{"id":1351,"date":"2012-09-20T11:44:48","date_gmt":"2012-09-20T14:44:48","guid":{"rendered":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1351"},"modified":"2012-09-20T11:44:48","modified_gmt":"2012-09-20T14:44:48","slug":"viagem-para-dentro","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?p=1351","title":{"rendered":"VIAGEM PARA DENTRO"},"content":{"rendered":"<p><em><\/p>\n<blockquote><p><em>\u201cA leitura de livros est\u00e1 crescendo aritmeticamente; a escrita de livros est\u00e1 crescendo exponencialmente. Se nossa paix\u00e3o por escrever n\u00e3o for controlada, no futuro pr\u00f3ximo haver\u00e1 mais pessoas escrevendo livros que lendo\u201d( Zaid, Gabriel: Livros Demais! Sobre ler, escrever e publicar, S. Paulo, Summus Editorial, 2004)<\/em>\n<\/p><\/blockquote>\n<p><\/em><\/p>\n<p>\tBlague?! Sim e n\u00e3o. O Gabriel Zaid escreveu, sim, um livro cheio de paradoxos, ou aparentes paradoxos como este da cita\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\tO fato \u00e9 que se escreve cada vez mais. E h\u00e1 uma raz\u00e3o b\u00e1sica para isso: como o mundo do livro reflete o mundo real, e este \u00e9 multifacetado, h\u00e1 espa\u00e7o para a multiplicidade de \u201cabordagens\u201d da realidade. No limite, os \u201cblogs\u201d levam ao p\u00fablico o que antes se escrevia como objeto de reflex\u00e3o estritamente pessoal, di\u00e1rios e cartas para amigos, colegas de trabalho ou outros c\u00famplices.<br \/>\n\tA Internet, a impress\u00e3o sob demanda e outros meios t\u00e9cnicos possibilitaram, nos \u00faltimos anos, que a publica\u00e7\u00e3o desses escritos pessoais se tornasse vi\u00e1vel. O narcisismo p\u00f3s-qualquer coisa se aproveita disso e o resultado \u00e9 essa avalanche de escritos que nos inunda.<br \/>\n<!--more--><br \/>\nComo, nesse ambiente, sobrevive a escrita liter\u00e1ria? Como ainda se pode distinguir os escritores em contraposi\u00e7\u00e3o aos meros escrevinhadores narc\u00edsicos que se pavoneiam pelos mais diferentes meios de \u201cpublica\u00e7\u00e3o\u201d?<\/p>\n<p>Ora, esse tal reflexo do mundo real que abre esse espa\u00e7o produz, de fato, uma cacofonia monumental, t\u00e3o inintelig\u00edvel e fugaz quanto as imagens desordenadas que passam pela janela de um carro em movimento. O que interessa n\u00e3o \u00e9 esse simples reflexo, mas a sua ordena\u00e7\u00e3o, a sua explica\u00e7\u00e3o, a sua formaliza\u00e7\u00e3o. A escrita criativa \u00e9 aquela que, ao escolher uma ordem e uma forma de exposi\u00e7\u00e3o, proporciona uma maneira nova de perceber esse mundo desordenado, fugindo do simples reflexo e oferecendo ao leitor significados est\u00e9tica ou conceitualmente relevantes.<\/p>\n<p>Essa percep\u00e7\u00e3o vale tanto para a fic\u00e7\u00e3o quanto para o ensaio. E tamb\u00e9m para a exposi\u00e7\u00e3o de teorias de f\u00edsica, qu\u00edmica ou geologia. A escrita tem significado quando nos liberta da cacofonia da realidade e se apresenta no terreno da forma e da inteligibilidade. Nesse momento podemos come\u00e7ar a eliminar a palha da repeti\u00e7\u00e3o, do lugar comum, da reinven\u00e7\u00e3o da roda e do parafuso para come\u00e7ar a perceber o escrito que eventualmente nos ilumina, que nos permite um outro n\u00edvel de percep\u00e7\u00e3o dessa realidade externa \u00e0 escritura.