona as \u201c34 universidades americanas\u201d e D. Benta lamenta n\u00e3o haver nenhuma no Brasil; queria ver como ficou a visita \u00e0s col\u00f4nias portuguesas na China e na \u00cdndia, e pensar como os politicamente corretos ainda n\u00e3o ca\u00edram de pau nisso). <strong>O Po\u00e7o do Visconde<\/strong> \u00e9 uma misturada danada: o P\u00f3 de Pirlimpimpim faz os d\u00f3lares ca\u00edrem na cabe\u00e7a do fornecedor gringo para pagar os equipamentos, o Visconde d\u00e1 um quinau no ge\u00f3logo gringo&#8230; H\u00e1 tamb\u00e9m a <strong>Reforma da Natureza<\/strong> e <strong>A Chave do Tamanho<\/strong>. Ta\u00ed, Lobato inventou a literatura fant\u00e1stica brasileira com aquelas maluquices. Do que me lembro mais s\u00e3o <strong>Os Doze trabalhos de H\u00e9rcules<\/strong>. Como gostei daquele livro. Ent\u00e3o, pronto, o primeiro t\u00edtulo \u00e9 <strong>Os Doze Trabalhos de H\u00e9rcules<\/strong>. Os demais ficam de ap\u00eandice, e podem por <strong>O Minotauro<\/strong> de contrapeso.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/a-cidade-antiga-fustel-de-coulanges_MLB-O-4188361761_042013-225x300.jpg\" alt=\"a-cidade-antiga-fustel-de-coulanges_MLB-O-4188361761_042013\" width=\"225\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2239\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/a-cidade-antiga-fustel-de-coulanges_MLB-O-4188361761_042013-225x300.jpg 225w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/a-cidade-antiga-fustel-de-coulanges_MLB-O-4188361761_042013.jpg 375w\" sizes=\"(max-width: 225px) 100vw, 225px\" \/> 2 \u2013 <strong>Fustel de Coulanges \u2013 A Cidade Antiga<\/strong>. Pouco depois de ler os Trabalhos de H\u00e9rcules descobri  na biblioteca do meu pai o livro do Fustel de Coulanges.  O Lobato j\u00e1 havia me fisgado para os gregos. Acho que eu estava no come\u00e7o da adolesc\u00eancia e gostei demais do livro e sua narrativa. Na verdade, A Cidade Antiga trata da civiliza\u00e7\u00e3o helen\u00edstica em geral, e os romanos t\u00eam papel de destaque, tamb\u00e9m. O papel da p\u00f3lis como n\u00facleo central da sociedade helen\u00edstica, a organiza\u00e7\u00e3o familiar, e a organiza\u00e7\u00e3o religiosa. Curioso \u00e9 que a cr\u00edtica moderna ao Coulanges destaca a \u00eanfase que ele dava ao papel da religi\u00e3o. Mas na minha mem\u00f3ria (ou imagina\u00e7\u00e3o), o que achei mais interessante foram as descri\u00e7\u00f5es sobre a estrutura da fam\u00edlia e a vida pol\u00edtica das cidades. Talvez a\u00ed tenha se plantado a semente de querer ser antrop\u00f3logo.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/MORONGUETA_VOLUME_2_1280359187P-199x300.jpg\" alt=\"MORONGUETA_VOLUME_2_1280359187P\" width=\"199\" height=\"300\" class=\"alignright size-medium wp-image-2240\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/MORONGUETA_VOLUME_2_1280359187P-199x300.jpg 199w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/MORONGUETA_VOLUME_2_1280359187P.jpg 200w\" sizes=\"(max-width: 199px) 100vw, 199px\" \/> 3 \u2013 <strong>Nunes Pereira \u2013 Moronguet\u00e1<\/strong>. Pulo de anos, talvez. Mas n\u00e3o muitos. Eu estava no come\u00e7o da adolesc\u00eancia quando conheci o Nunes Pereira, que obviamente andava muito por Manaus. Grande contador de hist\u00f3rias e um livro absolutamente fant\u00e1stico que precisa de reedi\u00e7\u00e3o urgente. Foi meu primeiro contato com a mitologia amaz\u00f4nica, a s\u00e9rio. Ele aproveitou muito os trabalhos do Koch Gr\u00fcnberg e Curt Nimuendaju, al\u00e9m de sua extensa pesquisa como funcion\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Agricultura, veterin\u00e1rio