{"id":1925,"date":"2013-07-30T10:49:23","date_gmt":"2013-07-30T13:49:23","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1925"},"modified":"2013-07-30T10:49:23","modified_gmt":"2013-07-30T13:49:23","slug":"a-batalha-pela-traducao-literaria-nos-eua","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1925","title":{"rendered":"A batalha pela tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nos EUA"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Capturar3.jpg\" alt=\"Capturar\" width=\"858\" height=\"525\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1926\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Capturar3.jpg 858w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/Capturar3-300x183.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 858px) 100vw, 858px\" \/><br \/>\nChad Post \u00e9 um editor independente e blogueiro que h\u00e1 anos denuncia o fato de que apenas 3% dos livros de literatura publicados nos EUA s\u00e3o traduzidos. Ele esteve no Brasil no come\u00e7o de julho, convidado pelo projeto APEX\/CBL, o Brazilian Publishers para visitar o Rio de Janeiro e a FLIP. O prof. Jo\u00e3o Cezar de Castro Rocha e eu estivemos com ele quando apresentamos o <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.conexoesitaucultural.org.br');\"  href=\"http:\/\/www.conexoesitaucultural.org.br\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.conexoesitaucultural.org.br','Conex%C3%B5es+Ita%C3%BA+Cultural')\" target=\"_blank\">Conex\u00f5es Ita\u00fa Cultural<\/a> \u2013 projeto do qual somos os curadores \u2013 para o grupo, que inclu\u00eda jornalistas e editores alem\u00e3es e espanh\u00f3is.<\/p>\n<p>A editora dirigida por Chad, a <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.openletterbooks.org\/');\"  href=\"http:\/\/www.openletterbooks.org\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.openletterbooks.org%2F','Open+Letter')\" target=\"_blank\"><em>Open Letter<\/em><\/a> \u00e9 uma iniciativa sem fins lucrativos, apoiada pela University of Rochester. Juntamente com a <em><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/ndbooks.com\/');\"  href=\"http:\/\/ndbooks.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fndbooks.com%2F','New+Directions')\" target=\"_blank\">New Directions<\/a><\/em> e a <em><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.dalkeyarchive.com\/');\"  href=\"http:\/\/www.dalkeyarchive.com\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.dalkeyarchive.com%2F','Dalkey+Archive+Press')\" target=\"_blank\">Dalkey Archive Press<\/a><\/em> s\u00e3o tr\u00eas dos mais importantes divulgadores de literatura traduzida nos EUA. A <em>Open Letters<\/em>, entretanto, \u00e9 a \u00fanica a se dedicar exclusivamente \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o. As duas outras (<em>New Directions<\/em> foi fundada em 1936 e a <em>Dalkey Archives Press<\/em> nos anos 1980) publicam tamb\u00e9m literatura em ingl\u00eas (fic\u00e7\u00e3o e poesia) e, embora sejam oficialmente \u201ccomerciais\u201d, dependem muito de doa\u00e7\u00f5es e bolsas de funda\u00e7\u00f5es. A <em>Open Letters<\/em>, entretanto, tem mais semelhan\u00e7as em seu modelo com outras editoras universit\u00e1rias dos EUA. A <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.upne.com\/distributed\/dist_TPD.html');\"  href=\"http:\/\/www.upne.com\/distributed\/dist_TPD.html\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.upne.com%2Fdistributed%2Fdist_TPD.html','Tagus+Press')\" target=\"_blank\">Tagus Press<\/a>, vinculada <!