<\/p>\n<p>Na verdade, esse processo sempre existiu. O que acontece hoje \u00e9 que ele se torna mais vis\u00edvel, com o uso e o abuso das facilidades t\u00e9cnicas para publica\u00e7\u00e3o. A perman\u00eancia do texto liter\u00e1rio (ou ensaisticamente relevante) sempre dependeu da prova do tempo. Sempre tivemos \u201cliteratura\u201d descart\u00e1vel, ensaios irrelevantes e devaneios simplesmente delirantes (no mau sentido da palavra) sendo oferecidos ao p\u00fablico. A maioria desses escritos, depois de seu momento inicial, s\u00f3 serve para alimentar estat\u00edsticas \u2013 essas estat\u00edsticas que afligem o Zaid, ao revelar o aumento exponencial dos livros publicados.<\/p>\n<p>A quest\u00e3o que permanece \u00e9 a de fazer que cada tipo de livro encontre seu conjunto de leitores. Porque, mesmo que sejam relevantes e inovadores, ainda resta outro filtro: podem ser relevantes e inovadores para alguns \u2013 que talvez sejam at\u00e9 poucos \u2013 e incompreens\u00edveis ou irrelevantes para outros \u2013 que muitas vezes s\u00e3o a maioria. E fazer chegar os livros \u00e0s m\u00e3os de seus leitores \u00e9 uma das tarefas mais \u00e1rduas do mundo editorial, tarefa cada vez mais dif\u00edcil diante da grafomania imperante.<\/p>\n<p>\u00c9 nessa etapa que a quest\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para o livro e a leitura adquirem sua import\u00e2ncia. Se deixados ao sabor dos ventos e mar\u00e9s, os livros sofrem diretamente com a p\u00e9ssima estrutura de distribui\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, com a falta de informa\u00e7\u00e3o sobre o que \u00e9 publicado e com as quest\u00f5es de renda que dificultam a compra pelas pessoas que desejem l\u00ea-los.<\/p>\n<p>As tr\u00eas quest\u00f5es est\u00e3o interligadas. A precariedade da distribui\u00e7\u00e3o \u2013 aus\u00eancia de uma rede de livrarias que se estenda por todo o territ\u00f3rio nacional \u2013 \u00e9 tamb\u00e9m o resultado dos problemas de distribui\u00e7\u00e3o de renda do nosso pa\u00eds. <\/p>\n<p>Agravava-se ainda mais pela pol\u00edtica de compras centralizadas de livros que at\u00e9 pouco era praticada pela Biblioteca Nacional e ainda \u00e9 executada por todos os governos estaduais e municipais: os usu\u00e1rios finais, os leitores, n\u00e3o t\u00eam voz na escolha dos livros escolares e muito menos na escolha dos livros adquiridos pelas bibliotecas p\u00fablicas.<\/p>\n<p>Essa pol\u00edtica centralizadora, que deixa a escolha dos t\u00edtulos nas m\u00e3os de \u201ccomiss\u00f5es de especialistas\u201d para as compras de bibliotecas, elimina a fastidiosa necessidade de informar os poss\u00edveis leitores sobre a ampla disponibilidade de oferta. No caso dos livros escolares, apesar de formalmente ser exigida a participa\u00e7\u00e3o dos professores na sele\u00e7\u00e3o dos livros did\u00e1ticos, s\u00e3o in\u00fameros os casos em que as secretarias de educa\u00e7\u00e3o, tanto as estaduais quanto as municipais, restringem e manipulam o direito dos mestres de escolher os livros que querem usar.