e icti\u00f3logo. Lembro tamb\u00e9m do seu A Casa das Minas, estudo sobre a vers\u00e3o maranhense das religi\u00f5es de origem africana. Nunes Pereira era um grande contador de hist\u00f3rias. Volta e meia o Bessa relembra algumas dessas hist\u00f3rias nas suas cr\u00f4nicas no blog Taqui Pra Ti, como esta, <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1062');\"  href=\"http:\/\/www.taquiprati.com.br\/cronica.php?ident=1062\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.taquiprati.com.br%2Fcronica.php%3Fident%3D1062','hil%C3%A1ria')\" target=\"_blank\">hil\u00e1ria<\/a>. <strong>Moronguet\u00e1<\/strong> fica, ent\u00e3o, em terceiro lugar na lista, com ap\u00eandice do resto da obra do Nunes Pereira e os picadinhos do Bessa (atuais) para cortar os efeitos da jurubeba (a das antigas, engarrafada em Itacoatiara). <\/p>\n<p>4 \u2013 <strong>Machado de Assis<\/strong>. Certamente, o trio cl\u00e1ssico: <strong>Dom Casmurro, Quincas Borba e Mem\u00f3rias P\u00f3stumas de Br\u00e1s Cubas<\/strong>. Mas do que eu gosto mesmo \u00e9 do <strong>Br\u00e1s Cubas<\/strong>. Um defunto escritor e o retrato da elite fluminense. Sem desgostar dos demais. E gostando muito das cr\u00f4nicas e contos. Lembro ter lido praticamente toda a cole\u00e7\u00e3o da W.M. Jackson, o que me desperta a permanente vergonha cidad\u00e3 que sinto ao n\u00e3o existir uma edi\u00e7\u00e3o cr\u00edtica completa das obras do Machado. O prof. Massa tentou fazer isso e uma comiss\u00e3o da Academia tamb\u00e9m. Mas, sinceramente, \u00e9 uma vergonha n\u00e3o termos uma cole\u00e7\u00e3o no n\u00edvel da <em>Pl\u00e9iade<\/em>, francesa, com os nossos cl\u00e1ssicos. No caso, n\u00e3o apenas do Machado, como tamb\u00e9m do <em>Jos\u00e9 de Alencar, Alu\u00edsio Azevedo, Gon\u00e7alves Dias, J.M. Macedo, Bilac, Manuel Antonio de Almeida<\/em> e tantos outros. Isso dep\u00f5e contra nossa ind\u00fastria editorial, contra a ABL e contra o Minist\u00e9rio da Cultura.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/balzasc-pleiade-188x300.jpg\" alt=\"balzasc pleiade\" width=\"188\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2241\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/balzasc-pleiade-188x300.jpg 188w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/balzasc-pleiade.jpg 195w\" sizes=\"(max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/> 5 \u2013 <strong>Balzac \u2013 La Maison du Chat-qui-pelote<\/strong>. Gosto demais desse romance do Balzac, que abre o <em>\u00c9tude de Moeurs<\/em>. \u00c9 um romance curto (ou uma novela grande), que descreve dramaticamente as rela\u00e7\u00f5es entre a aristocracia decadente e a burguesia mercantil francesa no primeiro quarto do S\u00e9culo XIX. De certa forma, todos os temas das Cenas da Vida Privada est\u00e3o ali sintetizados: arrivismo, a dedica\u00e7\u00e3o ao trabalho misturada com mesquinharia e p\u00e3o-durice da burguesia nascente, que ainda n\u00e3o se dividia completamente entre a mercantil e a industrial. Esse romance faz pendant com os outros cl\u00e1ssicos balzaqueanos, particularmente <strong>Les Illusions Perdues <\/strong>e <strong>P\u00e9re Goriot<\/strong>. Listar os outros seria importar quase todo o \u00edndice dos volumes na <em>Pl\u00e9iade<\/em> e a\u00ed j\u00e1 \u00e9 demais.