{"id":2157,"date":"2014-01-26T13:27:19","date_gmt":"2014-01-26T16:27:19","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2157"},"modified":"2014-01-26T13:27:19","modified_gmt":"2014-01-26T16:27:19","slug":"marco-zero-ladeira-da-memoria","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=2157","title":{"rendered":"MARCO ZERO \u2013 LADEIRA DA MEM\u00d3RIA"},"content":{"rendered":"<p>No Caderno 2 do Estad\u00e3o de s\u00e1bado, (25\/1\/14), S\u00e9rgio Augusto <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,o-fim-nao-e-o-limite-,1122731,0.htm');\"  href=\"http:\/\/www.estadao.com.br\/noticias\/impresso,o-fim-nao-e-o-limite-,1122731,0.htm\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.estadao.com.br%2Fnoticias%2Fimpresso%2Co-fim-nao-e-o-limite-%2C1122731%2C0.htm','publicou')\" target=\"_blank\">publicou<\/a> uma de suas belas cr\u00f4nicas sobre o cinema, citando amplamente um livro editado pela Marco Zero \u2013 <strong>Suspeitos<\/strong>, de David Thomson \u2013 trad. Jos\u00e9 Eduardo Mendon\u00e7a \u2013 1992. N\u00e3o \u00e9 a primeira vez que S\u00e9rgio Augusto escreve sobre o livro, que certamente \u00e9 um dos que ele curte bastante.<br \/>\n<img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/suspeitos0601.jpg\" alt=\"suspeitos060\" width=\"222\" height=\"324\" class=\"alignleft size-full wp-image-2162\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/suspeitos0601.jpg 222w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/suspeitos0601-205x300.jpg 205w\" sizes=\"(max-width: 222px) 100vw, 222px\" \/><br \/>\n\tDiz o cronista que <strong>Suspeitos<\/strong> \u00e9 \u201cum misto de dicion\u00e1rio biogr\u00e1fico e ensaio ficcional (labirinticamente borgeano) sobre a realidade paralela do cinema\u201d, e que o autor \u201cinventou a metahist\u00f3ria do cinema\u201d. <\/p>\n<p>\tO texto do S\u00e9rgio Augusto me jogou na ladeira da mem\u00f3ria, para a \u00e9poca em que vivemos um belo sonho de editora. A Marco Zero come\u00e7ou, l\u00e1 pelo final dos anos 1970 com a Maria Jos\u00e9 Silveira, com quem sou casado. Acabamos reunindo alguns caramingu\u00e1s, ajuda da fam\u00edlia, muito especialmente do Ot\u00e1vio Silveira, irm\u00e3o da Zez\u00e9, que generosamente fez uma contribui\u00e7\u00e3o fundamental para que o projeto pudesse existir.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nA ideia era simples, como a de quase todos os idealistas que at\u00e9 hoje se disp\u00f5em a enfrentar a constru\u00e7\u00e3o de uma editora: publicar\u00edamos os livros de que gost\u00e1vamos e que quer\u00edamos que outros tamb\u00e9m os desfrutassem. O nome, depois de muita conversa, veio do romance do Oswald de Andrade: Marco Zero. E dali come\u00e7amos.<\/p>\n<p>Alguns meses depois da editora se instalar, meu amigo de juventude, o M\u00e1rcio Souza, que morava em Manaus, mudou-se para o Rio e se juntou ao projeto. Ent\u00e3o j\u00e1 sab\u00edamos que editar\u00edamos os pr\u00f3ximos livros do M\u00e1rcio.<\/p>\n<p>O sonho durou menos que vinte anos. Mas desenvolvemos, mod\u00e9stia \u00e0 parte, linhas fant\u00e1sticas, tanto de fic\u00e7\u00e3o quanto de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No primeiro momento, no entanto, n\u00e3o t\u00ednhamos literatura em m\u00e3os para publicar. Tivemos que aprender tudo na marra. Quero recordar aqui a ajuda da Rose Marie Muraro, que trabalhava na Vozes, na \u00e9poca. Rose Marie, que j\u00e1 tinha extensa trajet\u00f3ria editorial, foi de grande generosidade. Atrav\u00e9s dela conhecemos o pessoal da gr\u00e1fica da Vozes que, assim como outros fornecedores tamb\u00e9m nos foram valios\u00edssimos: nos ensinaram a calcular e comprar papel, abriram porta de distribuidoras e livrarias. Foram, enfim, de uma imensa generosidade, e atrav\u00e9s deles \u00e9 que conhecemos os rudimentos do fazer editorial.