{"id":1557,"date":"2013-01-29T11:51:10","date_gmt":"2013-01-29T14:51:10","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1557"},"modified":"2013-01-29T11:51:10","modified_gmt":"2013-01-29T14:51:10","slug":"desacordo-ortografico","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1557","title":{"rendered":"(Des)acordo ortogr\u00e1fico"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Capturar.jpg\" alt=\"Capturar\" width=\"863\" height=\"495\" class=\"aligncenter size-full wp-image-1558\" srcset=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Capturar.jpg 863w, http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/01\/Capturar-300x172.jpg 300w\" sizes=\"(max-width: 863px) 100vw, 863px\" \/><br \/>\nUm dos assuntos dos \u00faltimos dias foi o adiamento da etapa final da dita Reforma Ortogr\u00e1fica para 2016. Tr\u00eas anos a mais. A ABL bateu os p\u00e9s e anunciou que n\u00e3o ir\u00e1 mais propor \u00e0 ONU a proposta de que o portugu\u00eas seja idioma de trabalho oficial da entidade.<\/p>\n<p>Sou v\u00edtima de reformas ortogr\u00e1ficas \u2013 eu e todos alfabetizados antes de 1971. Quando frequentava a escola prim\u00e1ria, d. Elza Freitas Pinto, minha professora do primeiro ano do Grupo Escolar Bar\u00e3o do Rio Branco, em Manaus, nos ensinava pelas regras ortogr\u00e1ficas enunciadas pelo vocabul\u00e1rio ortogr\u00e1fico de 1943, que quase foram reformadas em 1945, por um acordo ortogr\u00e1fico entre Brasil e Portugal (que falava tamb\u00e9m em nome de suas col\u00f4nias, pois ainda era o paizinho do lusotropicalismo), mas que acabou por n\u00e3o ser retificado pelo Brasil.<\/p>\n<p>S\u00f3 o vocabul\u00e1rio do primeiro par\u00e1grafo j\u00e1 me denuncia. Quem sabe, hoje, o que \u00e9 \u201ccurso prim\u00e1rio\u201d e \u201cgrupo escolar\u201d?<\/p>\n<p>Essa ortografia era o inferno dos \u201cacentos diferenciais\u201d, uma profus\u00e3o de diacr\u00edticos que, obrigatoriamente, deviam ser usados para diferenciar palavras \u201chom\u00f4nimas hom\u00f3fonas hom\u00f3grafas\u201d. E tome a aprender que o partic\u00edpio passado do verbo poder devia ser grafado com circunflexo (p\u00f4de), e que o presente do indicativo o dispensava. Pode? E era preciso saber as regras direitinho. Caso contr\u00e1rio, o ditado (ainda fazem isso no curso fundamental?) vinha cheio de marcas vermelhas.<\/p>\n<p>Em 1971, um baita al\u00edvio. Eu j\u00e1 estava no gin\u00e1sio (sabem o que \u00e9?) quando foi decretada a extin\u00e7\u00e3o da maioria dos acentos diferenciais, e a coisa ficou bem mais f\u00e1cil.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nTudo isso com o pano de fundo das pinimbas entre a Academia de Ci\u00eancias de Lisboa e a nossa Academia Brasileira de Letras. A lisboense, mais provecta (fundada em 1779, no reinado da Maria Louca, a m\u00e3e do frang\u00f3filo D. Jo\u00e3o VI), se achava \u2013 e se acha \u2013 dona da l\u00edngua. Afinal, como poderia dizer o Conselheiro Ac\u00e1cio, se \u00e9 portugu\u00eas, \u00e9 de Portugal. A ABL, ca\u00e7ula, se enchendo de ares pelo tamanho da popula\u00e7\u00e3o brasileira, tamb\u00e9m quer mandar no pobre do portugu\u00eas. Afinal, Portugal \u00e9 praticamente equivalente a Pernambuco, em \u00e1rea e popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um exemplo das briguinhas \u00e9 o acordo frustrado de 1945. Dizia-se que os brasileiros teriam que fazer modifica\u00e7\u00f5es mais profundas (em rela\u00e7\u00e3o ao vocabul\u00e1rio de 1943), que os portugueses. Da\u00ed nosso \u00ednclito Senado Federal n\u00e3o querer ratificar o acordo.