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/eluard-pleiade-188x300.jpg\" alt=\"eluard pleiade\" width=\"188\" height=\"300\" class=\"alignright size-medium wp-image-2243\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/eluard-pleiade-188x300.jpg 188w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/eluard-pleiade.jpg 493w\" sizes=\"(max-width: 188px) 100vw, 188px\" \/>  6 \u2013 Paul \u00c9luard \u2013 \u0152uvres Compl\u00e9tes. Dois volumes da obra completa de Paul \u00c9luard, poeta surrealista franc\u00eas. S\u00e3o dois livros muito especiais. Maria Jos\u00e9, que estava foragida e perseguida pela pol\u00edcia pol\u00edtica, enquanto eu estava preso no Tiradentes, conseguiu mandar os volumes atrav\u00e9s do advogado. Eu j\u00e1 conhecia o \u00c9luard, e o <strong>L\u2019Amour Fou<\/strong>, do Breton, era um dos nossos livros favoritos. Mas, pelas circunst\u00e2ncias e condi\u00e7\u00f5es, a leitura dos poemas completos do surrealismo foi important\u00edssima para mim nesses dois anos. Al\u00e9m de desfrutar dos poemas \u2013 e at\u00e9 arremedar tradu\u00e7\u00f5es que jamais ver\u00e3o a luz do dia \u2013 repensei as coisas do surrealismo. Odiei a Gala, que era casada com o \u00c9luard e foi seduzida pelo Dali, esse oportunista ganancioso. E ela se revelou ainda mais megera e gananciosa que ele. Mas o importante \u00e9 que os livros eram uma liga\u00e7\u00e3o permanente com quem eu n\u00e3o podia ver durante todo esse tempo<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/pauliciea-desvairada-150x150.jpg\" alt=\"pauliciea desvairada\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignright size-thumbnail wp-image-2244\" \/>  7 \u2013 <strong>Os Andrade<\/strong>. Aqui a coisa pega. N\u00e3o \u00e9 \u00e0 toa que a Marco Zero recebeu o nome por conta do Oswald. Todos os romances e as poesias: \u201cToma conta do c\u00e9u\/Toma conta de mim\u201d. Mas o M\u00e1rio tamb\u00e9m tem seu lugar especial, tanto com o <strong>Pauliceia Desvairada<\/strong> (<strong>O Pauliceia de Mil Dentes<\/strong> da Zez\u00e9 est\u00e1 a\u00ed para comprovar), quanto o <strong>Macuna\u00edma<\/strong> e <strong>Amar Verbo Intransitivo<\/strong>, que me faz sempre lembrar do Thomas Mann e seu <strong>Alteza Real<\/strong>. Mas vamos fazer assim, fica o Oswald, com <strong>Serafim Ponte Grande<\/strong> e o <strong>Pauliceia Desvairada<\/strong> do M\u00e1rio como g\u00eameos e toda a obra dos dois como contrapeso. <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/serafim-150x150.jpg\" alt=\"serafim\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2245\" \/> <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/mann-montanha-150x150.jpg\" alt=\"mann montanha\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2249\" \/>  8 \u2013 <strong>Thomas Mann \u2013 A Montanha M\u00e1gica<\/strong>. Grande romance (em todos os sentidos). Gostei demais das discuss\u00f5es jesu\u00edticas, dos impasses dos tuberculosos no sanat\u00f3rio e o final apocal\u00edptico. Mas gosto tamb\u00e9m muito de <strong>Os Bunddenbrook<\/strong>. Todos lidos na tradu\u00e7\u00e3o portuguesa da Editora Europa-Am\u00e9rica. J\u00e1 falei do <strong>Alteza Real<\/strong>, uma novela rom\u00e2ntica em homenagem do rec\u00e9m casado \u00e0 esposa. Gosto tamb\u00e9m de <strong>As Confiss\u00f5es do Impostor F\u00e9lix Krull<\/strong> e acho <strong>Morte em Veneza <\/strong>um saco, m\u00f3rbido, fastidioso.