--more--> ao Centro de Estudos e Cultura Portuguesa da University of Massachusetts Dartmouth, j\u00e1 lan\u00e7ou algumas obras em tradu\u00e7\u00e3o e pretende iniciar uma cole\u00e7\u00e3o de literatura contempor\u00e2nea em ingl\u00eas. \u00c9 o nicho do nicho.<\/p>\n<p>Todas essas iniciativas s\u00e3o, certamente, gotas de \u00e1gua no oceano do isolamento cultural dos EUA, decorrente tamb\u00e9m da predomin\u00e2ncia do ingl\u00eas como l\u00edngua franca internacional, assunto sobre o qual j\u00e1 escrevi <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1744\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D1744','aqui')\" target=\"_blank\">aqui<\/a>. Mas o Chad Post n\u00e3o abandona sua trincheira e lan\u00e7ou um livro no qual tenta expor de modo mais detalhado seus pensamentos sobre o assunto: <em>The Three Percent Problem: Rants and Responses on Publishing, Translation, and the Future of Reading<\/em> (<em>O Problema dos Tr\u00eas Por Cento: Xingamentos e Respostas sobre Editar, Traduzir e o Futuro da Leitura<\/em>), dispon\u00edvel em e-book pela Amazon e pela Kobo. <\/p>\n<p>O lend\u00e1rio editor americano Alfred A. Knopf havia dito, l\u00e1 pela d\u00e9cada de 40, que os best-sellers iriam liquidar a ind\u00fastria editorial norte-americana. Nenhum editor das grandes empresas teria coragem de repetir isso hoje. Chad Post reconhece, como evidente, que as editoras comerciais publicam grandes obras de literatura, inclusive traduzidas. Mas, diz ele, \u201cos editores odeiam leitores e amam compradores de livros\u201d. Para ele, essa perspectiva mina de forma irrepar\u00e1vel a qualidade do que se publica nos EUA.<\/p>\n<p>Nos seus xingamentos, Chad Post (que se declara socialista, ainda que \u201crom\u00e2ntico\u201d) lamenta o que, certamente, \u00e9 uma das for\u00e7as impulsionadoras n\u00e3o apenas das editoras, mas de todo sistema capitalista, o lucro. Mas n\u00e3o quero aqui fazer coro nem criticar essa postura. Prefiro destacar alguns dos pontos sobre os quais Chad Post discorre em seu livro.<\/p>\n<p>Diz ele que as editoras \u201cganham dinheiro produzindo mais conte\u00fados variados em vez de dedicar um tempo para se assegurar que o conte\u00fado alcance a audi\u00eancia mais ampla poss\u00edvel\u201d. \u00c9 a infernal ciranda de produzir a maior quantidade poss\u00edvel de lan\u00e7amentos para garantir o caixa diante do aumento das consigna\u00e7\u00f5es e das devolu\u00e7\u00f5es. Um pesadelo que leva \u00e0 velha piada de que os editores se suicidam se atirando do alto do estoque. E que me fez tamb\u00e9m lembrar o livro do Gabriel Zaid (\u201c<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.gruposummus.com.br\/summus\/livro\/865\/Livros+demais!');\"  href=\"http:\/\/www.gruposummus.com.br\/summus\/livro\/865\/Livros+demais!\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.gruposummus.com.br%2Fsummus%2Flivro%2F865%2FLivros%2Bdemais%21','Livros+Demais')\" target=\"_blank\">Livros Demais<\/a>\u201d, Summus Editorial), o qual lembra que, na verdade, a grande quest\u00e3o \u00e9 fazer a ponte entre os livros e sua quantidade finita (mas n\u00e3o conhecida) de leitores que se interessariam por eles.