<\/p>\n<p>Chagamos a 1990. Ah, 1990! Governo Sarney. Governo do poeta e romancista, \u201ccultor da l\u00edngua\u201d e mentor, com Jos\u00e9 Aparecido e Antonio Houaiss, do novo acordo. Sarney n\u00e3o conseguiu assin\u00e1-lo, pois o ato formal deu-se apenas quando Collor j\u00e1 estava no poder. Mas toda a tramita\u00e7\u00e3o e o esfor\u00e7o diplom\u00e1tico brasileiro se deram em seu governo.<\/p>\n<p>N\u00e3o vou nem entrar aqui nos meandros dessa negocia\u00e7\u00e3o. <\/p>\n<p>Nos discursos, os principais objetivos do acordo ortogr\u00e1fico seriam facilitar o interc\u00e2mbio de livros entre Brasil, Portugal e PALOP (Pa\u00edses de L\u00edngua Oficial Portuguesa) e facilitar a ado\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas como l\u00edngua de trabalho das Na\u00e7\u00f5es Unidas e seus \u00f3rg\u00e3os.<\/p>\n<p>Disputas lingu\u00edsticas a parte, esses dois objetivos s\u00e3o balelas. O tal acordo foi constru\u00eddo a partir da imensa vaidade de Antonio Houaiss, que convenceu seus pares da ABL dessa conversa, envolveu Aparecido e Sarney e foi abra\u00e7ado pelo Itamaraty como ponto de trabalho na tentativa de influenciar os pa\u00edses africanos ex-col\u00f4nias de Portugal. Inventaram a CPLP \u2013 Comunidade de Pa\u00edses de L\u00edngua Oficial Portuguesa para tanto. Afinal, ficaria muito feio criar um organismo que tivesse como escopo atrair para uma esfera de influ\u00eancia brasileira, as \u201cex-col\u00f4nias\u201d africanas. A experi\u00eancia francesa da francofonia foi a inspiradora da manobra.<\/p>\n<p>Essa hist\u00f3ria do portugu\u00eas como l\u00edngua oficial dos pa\u00edses emancipados da coloniza\u00e7\u00e3o portuguesa na \u00c1frica e na \u00c1sia (Timor Leste) \u00e9 um absurdo. O portugu\u00eas s\u00f3 \u00e9 falado homogeneamente em Portugal e no Brasil. Em todos aqueles pa\u00edses o portugu\u00eas \u00e9 falado t\u00e3o somente pelas elites, e na maioria dos casos n\u00e3o consegue ser usado nem mesmo nas rela\u00e7\u00f5es entre os governos e os cidad\u00e3os. Em todos eles se desenvolvem extensos programas de educa\u00e7\u00e3o bil\u00edngue, onde o portugu\u00eas entra como segundo idioma, depois das l\u00ednguas locais.<\/p>\n<p>Evidentemente, o esfor\u00e7o de escritores e pol\u00edticos dos pa\u00edses rec\u00e9m independentes de manter o portugu\u00eas como l\u00edngua franca oficial foi altamente louv\u00e1vel. Se n\u00e3o fosse a a\u00e7\u00e3o de Pepetela e de outros, calhava que adotavam alguma das l\u00ednguas locais como idioma oficial, o que acentuaria o isolamento dos novos Estados. O portugu\u00eas como l\u00edngua oficial, e pouco importa que adotassem a ortografia lusitana.<\/p>\n<p>O argumento de que \u00e9 necess\u00e1ria a unifica\u00e7\u00e3o para que o portugu\u00eas possa ser adotado como l\u00edngua de trabalho da ONU \u00e9 pat\u00e9tico. A ortografia do ingl\u00eas tamb\u00e9m varia entre a dos EUA e a da Inglaterra e ex-col\u00f4nias. As diferen\u00e7as l\u00e9xicas e sint\u00e1ticas tamb\u00e9m s\u00e3o significativas, n\u00e3o apenas entre os dois pa\u00edses, como tamb\u00e9m entre as dezenas de outras na\u00e7\u00f5es onde o ingl\u00eas \u00e9 falado (ali\u00e1s, nos EUA n\u00e3o existe a caracteriza\u00e7\u00e3o do ingl\u00eas como \u201cl\u00edngua oficial\u201d. Isso s\u00f3 entrou na pauta da extrema direita americana na pueril tentativa de impedir a crescente influ\u00eancia dos falantes de espanhol por l\u00e1). Existe \u201cacordo ortogr\u00e1fico\u201d entre EUA e Inglaterra, mais Canad\u00e1, Austr\u00e1lia, Nova Zel\u00e2ndia e sabe l\u00e1 quantos mais pa\u00edses da antiga commomwealth? Nada.