<\/p>\n<p><figure id=\"attachment_2164\" aria-describedby=\"caption-attachment-2164\" style=\"width: 245px\" class=\"wp-caption alignleft\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Lutas-camponesas1.jpg\" alt=\"O primeiro livro editado pela Marco Zero. Olhem como o logo era feio.\" width=\"245\" height=\"379\" class=\"size-full wp-image-2164\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Lutas-camponesas1.jpg 245w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/Lutas-camponesas1-193x300.jpg 193w\" sizes=\"(max-width: 245px) 100vw, 245px\" \/><figcaption id=\"caption-attachment-2164\" class=\"wp-caption-text\">O primeiro livro editado pela Marco Zero. Olhem como o logo era feio.<\/figcaption><\/figure><br \/>\nE como n\u00e3o t\u00ednhamos literatura, come\u00e7amos com n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o. O primeiro livro que editamos foi o <strong>Lutas Camponesas no Brasil \u2013 1980<\/strong>, resultado de um levantamento da CONTAG sobre os enfrentamentos do movimento campon\u00eas nos anos anteriores. O livro chegou \u00e0s nossas m\u00e3os atrav\u00e9s do Moacyr Palmeira, nosso professor no Programa de P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Antropologia Social do Museu Nacional da UFRJ. L\u00e1 fiz meu mestrado de Antropologia enquanto a Maria Jos\u00e9 fazia o de Ci\u00eancias Pol\u00edticas na USP, sob a orienta\u00e7\u00e3o do Juarez Brand\u00e3o Lopes. Com o Moacyr e com o Afr\u00e2nio Garcia (de quem mais tarde publicamos a tese de doutorado \u2013 <strong>Sul, o caminho do ro\u00e7ado<\/strong>), <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/sul-caminho-do-ro038.jpg\" alt=\"sul caminho do ro038\" width=\"197\" height=\"297\" class=\"aligncenter size-full wp-image-2169\" \/>e com Jos\u00e9 S\u00e9rgio Leite Lopes (tamb\u00e9m publicamos seu livro seminal, <strong>A Tecelagem dos Conflitos de Classe<\/strong>, inspirado no trabalho de E. P. Thompson, sobre os trabalhadores de <img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/tecelagem061.jpg\" alt=\"tecelagem061\" width=\"190\" height=\"291\" class=\"alignleft size-full wp-image-2171\" \/>Paulista, em Pernambuco), participamos (eu principalmente), das mobiliza\u00e7\u00f5es dos trabalhadores da Zona da Mata de Pernambuco, que resultou em uma s\u00e9rie de greves no final dos anos 1970. Com Lygia Sigaud e Jos\u00e9 S\u00e9rgio Leite Lopes, participei do levantamento das condi\u00e7\u00f5es para o surgimento da greve na Zona da Mata, que depois, al\u00e9m da grave, que \u00e9 o mais importante, \u00e9 claro, resultou no livro <strong>Greve nos Engenhos<\/strong> (Paz e Terra, 1980), da Lygia. Com essa equipe, que contava com mais colegas, professores e alunos do PPGAS, tivemos uma fecunda rela\u00e7\u00e3o de amizade e trabalho.<\/p>\n<p>Nada mais natural, portanto, que a publica\u00e7\u00e3o de \u201cLutas Camponesas no Brasil \u2013 1980\u201d, fosse a estreia da Marco Zero.<br \/>\nN\u00e3o pretendo fazer, aqui, a hist\u00f3ria da nossa editora. S\u00f3 deslizar um tanto nessa ladeira da mem\u00f3ria na qual a cr\u00f4nica do S\u00e9rgio Augusto me  jogou.