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/02\/Quarup-Antonio-Callado-1271249918-150x150.jpg\" alt=\"Quarup-Antonio-Callado-1271249918\" width=\"150\" height=\"150\" class=\"alignleft size-thumbnail wp-image-2252\" \/>  9 \u2013 <strong>Antonio Callado \u2013 Quarup<\/strong>. Esse \u00e9 um dos romances que de vez em quando releio. Realmente um retrato dos impasses e caminhos da gera\u00e7\u00e3o que se formou nos anos cinquenta. Nesse livro o Callado se supera e deixa de lado as coisas chatas que escreveu depois, excetuando o trabalho jornal\u00edstico. <\/p>\n<p>10 \u2013 Last but not Least. <strong>O Fantasma de Lu\u00eds Bu\u00f1uel<\/strong> da <strong>Maria Jos\u00e9<\/strong>. \u00c9 o romance da nossa gera\u00e7\u00e3o, especialmente de quem viveu em Bras\u00edlia nos anos sessenta. Mas \u00e9 s\u00f3 o primeiro da lista completa, que come\u00e7a com <strong>A M\u00e3e da M\u00e3e de sua M\u00e3e e suas Filhas<\/strong>, um \u201creconto\u201d da Hist\u00f3ria do Brasil atrav\u00e9s da linhagem de mulheres que come\u00e7a com uma indiazinha que nasce no dia 22 de abril de 1500. E inclui <strong>Eleanor Marx, Filha de Karl<\/strong>, a hist\u00f3ria intrigante da \u00fanica filha militante de Marx quer acaba se suicidando por amor, depois de ser enganada por um canalha. Como entender? E prossegue com <strong>Guerra no Cora\u00e7\u00e3o do Cerrado<\/strong>, a hist\u00f3ria de uma \u00edndia que tenta servir de \u201cponte\u201d entre a cultura dos paran\u00e1s e a dos colonizadores portugueses. E fracassa, \u00e9 claro. Um romance que ressoa o <strong>Ma\u00edra<\/strong>, do <strong>Darcy Ribeiro<\/strong>, que j\u00e1 n\u00e3o d\u00e1 para colocar na lista, mas fica aqui mencionado. Maria Jos\u00e9 tem mais dois romances para adultos que ampliam sua tem\u00e1tica: <strong>Com Esse \u00d3dio e com Esse Amor<\/strong>, um dos poucos exemplos de literatura brasileira que se amplia pela Am\u00e9rica Latina, com T\u00fapac Amaru no Peru e as FARC colombianas, e com o \u00faltimo, <strong>Pauliceia de Mil Dentes<\/strong>, um retrato pungente dessa megal\u00f3pole que escolhemos para viver depois de passar por tantas outras cidades. Isso sem contar os livros para jovens, em particular O Voo da Arara Azul, belo e epis\u00f3dico relato de um epis\u00f3dio da interliga\u00e7\u00e3o entre a vida clandestina dos militantes e um adolescente que v\u00ea tudo de longe e se apaixona pela vizinha.<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/voo-da-arara-azul.jpg\" alt=\"voo da arara azul\" width=\"300\" height=\"416\" class=\"alignright size-full wp-image-1831\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/voo-da-arara-azul.jpg 300w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/05\/voo-da-arara-azul-216x300.jpg 216w\" sizes=\"(max-width: 300px) 100vw, 300px\" \/><\/p>\n<p>Faltou muito. N\u00e3o consegui incluir os americanos, russos e ingleses que gosto. E faltou lugar para o <strong>Terra do Sem Fim<\/strong> e <strong>S\u00e3o Jorge dos Ilh\u00e9us<\/strong>, para mim os dois grandes romances do <strong>Jorge Amado<\/strong>, nosso grande narrador. E, por \u00faltimo, faltou espa\u00e7o para colocar um dos livros do meu pante\u00e3o de autores brasileiros, o <strong>Galvez, Imperador do Acre<\/strong>, do meu amigo, s\u00f3cio e parceiro de d\u00e9cadas, <strong>M\u00e1rcio Souza<\/strong>.<\/p>\n<p>Contem-se todos como \u201cextras especiais\u201d nessa lista pensada.<\/p>\n<p>Mudar\u00e1? O que lerei mais adiante que provocar\u00e1 impactos intelectuais e emocionais? N\u00e3o sei. Mas a cada livro que abro, fico na esperan\u00e7a de encontrar um que se aninhe em minhas mem\u00f3rias como algo significativo. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na Internet de vez em quando come\u00e7am umas brincadeiras de listas. Uma das \u00faltimas que apareceu foi de \u201clista rel\u00e2mpago\u201d de livros preferidos. J\u00e1 havia feito at\u00e9 algumas anota\u00e7\u00f5es, pois quem pediu foi a Maria Jos\u00e9, que pode pedir mandando. 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