<\/p>\n<p>Essas diferen\u00e7as n\u00e3o impedem nem dificultam o uso do ingl\u00eas, n\u00e3o apenas como l\u00edngua de trabalho oficial da ONU como tamb\u00e9m como o principal idioma de diplomacia e dos neg\u00f3cios. O portugu\u00eas n\u00e3o \u00e9 ainda adotado como l\u00edngua de trabalho simplesmente porque n\u00e3o \u00e9 relevante para o funcionamento da ONU. Ser\u00e1 adotado, eventualmente, se o Brasil conseguir a almejada cadeira permanente no Conselho de Seguran\u00e7a, e isso se a diplomacia trabalhar muito e n\u00e3o ficar perdendo tempo com essa balela da unifica\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica. Quando o embaixador portugu\u00eas falar cimeira e o brasileiro disser c\u00fapula, os taqu\u00edgrafos registrar\u00e3o cada uma e os tradutores para o ingl\u00eas traduzir\u00e3o as duas para summit e estamos conversados.<\/p>\n<p>As diferen\u00e7as ortogr\u00e1ficas nunca impediram a circula\u00e7\u00e3o de livros de Portugal no Brasil e vice-versa. Os fatores condicionantes desse interc\u00e2mbio s\u00e3o outros. Passei a juventude lendo tradu\u00e7\u00f5es do ingl\u00eas, franc\u00eas, alem\u00e3o e outros idiomas menos votados em edi\u00e7\u00f5es portuguesas. Na \u00e9poca, nos anos sessenta e setenta, as negocia\u00e7\u00f5es internacionais de direitos geralmente cediam as tradu\u00e7\u00f5es para o idioma portugu\u00eas sem distin\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica, e as editoras lusitanas estavam mais bem posicionadas para negociar muitas tradu\u00e7\u00f5es. <\/p>\n<p>O desenvolvimento da ind\u00fastria editorial brasileira liquidou com essa hist\u00f3ria. Hoje, os direitos de tradu\u00e7\u00e3o s\u00e3o negociados separadamente para o Brasil e Portugal, salvo rar\u00edssimas exce\u00e7\u00f5es. Mas ainda tenho, na biblioteca, v\u00e1rias edi\u00e7\u00f5es da \u201cLivros do Brasil \u2013 Lisboa\u201d, na Cole\u00e7\u00e3o Dois Mundos.<\/p>\n<p>O segmento editorial onde o acordo ortogr\u00e1fico teria import\u00e2ncia \u00e9 o dos livros escolares. E nesse, acontece o seguinte. O sistema escolar portugu\u00eas, com sua serializa\u00e7\u00e3o, estruturas curriculares, etc., \u00e9 a base do adotado nos pa\u00edses africanos, nessa \u00e1rea ainda presos \u00e0 estrutura colonialista. A diplomacia brasileira nada fez para ajudar tecnicamente os pa\u00edses africanos a desenvolver seus pr\u00f3prios curr\u00edculos e sistema educacionais. O resultado, obviamente, \u00e9 que as editoras portuguesas dominam o mercado de did\u00e1ticos nesses pa\u00edses, direta ou indiretamente.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do mais, os recursos para a prepara\u00e7\u00e3o e edi\u00e7\u00e3o dos livros escolares s\u00e3o provenientes sobretudo da Uni\u00e3o Europeia e do Banco Mundial. Os recursos da Uni\u00e3o Europeia s\u00f3 podem ser usados pelos seus pa\u00edses membros. No caso, Portugal e a Inglaterra, que tem seus pezinhos bem plantados no ensino de idiomas. Os do Banco Mundial que, em tese, poderiam ser disputados pelas editoras brasileiras, ningu\u00e9m sabe deles por aqui.<\/p>\n<p>Ou seja, essa hist\u00f3ria de que a unifica\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica facilita a circula\u00e7\u00e3o de livros na \u201ccomunidade lus\u00f3fona\u201d \u00e9 bobagem. At\u00e9 porque, por exemplo, quando se trata de livros infantis, o problema decorrente do uso de putos e raparigas em Portugal n\u00e3o \u00e9 de ortografia&#8230;<\/p>\n<p>Seja como for, para o bem e para o mal, esse bendito (des)acordo ortogr\u00e1fico j\u00e1 est\u00e1 solidamente implantado no Brasil. O MEC h\u00e1 anos exige que essa ortografia seja usada nos livros escolares. Os custos de adapta\u00e7\u00e3o j\u00e1 foram absorvidos pelas editoras por conta do mercado interno, e da exig\u00eancia do MEC, e n\u00e3o devido \u00e0 possibilidade de aumentar as vendas em Portugal e \u00c1frica. Os jornais tamb\u00e9m j\u00e1 adotam a nova ortografia.