<\/p>\n<p>Chad Post \u00e9 um infatig\u00e1vel defensor da import\u00e2ncia que as tradu\u00e7\u00f5es trariam para poliniza\u00e7\u00e3o da literatura americana. Vai discutindo ponto por ponto os argumentos dos que n\u00e3o se importam com as tradu\u00e7\u00f5es por l\u00e1. S\u00f3 um exemplo: comentando sobre os custos de tradu\u00e7\u00e3o, argumento sempre levantado pelas editoras dos EUA, ele defende que os relativamente menores adiantamentos pagos pelos autores estrangeiros deveriam ser compensados por maiores investimentos em marketing. Se a editora aposta em um autor para quem pagou centenas de milhares de d\u00f3lares de adiantamento \u2013 e, por conseguinte, outro tanto em marketing \u2013 poderia fazer um trabalho para que os leitores compreendam que cada um desses livros pode interessar aos leitores. Mas, como os editores odeiam leitores&#8230; v\u00e3o pelo caminho supostamente mais f\u00e1cil da ciranda da busca do santo graal (o best-seller do ano).<\/p>\n<p>A predomin\u00e2ncia do ingl\u00eas como l\u00edngua franca \u00e9 perfeitamente compreendida por Chad. Ele diz que o ingl\u00eas \u00e9 uma \u201cl\u00edngua invasiva\u201d, citando um artigo de Esther Allen sobre globaliza\u00e7\u00e3o e tradu\u00e7\u00e3o. O ingl\u00eas serve inclusive como \u201cmediador\u201d entre dois idiomas de menor proje\u00e7\u00e3o, diz Allen, corroborada por Post. E, de fato, quem lida com a divulga\u00e7\u00e3o da literatura brasileira no exterior sabe perfeitamente que a tradu\u00e7\u00e3o para o ingl\u00eas abre portas para tradu\u00e7\u00f5es para outros idiomas. E o vice-versa n\u00e3o \u00e9 verdadeiro. Quem for traduzido para o romeno se enfia em outro continente lingu\u00edstico isolado (ou ilha, j\u00e1 que continente \u00e9 at\u00e9 algo grande). \u201cMas a quest\u00e3o real n\u00e3o \u00e9 o pr\u00f3prio idioma ingl\u00eas, ou seu alcance global, e sim as for\u00e7as culturais que resistem \u00e0 tradu\u00e7\u00e3o\u201d, ele continua citando Allen.<\/p>\n<p>Chad Post entra fundo na discuss\u00e3o dos custos de tradu\u00e7\u00e3o, chamando a aten\u00e7\u00e3o que, apesar do argumento dos editores, os tradutores s\u00e3o mal pagos l\u00e1 (e ele nem tem ideia do quanto se paga por aqui!), calculando em cerca de US$ 8.750 o custo da tradu\u00e7\u00e3o de um romance de 70.000 palavras (algo entre 100 e cento e cinquenta p\u00e1ginas, eu calculo). Os editores americanos certamente t\u00eam dinheiro para enfrentar esses custos (sem contar os tantos pa\u00edses que oferecem bolsas de tradu\u00e7\u00e3o), mas n\u00e3o querem saber disso porque acham que tradu\u00e7\u00e3o n\u00e3o vende.<\/p>\n<p>De fato, a quantidade de autores originalmente traduzidos do ingl\u00eas para quaisquer outros idiomas \u00e9 muit\u00edssimo superior a dos que s\u00e3o traduzidos para o ingl\u00eas (n\u00e3o apenas para os EUA, mas incluindo o Reino Unido, Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e tantos outros pa\u00edses nos quais o ingl\u00eas continua sendo uma l\u00edngua franca local, como a \u00cdndia). Basta lembrar que nenhum autor que tenha escrito originalmente em portugu\u00eas est\u00e1 entre os cinquenta mais traduzidos do mundo, segundo o <em><a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/portal.unesco.org\/culture\/en\/ev.php-URL_ID=7810&#038;URL_DO=DO_TOPIC&#038;URL_SECTION=201.html');\"  href=\"http:\/\/portal.unesco.org\/culture\/en\/ev.php-URL_ID=7810&#038;URL_DO=DO_TOPIC&#038;URL_SECTION=201.html\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fportal.unesco.org%2Fculture%2Fen%2Fev.php-URL_ID%3D7810%26URL_DO%3DDO_TOPIC%26URL_SECTION%3D201.html','Index+Translationum')\" target=\"_blank\">Index Translationum<\/a><\/em>, da UNESCO.<\/p>\n<p>Chad Post assinala tamb\u00e9m como, nos EUA, o avan\u00e7o das grandes cadeias tamb\u00e9m prejudica a difus\u00e3o da literatura em tradu\u00e7\u00e3o. Para ele, as livrarias independentes \u201cs\u00e3o centro de literatura\u201d, contribuem para a difus\u00e3o desses livros, e s\u00e3o \u201cant\u00edtese da loja de cadeias\u201d. Bom, l\u00e1 como aqui, desde que sejam boas livrarias, podem indicar bons livros, traduzidos ou n\u00e3o.