{"id":1596,"date":"2013-03-12T12:20:22","date_gmt":"2013-03-12T15:20:22","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1596"},"modified":"2013-03-12T12:20:22","modified_gmt":"2013-03-12T15:20:22","slug":"e-possivel-desafiar-a-amazon","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1596","title":{"rendered":"\u00c9 POSS\u00cdVEL DESAFIAR A AMAZON?"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Captura-de-Tela-2013-03-12-\u00e0s-12.12.49.png\" alt=\"Captura de Tela 2013-03-12 \u00e0s 12.12.49\" width=\"859\" height=\"514\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1597\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Captura-de-Tela-2013-03-12-\u00e0s-12.12.49.png 859w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/03\/Captura-de-Tela-2013-03-12-\u00e0s-12.12.49-300x179.png 300w\" sizes=\"(max-width: 859px) 100vw, 859px\" \/><br \/>\nAs gigantes do com\u00e9rcio varejista de livros \u2013 Amazon, Apple e Kobo (o Google realmente ainda n\u00e3o disse a que veio), tem uma caracter\u00edstica comum: todas constituem \u201cecossistemas\u201d de venda. Em todas existe a facilidade para a compra, dentro do sistema, com a possibilidade imediata de leitura: na Amazon, o Kindle, na Kobo e na Apple, qualquer aparelho capaz de ler o formato ePub. A Apple foi a pioneira nesse tipo de coisas, com o iTunes. Mas, no mundo do livro, quem realmente come\u00e7ou a fazer essa ideia funcionar foi a Amazon. A Barnes &#038; Noble tentou fazer o mesmo com seu Nook, mas s\u00f3 vende livros nos EUA e na Inglaterra, e est\u00e1 enfrentando s\u00e9rias turbul\u00eancias financeiras, apesar do apoio da Microsoft.<\/p>\n<p>\tTodas as tr\u00eas disp\u00f5em n\u00e3o apenas de aparelhos de leitura dedicados (Amazon \u2013 Kindle e Fire; Apple \u2013 iPod, iPas e iPhone; B&#038;N \u2013 Nook; e Kobo, sua linha de leitores), al\u00e9m de aplicativos que possibilitam a leitura em muitos outros aparelhos, inclusiva das outras (a exce\u00e7\u00e3o \u00e9 o Kindle, da Amazon, que l\u00ea apenas os formatos PDF, TXT e DOC, al\u00e9m do formato propriet\u00e1rio). Outras caracter\u00edstica em comum \u00e9 que todas e constru\u00edram, de uma ou outra maneira, uma lista de oferta gigantesca.<br \/>\n<!--more--><br \/>\n\tA Sony saiu na frente, com seu leitor, mas jamais conseguiu montar uma plataforma de oferta de conte\u00fado que a mantivesse competitiva. A Amazon, sim, conseguiu assumir o pioneirismo no com\u00e9rcio digital, convencendo as editoras, no momento em que j\u00e1 era a principal varejista dos livros impressos, a lhe venderem os livros em formato digital dando-lhe liberdade de formular os pre\u00e7os ao consumidor. A Amazon, como sabemos, usou muito bem isso para se consolidar como a maior loja, a caminho de se tornar semi-monopolista at\u00e9 que as editoras se deram conta de que haviam criado um monstro que podia engolir todas elas. <\/p>\n<p>\tA Kobo, por sua vez, conseguiu montar uma ebookstore de tamanho consider\u00e1vel, e conseguiu um importante apoio ao fechar um acordo com a ABA, a associa\u00e7\u00e3o das livrarias independentes dos EUA.<\/p>\n<p>\tA estrat\u00e9gia de conseguir uma massa de varejistas para dar suporte a seu sistema \u00e9, na minha opini\u00e3o, a \u00fanica sa\u00edda poss\u00edvel para que livrarias independentes e mesmo cadeias de livrarias f\u00edsicas possam efetivamente sobreviver e prosperar no mundo do livro digital. A Saraiva, a principal rede brasileira, at\u00e9 o momento optou por oferecer livros em formato ePub sem um aparelho pr\u00f3prio. At\u00e9 quando essa estrat\u00e9gia ser\u00e1 vi\u00e1vel \u00e9 quest\u00e3o de especula\u00e7\u00e3o e depende, em grande medida, da manuten\u00e7\u00e3o das vendas de livros impressos. E n\u00e3o quero especular aqui sobre o ritmo de crescimento do mercado de livros eletr\u00f4nicos no Brasil.