<\/p>\n<p>No segmento de literatura e n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o, os novos livros j\u00e1 s\u00e3o editados na ortografia houaissiana. Reedi\u00e7\u00f5es, obviamente, s\u00f3 dos livros que vendem bastante. Os antigos continuam com tremas e hifens \u00e0 moda anterior.<\/p>\n<p>Se Portugal \u2013 tal como o Brasil em 1945 \u2013 bater o p\u00e9 e voltar atr\u00e1s no uso da nova ortografia, isso n\u00e3o afetar\u00e1 em absolutamente nada nem a reinvindica\u00e7\u00e3o do portugu\u00eas como idioma de trabalho nem a circula\u00e7\u00e3o de livros daqui pra l\u00e1 e de l\u00e1 pra c\u00e1.<br \/>\nO triste \u00e9 que n\u00e3o se pode nem usar a express\u00e3o do bardo ingl\u00eas: Much ado about nothing, ou muito barulho por nada (em vers\u00e3o ortograficamente neutra) porque, infelizmente, muita grana j\u00e1 rolou, muitos especialistas vivem de \u201cesclarecer\u201d o acordo e muitas vaidades continuam em jogo.<\/p>\n<p>Da minha parte, os problemas ortogr\u00e1ficos s\u00e3o resolvidos, nessa altura da vida, pela equipe de Mr. Gates. O Office tem corretores para todas as vers\u00f5es do portugu\u00eas, al\u00e9m de dezoito vers\u00f5es de ingl\u00eas, vinte e uma de espanhol, quinze do franc\u00eas, dezesseis de \u00e1rabe, duas de azeri e b\u00f3snio (em alfabeto latino e cir\u00edlico, seja l\u00e1 onde falem azeri), cinco de chin\u00eas, al\u00e9m de um belo sortimento de outros idiomas como o canuri, o cherokee, o concani, o divehi, o edo, o mapudunguen e sei l\u00e1 quantos mais. Provavelmente uma \u00e9 ferramenta usada em todos os organismos internacionais, e se algum dia eu escrever alguma coisa nessas l\u00ednguas o Office corrige a ortografia, embora n\u00e3o possa garantir a inteligibilidade.<\/p>\n<p>Recuso-me a entrar no tipo de discuss\u00e3o como a expressada sobre o acordo por professores lusos em uma revista de pedagogia: \u201cObjecto de pol\u00e9mica, o Acordo Ortogr\u00e1fico da L\u00edngua Portuguesa est\u00e1 em vias de entrar em vigor. Alguns, consider\u00e1-lo-\u00e3o um passo em frente no projecto de unifica\u00e7\u00e3o ortogr\u00e1fica da L\u00edngua Portuguesa como fundamento da unidade da lusofonia; outros, pelo contr\u00e1rio, h\u00e3o-de consider\u00e1-lo como uma ced\u00eancia da pot\u00eancia colonizadora aos pa\u00edses colonizados, sobretudo ao Brasil, uma vez que os restantes pa\u00edses lus\u00f3fonos utilizam a grafia portuguesa.\u201d (<a onclick=\"javascript:pageTracker._trackPageview('\/outgoing\/www.scielo.gpeari.mctes.pt\/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1645-72502009000100011&#038;lng=pt&#038;nrm=iso');\"  href=\"http:\/\/www.scielo.gpeari.mctes.pt\/scielo.php?script=sci_arttext&#038;pid=S1645-72502009000100011&#038;lng=pt&#038;nrm=iso\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Fwww.scielo.gpeari.mctes.pt%2Fscielo.php%3Fscript%3Dsci_arttext%26pid%3DS1645-72502009000100011%26lng%3Dpt%26nrm%3Diso','TAVARES%2C+Manuel%3B+RICARDO%2C+Maria+Manuel+C.')\" target=\"_blank\">TAVARES, Manuel; RICARDO, Maria Manuel C.<\/a>. Breve hist\u00f3ria do acordo ortogr\u00e1fico. Rev. Lus\u00f3fona de Educa\u00e7\u00e3o,  Lisboa,  n. 13,   2009 .  <\/p>\n<p>Eu vou l\u00e1 me meter numa \u201cced\u00eancia da pot\u00eancia colonizadora\u201d dessas?  C\u00e1spite.<\/p>\n<p>No mais, meus caros, como dizia o Poeta da Vila, o que n\u00f3s falamos \u201ccom voz macia, \u00e9 brasileiro, j\u00e1 passou de portugu\u00eas\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos assuntos dos \u00faltimos dias foi o adiamento da etapa final da dita Reforma Ortogr\u00e1fica para 2016. Tr\u00eas anos a mais. A ABL bateu os p\u00e9s e anunciou que n\u00e3o ir\u00e1 mais propor \u00e0 ONU a proposta de que o portugu\u00eas seja idioma de trabalho oficial da entidade. 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