<\/p>\n<p>Pior ainda \u00e9 o que acontece depois que os jovens deixam a escola. Ali, pelo menos, havia a possibilidade de acesso. Depois que saem, enfrentam um sistema de bibliotecas que \u00e9 simplesmente vergonhoso. Bibliotecas abandonadas, acervos defasados, poucas compras de livros novos (e estes decididos pelas famosas comiss\u00f5es) fazem que o p\u00fablico se aliene da biblioteca, n\u00e3o a reconhecendo como o local importante de aquisi\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00e3o, lazer e cultura, e exerc\u00edcio de cidadania que deve ser. O contr\u00e1rio disso, se me perdoam o pleonasmo, \u00e9 a excepcional exce\u00e7\u00e3o de bibliotecas com acervos atualizados, informa\u00e7\u00e3o para os usu\u00e1rios e sua participa\u00e7\u00e3o na administra\u00e7\u00e3o desse centro de cidadania. O panorama, felizmente, come\u00e7a paulatinamente a mudar, com a ado\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas de compra de acervos pela Biblioteca Nacional. Mas ainda est\u00e1 muito loge de funcionar bem.<br \/>\nA exig\u00eancia de uma pol\u00edtica p\u00fablica para o livro e a leitura, com acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o por parte dos usu\u00e1rios das bibliotecas, e com maior fluidez, autonomia e participa\u00e7\u00e3o das sociedades de amigos e usu\u00e1rios das bibliotecas \u00e9, portanto, um elemento essencial para que o acesso ao livro se realize.<\/p>\n<p>O livro relevante lido por algu\u00e9m que estabelece com ele um di\u00e1logo \u00e9 um fen\u00f4meno, uma experi\u00eancia que, felizmente, leva \u00e0 repeti\u00e7\u00e3o. Leva \u00e0 busca de outros di\u00e1logos relevantes e importantes para aquele leitor, naquele momento de sua vida, no contexto social, econ\u00f4mico e pol\u00edtico em que est\u00e1 vivendo. Como diz Zaid, no mesmo livro: \u201cA liberdade e a felicidade experimentadas com a leitura viciam, e a for\u00e7a da tradi\u00e7\u00e3o repousa nessa experi\u00eancia que, no final das contas, leva todas as inova\u00e7\u00f5es a intensific\u00e1-la. (&#8230;) A singularidade de cada leitor, refletida na natureza particular de sua biblioteca pessoal (seu genoma intelectual), floresce na diversidade. E a conversa\u00e7\u00e3o continua, entre os excessos da grafomania e os do com\u00e9rcio, entre a expans\u00e3o do caos e a concentra\u00e7\u00e3o do mercado\u201d. <\/p>\n<p>A experi\u00eancia da leitura, com a jun\u00e7\u00e3o dessas duas singularidades \u2013 o leitor e o texto \u2013 sintetiza o paradoxo final: a viagem para dentro, a conversa entre o leitor e o livro \u00e9, na verdade, um peda\u00e7o da leitura do mundo. Leitura essa cujo significado pode variar com cada leitor, a cada momento, em todas as sociedades. Desde que aconte\u00e7a esse encontro singular entre o leitor e o livro que ele precisa ler, o paradoxo dos livros demais se esvai. Esse encontro, t\u00e3o improv\u00e1vel e indetermin\u00e1vel quanto o da part\u00edcula qu\u00e2ntica, termina provocando as rea\u00e7\u00f5es que v\u00e3o, aos poucos, se cristalizando nas express\u00f5es reconhecidas pela \u00e9poca como a da boa literatura, do bom ensaio. Da boa leitura, enfim!<\/p>\n<p>Essa viagem para dentro da escrita \u00e9 que revela, no decantar do tempo, a boa literatura.<br \/>\n<figure id=\"attachment_1366\" aria-describedby=\"caption-attachment-1366\" style=\"width: 200px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=1366\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D1366','democrito')\" rel=\"attachment wp-att-1366\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/democrito2.jpg\" alt=\"\" title=\"democrito\" width=\"200\" height=\"205\" class=\"size-full wp-image-1366\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1366\" class=\"wp-caption-text\">Dem\u00f3crito<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_1367\" aria-describedby=\"caption-attachment-1367\" style=\"width: 