<\/p>\n<p>\tNos \u00faltimos dias foi anunciado o surgimento de uma alternativa na Alemanha: um ecossistema de venda de livros eletr\u00f4nicos local, completo com sistema de vendas, aparelho digital pr\u00f3prio e o suporte de uma grande quantidade de lojas f\u00edsicas, que vendem os aparelhos. Al\u00e9m disso, com a participa\u00e7\u00e3o da gigantesca Bertelsmann, a companhia dona da Random House e de outras empresas na \u00e1rea editorial, al\u00e9m de outros segmentos.<\/p>\n<p>\tTrata-se da <a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.tolino.de\/');\"  href=\"http:\/\/www.tolino.de\/\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.tolino.de%2F','Tolino')\" target=\"_blank\">Tolino<\/a>, associa\u00e7\u00e3o de tr\u00eas gigantescas redes de livrarias alem\u00e3s, Thalia, Weltbild e Hugendubel (que tem algumas das livrarias mais bonitas daquele pa\u00eds), al\u00e9m da citada Berstelmann. Al\u00e9m das empresas diretamente vinculadas ao mercado editorial, a Tolino conta com a participa\u00e7\u00e3o da Deutsche Telekom e seu caixa forrado de Euros.<\/p>\n<p>A Tolino foi lan\u00e7ada no dia 7 de mar\u00e7o, com o aparelho em venda em 1.500 pontos de varejo e uma oferta de 300.000 t\u00edtulos em alem\u00e3o. Em compara\u00e7\u00e3o, a loja Kindle naquele pa\u00eds oferece apenas a metade disso em t\u00edtulos na l\u00edngua de Goethe. O Tolino Shine \u00e9 um leitor touch screen, com ilumina\u00e7\u00e3o frontal em led, como alguns dos modelos Kindle, e custa \u20ac99, equivalente a cerca de R$ 250,00. O Tolino Shine permite leitura de arquivos EPUB, PDF e TXT. A infraestrutura nas nuvens da DT oferece espa\u00e7o ilimitado para livros comprados dos parceiros e at\u00e9 25 GB de armazenamento em livros adquiridos de outros varejistas. Al\u00e9m disso, a FT oferece mais de 11.000 hotspots WI-FI espalhados pela Alemanha. O aparelho tem capacidade de 4GB internos, expans\u00edveis at\u00e9 32 GB atrav\u00e9s de cart\u00f5es Micro SD. <\/p>\n<p>\tA informa\u00e7\u00e3o de que o aparelho permite armazenamento de arquivos adquiridos de outros varejistas indica que livros vendidos na iBookstores, ou pela Kobo, poder\u00e3o ser lidos tamb\u00e9m no Tolino Shine. N\u00e3o consegui apurar a situa\u00e7\u00e3o das livrarias alem\u00e3s independentes em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 venda de conte\u00fados digitais.<\/p>\n<p>\t\u00c9 bom lembrar que a Kobo, apesar de origem canadense, foi adquirida pela Rakuten, uma empresa japonesa, e que sua tecnologia permite o melhor uso dos caracteres na sua tela. A livraria virtual da Kobo se gaba de oferecer uma grande sele\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos em japon\u00eas, tamb\u00e9m supostamente maior que a oferta da loja Kindle local.<\/p>\n<p>\tExistem outros e-readers, com a tecnologia de tinta eletr\u00f4nica, comum ao Kindle, ao Kobo e ao Tolino Shine, como \u00e9 o caso do ainda  vivo Sony Reader, e marcas como Hive e Anobii. O desconhecimento da real situa\u00e7\u00e3o do mercado chin\u00eas \u00e9 o desafio que se apresenta. Como sabemos, os chineses fabricam tudo para o resto do mundo, e fazem aparelhos muito baratos. Entretanto, reconhe\u00e7o meu desconhecimento das condi\u00e7\u00f5es reais do mercado de e-readers e ebooks naquele pa\u00eds.<\/p>\n<p>\tAs experi\u00eancias aqui relatadas,  deixam claro que a imensa vantagem que a Amazon tem nos EUA pode ser contrabalan\u00e7ada pelos seus concorrentes no exterior, desde que sejam criados ecossistemas competitivos. N\u00e3o se trata apenas de oferecer ereaders ou tablets mais baratos, mas sim de trabalhar para que os leitores tenham acesso f\u00e1cil aos aparelhos e, principalmente, a uma oferta de t\u00edtulos realmente significativa em seu idioma nativo.<\/p>\n<p>\tCom menos de 20.000 t\u00edtulos dispon\u00edveis em formato eletr\u00f4nico, esse panorama est\u00e1 ainda distante de ser alcan\u00e7ado por aqui.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As gigantes do com\u00e9rcio varejista de livros \u2013 Amazon, Apple e Kobo (o Google realmente ainda n\u00e3o disse a que veio), tem uma caracter\u00edstica comum: todas constituem \u201cecossistemas\u201d de venda. 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