<\/p>\n<p>Volta e meia leio nos jornais not\u00edcias sobre reedi\u00e7\u00f5es de livros e autores que lan\u00e7amos l\u00e1 atr\u00e1s. A Rocco, por exemplo, agora edita a obra da Margaret Atwood. A Marco Zero n\u00e3o apenas foi a primeira editora a lan\u00e7ar a obra dessa important\u00edssima autora canadense no Brasil. Foi a editora que primeiro publicou uma tradu\u00e7\u00e3o da Atwood, em todo o mundo. Ela j\u00e1 havia sido editada no Canad\u00e1, nos EUA e na Inglaterra, e com muito prest\u00edgio. Mas a primeira tradu\u00e7\u00e3o para outro idioma foi nossa. <strong>Madame Or\u00e1culo<\/strong>, traduzida pelo Domingos Demasi, foi lan\u00e7ada em 1984. E continuamos lan\u00e7ando todos seus livros at\u00e9 o final da editora. Karen Schindler, que era a agente representante dos direitos da autora, dizia que a mesma preferia continuar com quem a publicara primeiro. (Algu\u00e9m que leia esta pode me dar not\u00edcias de d. Karen?).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/madame-oraculo055.jpg\" alt=\"madame oraculo055\" width=\"239\" height=\"371\" class=\"alignright size-full wp-image-2167\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/madame-oraculo055.jpg 239w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/madame-oraculo055-193x300.jpg 193w\" sizes=\"(max-width: 239px) 100vw, 239px\" \/><br \/>\nMas a Atwood, que veio pelas m\u00e3os do M\u00e1rcio, que a conheceu nos festivais do Harbour Front, em Toronto (n\u00e3o foi a FLIP nem o tal festival de Hay que inventaram festivais liter\u00e1rios, meninos), n\u00e3o foi a \u00fanica. <\/p>\n<p>A Maria Jos\u00e9 garimpou em Frankfurt dois livros muito importantes para a editora. Como n\u00e3o t\u00ednhamos capital para participar das disputas de grandes autores, a solu\u00e7\u00e3o era garimpar. O que a Maria Jos\u00e9 fazia muito bem, percorrendo os estandes internacionais da feira.<\/p>\n<p>O primeiro a mencionar \u00e9 <strong>A Cor P\u00farpura<\/strong>, de Alice Walker. Acabamos comprando o livro por uma ninharia (mesmo na \u00e9poca), pois a agente internacional n\u00e3o sabia nem que o Spielberg havia adquirido os direitos e muito menos que o filme j\u00e1 estava sendo produzido. Foi uma sorte enorme.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/A_COR_1-216x300.jpg\" alt=\"A_COR_~1\" width=\"216\" height=\"300\" class=\"alignleft size-medium wp-image-2174\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/A_COR_1-216x300.jpg 216w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/A_COR_1.jpg 231w\" sizes=\"(max-width: 216px) 100vw, 216px\" \/><br \/>\nA tradu\u00e7\u00e3o foi outro feito. Quando lemos o livro, pensamos no modo como traduzir as cartas de Celie, a personagem semianalfabeta. A Maria Jos\u00e9, que j\u00e1 havia decidido fazer a tradu\u00e7\u00e3o, recusava a possibilidade de traduzir o linguajar da<br \/>\nCelie para o que, no imagin\u00e1rio brasileiro, seria o linguajar \u201cdeteriorado\u201d. No caso, o dos camponeses nordestinos. Ora, Celie era uma negra do Sul dos EUA, n\u00e3o uma nordestina. Essa transposi\u00e7\u00e3o era evidentemente falsa. A solu\u00e7\u00e3o foi \u201crecriar\u201d uma linguagem que de certa forma \u201cmimetizasse\u201d a situa\u00e7\u00e3o de Celie. A Zez\u00e9, em umas f\u00e9rias em Santa Catarina, enfrentou a tradu\u00e7\u00e3o com a ajuda de duas cunhadas, uma natural dos EUA, Peg Bodelson, e outra que havia morado muitos anos ali, Bet\u00falia Machado. Dentro dessas diretivas, as tr\u00eas trabalharam e a Maria Jos\u00e9 deu o acabamento final. A qualidade