194px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=1367\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D1367','Epicuro')\" rel=\"attachment wp-att-1367\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/Epicuro3.jpg\" alt=\"\" title=\"Epicuro\" width=\"194\" height=\"260\" class=\"size-full wp-image-1367\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1367\" class=\"wp-caption-text\">Epicuro<\/figcaption><\/figure><figure id=\"attachment_1368\" aria-describedby=\"caption-attachment-1368\" style=\"width: 160px\" class=\"wp-caption alignleft\"><a href=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/?attachment_id=1368\" onclick=\"return TrackClick('http%3A%2F%2Foxisdoproblema.com.br%2F%3Fattachment_id%3D1368','lucrecio')\" rel=\"attachment wp-att-1368\"><img decoding=\"async\" loading=\"lazy\" src=\"http:\/\/oxisdoproblema.com.br\/wp-content\/uploads\/2012\/09\/lucrecio2.jpg\" alt=\"\" title=\"lucrecio\" width=\"160\" height=\"210\" class=\"size-full wp-image-1368\" \/><\/a><figcaption id=\"caption-attachment-1368\" class=\"wp-caption-text\">Lucr\u00e9cio<\/figcaption><\/figure> PS \u2013 Terminava de revisar este post e simultaneamente termei a leitura de \u201cA Virada \u2013 O nascimento do mundo moderno\u201d, de Stephen Greenblat (Companhia das Letras), por indica\u00e7\u00e3o do meu amigo M\u00e1rcio Souza.<\/p>\n<p>\u00c9 um livro que exemplifica bem o que tentei descrever acima. O poema \u201cDe Rerum Natura\u201d, de Lucr\u00e9cio, esteve perdido por quase mil anos, escondido do p\u00fablico em alguma biblioteca monacal, quando foi redescoberto por Poggio Bracciolini, um cal\u00edgrafo e humanista que foi secret\u00e1rio de v\u00e1rios papas. Esse poema de Lucr\u00e9cio \u00e9 uma exposi\u00e7\u00e3o das ideias atomiostas levantadas pela primeira vez por Dem\u00f3crito, enriquecida por Epicuro e \u00e9 uma abertura fant\u00e1stica para a supera\u00e7\u00e3o do pensamento escol\u00e1stico e dogm\u00e1tico. A volta \u00e0 circula\u00e7\u00e3o do poema \u2013 primeiro em c\u00f3pias manuscritas, e depois em in\u00fameras impress\u00f5es \u2013 foi adquirindo cada vez maior import\u00e2ncia no debate sobre a natureza do universo, at\u00e9 abrir caminho para as conclus\u00f5es cient\u00edficas baseadas na observa\u00e7\u00e3o e na experimenta\u00e7\u00e3o. O livro era famoso na Roma cl\u00e1ssica, desapareceu e ressurgiu, com for\u00e7a cada vez maior, ajudado tamb\u00e9m por sua beleza po\u00e9tica na tranmiss\u00e3o de ideias filos\u00f3ficas. <\/p>\n<p>Marx dizia que Dem\u00f3crito (de quem Epicuto foi disc\u00edpulo) foi um dos maiores fil\u00f3sofos da Antiguidade. Greenblatt mostra como essa genealogia \u2013 Dem\u00f3crito, Epicuro e Lucr\u00e9cio, entre outros \u2013 teve grande import\u00e2ncia no desenvolvimento do mundo moderno. \u201cA Virada\u201d faz justi\u00e7a \u00e0 essa trajet\u00f3ria.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u201cA leitura de livros est\u00e1 crescendo aritmeticamente; a escrita de livros est\u00e1 crescendo exponencialmente. Se nossa paix\u00e3o por escrever n\u00e3o for controlada, no futuro pr\u00f3ximo haver\u00e1 mais pessoas escrevendo livros que lendo\u201d( Zaid, Gabriel: Livros Demais! Sobre ler, escrever e publicar, S. Paulo, Summus Editorial, 2004) Blague?! Sim e n\u00e3o. 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