<\/p>\n<p>Chad Post dedica v\u00e1rios cap\u00edtulos \u00e0 quest\u00e3o dos e-books. Ele realmente n\u00e3o gosta de e-books. \u00c9 nost\u00e1lgico do livro impresso. Mas reconhece que os e-books podem ser um componente muito importante na melhora das condi\u00e7\u00f5es para resolver o eterno problema de editores independentes (de literatura em tradu\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o), que \u00e9 a distribui\u00e7\u00e3o. A acessibilidade dos e-books pode ser um fator positivo.<\/p>\n<p>Mas, lembra ele, o esfor\u00e7o para que os leitores conhe\u00e7am a exist\u00eancia desses livros \u00e9 herc\u00faleo. O fato do livro estar dispon\u00edvel nas lojas eletr\u00f4nicas (Amazon e Kobo, notadamente), n\u00e3o quer dizer que sejam facilmente encontr\u00e1veis, apesar da Amazon permitir a busca de literatura em tradu\u00e7\u00e3o de modo bem direto. Essa difus\u00e3o n\u00e3o deixa de ser tarefa das editoras (com os respectivos custos de marketing e, diria eu, com a urgente e necess\u00e1ria compreens\u00e3o mais aprofundada dos metadados).<\/p>\n<p>Para encerrar vale a pena mencionar uma observa\u00e7\u00e3o do Chad Post sobre as cr\u00edticas aos romances traduzidos. Ele discorre sobre as eternas discuss\u00f5es entre \u201cfidelidade textual\u201d e contextual. Declara sua irrita\u00e7\u00e3o com os cr\u00edticos que insistem nessa quest\u00e3o, dizendo que isso \u00e9 um problema de teoria liter\u00e1ria e de teoria da tradu\u00e7\u00e3o. Diz ele \u201cavaliem <em>a edi\u00e7\u00e3o traduzida do romance<\/em> em vez de ficar dan\u00e7ando na quest\u00e3o de se a tradu\u00e7\u00e3o \u00e9 \u201cfiel\u201d ou \u201ct\u00e3o boa quanto o original\u201d. N\u00e3o apenas isso \u00e9 o tipo de preconceito letrado que aumenta as dificuldades para que a literatura traduzida abra seu caminho em nosso (dele) pa\u00eds, como joga merda tamb\u00e9m na arte do tradutor\u201d. O resultado final \u00e9 o que vale.<\/p>\n<p>Um excelente livro para ser lido por quem se interessa pela difus\u00e3o da literatura no \u00e2mbito mundial e pelos tradutores. E por qualquer tipo de leitor inteligente.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Chad Post \u00e9 um editor independente e blogueiro que h\u00e1 anos denuncia o fato de que apenas 3% dos livros de literatura publicados nos EUA s\u00e3o traduzidos. 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Jo\u00e3o Cezar &hellip; <a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1925\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fp%3D1925','Continue+lendo+A+batalha+pela+tradu%C3%A7%C3%A3o+liter%C3%A1ria+nos+EUA+%26rarr%3B')\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">A batalha pela tradu\u00e7\u00e3o liter\u00e1ria nos EUA<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":[],"categories":[1],"tags":[506,509,154,508,507,510],"_links":{"self":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1925"}],"collection":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=1925"}],"version-history":[{"count":2,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1925\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1928,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/1925\/revisions\/1928"}],"wp:attachment":[{"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=1925"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=1925"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=1925"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}