dessa tradu\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi objeto de v\u00e1rios estudos acad\u00eamicos. Para exemplificar, eis o <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.editoraufjf.com.br\/revista\/index.php\/ipotesi\/article\/download\/612\/548');\"  href=\"http:\/\/www.editoraufjf.com.br\/revista\/index.php\/ipotesi\/article\/download\/612\/548\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.editoraufjf.com.br%2Frevista%2Findex.php%2Fipotesi%2Farticle%2Fdownload%2F612%2F548','link')\" target=\"_blank\">link<\/a> para um deles.<\/p>\n<p>O livro fez um enorme sucesso. E foi tamb\u00e9m o objeto de uma de nossas grandes mancadas, por inexperi\u00eancia: mandamos rodar uma tiragem muito grande quando o ritmo de vendas j\u00e1 dava indica\u00e7\u00f5es de diminuir. Resultado, o paradoxo: encalhe do sucesso.<br \/>\n<strong>A Cor P\u00farpura<\/strong> est\u00e1 reeditada pela Jos\u00e9 Olympio. Maria Jos\u00e9 ainda fez uma revis\u00e3o final no texto da tradu\u00e7\u00e3o para essa edi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O segundo livro garimpado pela Maria Jos\u00e9 em Frankfurt tamb\u00e9m inclui sorte e dificuldades. O <strong>Dicion\u00e1rio Kazar<\/strong>, do ent\u00e3o iugoslavo Milorad Pavitch, estava no estande da Iugosl\u00e1via. Maria Jos\u00e9 achou a ideia do livro fant\u00e1stica e acabamos comprando os direitos mundiais para a l\u00edngua portuguesa. Vejam s\u00f3. Tamb\u00e9m por uma soma irris\u00f3ria (que era o que pod\u00edamos pagar). Logo depois, quando a Knopf comprou direitos mundiais para o livro, a editora original teve que excluir o portugu\u00eas, e a editora lusa que o publicou comprou nossa tradu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2014\/01\/dicion\u00e1rio-kazar054.jpg\" alt=\"dicion\u00e1rio kazar054\" width=\"188\" height=\"294\" class=\"alignleft size-full wp-image-2176\" \/><br \/>\nTraduzir esse livro foi uma pauleira. N\u00e3o achamos quem o traduzisse diretamente do s\u00e9rvio e tivemos que usar a tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas da Knopf. O tradutor foi o Herbert Daniel, rec\u00e9m chegado do ex\u00edlio. No final, essa tradu\u00e7\u00e3o foi confrontada com o original s\u00e9rvio pelo prof. Aleksandr Jovanovic, da USP, e Maria Lu\u00edza Jovanovic traduziu alguns trechos do hebraico e do latim para ajudar os leitores. O romance tem duas \u201cvers\u00f5es\u201d, a masculina e a feminina, que diferem apenas em um par\u00e1grafo.<br \/>\nA edi\u00e7\u00e3o (em duas vers\u00f5es), ficou muito bonita, com capa de Jorge Cassol, que fez v\u00e1rios trabalhos para a Marco Zero. Foi tamb\u00e9m um grande sucesso.<\/p>\n<p>Anos mais tarde soubemos que o Pavitch se alinhou com os ultranacionalistas s\u00e9rvios na guerra civil e sumiu na obscuridade daquela trag\u00e9dia. Teve traduzido e editado aqui, pela Companhia das Letras, um livro de contos, (\u201cA paisagem Pintada com Ch\u00e1\u201d), que n\u00e3o teve sucesso.<\/p>\n<p>Ainda tenho muito a falar sobre a ladeira da mem\u00f3ria em que a cr\u00f4nica do S\u00e9rgio Augusto me lan\u00e7ou. Mas fica para amanh\u00e3.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>No Caderno 2 do Estad\u00e3o de s\u00e1bado, (25\/1\/14), S\u00e9rgio Augusto publicou uma de suas belas cr\u00f4nicas sobre o cinema, citando amplamente um livro editado pela Marco Zero \u2013 Suspeitos, de David Thomson \u2013 trad. Jos\u00e9 Eduardo Mendon\u00e7a \u2013 1992. 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